Oficina de fotografia se encerra com “portas abertas”

Os alunos 8.o ano e 9.o ano da oficina de fotografia, curso optativo oferecido pelo professor Waldir Hernandes, fizeram um “dia de portas abertas” para pais e colegas, como encerramento do curso. Este ano foi a 5.a edição da atividade, que propõe abordar temas da adolescência através da expressão artística.img_20150930_113042866_21812331956_o

A ideia do evento foi trazer pessoas de fora do curso para vivenciá-lo, incluindo encenações, projeções de vídeo e exercícios de fotografia conduzidos pelos jovens fotógrafos. Dentre a programação, foram abordados assuntos como homossexualidade e bullying por meio de um psicodrama dirigido pela professora Rosiani Telles e apoio da professora Beatriz Cury.

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“O encerramento dá transparência ao projeto e também proporciona uma reflexão para os pais sobre temas da adolescência”, contou Waldir. “Foi bom ver os alunos interagindo com seus convidados de um jeito mais íntimo, dentro da nossa escola, que é, de fato, o espaço deles, pertence a eles”, completou.

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A oficina se mostrou importante para os alunos criarem uma nova perspectiva sobre o cotidiano deles e também possibilitou que eles expressassem ideias de maneiras diferentes. Foi o caso da aluna Ana Beatriz Drewanz, do 9.o ano, que declarou: “A oficina mudou meu olhar para o mundo, tanto na forma de fazer fotos quanto no modo de perceber as pessoas ao meu redor. Isso porque na Oficina exploramos nossos medos e outras situações pelas quais passamos. No caso do bullying, percebemos que tanto quem faz quanto quem sofre estão sofrendo e precisam de atenção”.

22118347659_7389b14746_oOs estudantes Lucas Fugita e Vitória Olyntho, do 8.o ano, também deram depoimentos após a atividade. “Na nossa idade passamos por inúmeras experiências que podem nos tocar. A Oficina ajuda a lidar com questões essenciais para o desenvolvimento do adolescente, mostrando como essa fase da vida é importante. Isso ajuda a lidar com temas delicados.

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A Oficina é capaz de mudar nossa forma de ver a vida”, afirmou Lucas. “O dia a dia da Oficina faz com que olhamos o mundo com outras perspectivas, colocando-me no lugar dos outros e compartilhando ideias. Dessa forma, consegui lidar melhor com os conflitos do dia a dia”, completou Vitória.

As inscrições para a Oficina 2016 irão ocorrer do dia 15 a 17 de fevereiro.

Roger Ballen no Museu de Arte Contemporânea da USP

É crucial para a minha estética que minhas iRoger-Ballenmagens existam na realidade ambígua; um lugar que não é definido nem por documentação nem por fantasia.– Roger Ballen

Em sua primeira exposição individual na América Latina, “Roger Ballen: transfigurações, fotografias 1968-2012″ chega a São Paulo depois de ter passado pelo Rio de Janeiro e por Curitiba. A mostra cobre grande parte da produção fotográfica do artista e tem como objetivo divulgar seu trabalho que é pouco conhecido por nós. Nascido em Nova York em 1950, mudou-se para a África do Sul, local que ficou por mais de 30 anos. Geólogo de formação, dedicou-se a fotografia impactado pela cultura local.
As fotografias de caráter restrospectivo de Ballen investigam a condição humana, funcionando tanto como um caderno de anotações rápidas, quanto para construções ballenelaboradas. Diferente do preto e branco sutil das fotografias clássicas, suas imagens contém uma peculiar aspereza, não havendo concessões de ordem estética ou sentimental.

Em uma jornada atemporal e paradoxalmente contemporânea, Ballen aborda diferentes temas como a natureza, a cultuballen3ra, o corpo, a animalidade e a loucura.

28 MAR 2015 – 27 SET 2015

Entrada Gratuita
MAC USP Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 – São Paulo-SP, Brasil
Horário de funcionamento:
Terça das 10 às 21; Quarta a domingo, 10 às 18 horas
Segundas: fechado

Vivendo do Mar – Durvile Cavalcanti no MIS

A série Vivendo do Mar, de Durvile
Cavalcanti, será exibida a partir do dia 11 de junho na terceira mostra do projeto Nova Fotografia 2015.

A mostra retrata a costa brasileira e seus pequenos vilarejos de pescadores, evidenciando o cenário da prática artesanal da pesca que, cada vez mais, vem se tornando rara por conta da pesca industrial e degradação ambiental.

As fotografias trazem a oportunidade de um respiro, uma quebra do mundo tecnológico que estamos imersos. Um silêncio que pequenos redutos de pescadores ainda guardam junto de uma cultura imemorial, apenas percebendo os lugares e nos sensibilizando com eles.

Durvile Cavalcanti nasceu no Amapá e é formado em arquitetura e design gráfico pela Belas Artes de São Paulo e é um fotógrafo autoditada. Já expôs trabalhos em diversas galerias, conquistando prêmios como o da Mostra de Arte no British Council (SP).

O festival Nova Fotografia é um projeto anual do MIS criado em 2011. Busca criar um espaço permanente para exposição de fotografias de artistas promissores que se distinguem pela qualidade e inovação do seu trabalho. A cada ano, seis séries de imagens são escolhidas por meio de convocatória e expostas no Museu.

HORÁRIOS e LOCALvivendo-do-mar-2-de-durvile-cavalcanti

12/06 a 26/06/15 – entrada gratúita
TERÇAS a SÁBADOS das 12h às 20h
DOMINGOS e FERIADOS das 11h às 19h
Classificação: livre
Espaço Nicho
MIS – Av. Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo – (11) 55 2117-4777

Maio Fotografia no MIS

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Em sua 4ª edição, a Maio Fotografia ocupa pelo 4º ano consecutivo todos os espaços no MIS (Museu da Imagem e do Som) com uma programação mensal que engloba quatro exposições principais, além de duas mostras e uma instalação interativa relacionados ao mundo da fotografia.

A ideia que permeia a curadoria geral da edição deste ano é a seguinte: “Se a linguagem fotográfica está cada vez mais aberta a novos olhares, a partir dos mais variados tipos de dispositivos − que vão de câmeras profissionais com lentes especiais a celulares com suas imagens em baixa resolução −, e percorre temas igualmente diversificados, é bastante apropriado que este mês voltado a sua exibição, discussão e reflexão abra ao público um leque de possibilidades de fruição“. Fonte: http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1849

Apresentam-se nesta edição as exposições: O mundo revelado de Vivian Maier (curadoria de Anne Morin); Lambe-lambe: os fotógrafos de rua na São Paulo dos anos 70, elaborada a partir do acervo do MIS (curadoria de Isabella Lenzi); Perto do rio tenho sete anos, do fotógrafo baiano André Gardenberg (curadoria de Diógenes Moura, Rastros 1 (Traces1) do holandês brasileiro radicado em Paris Roberto Frankenberg, entre outras.

Complementa a programação o IV Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia, que visa estreitar os distintos campos de atuação do fazer fotográfico e promover cada vez mais o entendimento sobre a fotografia inserida em debates de conteúdo informativo e reflexivo. O evento acontece entre os dias 28 e 31 de maio, com uma programação composta por sessões de discussão, entrevistas e relatos autorais, além de workshops e apresentações de artigos inscritos por meio de convocatória.

HORÁRIOS e LOCAL

21/04 a 14/06/15 – R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
TERÇAS a SÁBADOS das 12h às 20h
DOMINGOS e FERIADOS das 11h às 19h
Classificação: livre
Espaços variados
MIS – Av. Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo – (11) 55 2117-4777

Cristiano Mascaro e a série Bom Retiro e Luz

Com curadoria de Pedro Nery, a Pinacoteca apresenta a exposição Cristiano Mascaro e a série Bom Retiro e Luz. A mostra reúne 47 fotos em preto e branco realizadas nos anos 70 no bairro do Bom Retiro, onde a Pinacoteca está localizada.
A série fotográfica pode ser entendida como memória institucional do bairro, ao mesmo tempo que apresenta a visão fotográfica de Cristiano Mascaro no início de sua carreira artística. As imagens são marcadas por alto contraste, instantâneos e composição geométrica que remetem à pesquisa sobre linguagem e a tradição do fotojornalismo.

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Ao observar as fotos é possível perceber a capacidade de Mascaro de explorar com um olhar contemplativo um dos bairros mais antigos e plurais da cidade de São Paulo, junto da vida corriqueira e a paisagem humana diversa presente até hoje no bairro.

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Cristiano Mascaro nasceu em Catanduva em 1944. É formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU USP), iniciando sua carreira fotográfica em 1968 quando foi convidado para fazer parte da primeira equipe da revista Veja. Na sua carreira passou pela Enfoco Escola de Fotografia, Laboratório de Recursos Áudio-Visuais da FAU/USP e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos.

 

 

HORÁRIOS E LOCAL

29/09/2014 a 19/04/2015 – R$ 6,00, sendo R$ 3,00 reais a meia-entrada para estudantes com carteirinha. Menores de 10 anos e maiores de 60 são isentos de pagamento.

QUINTAS, SÁBADOS E DOMINGOS – ENTRADA GRATÚITA.

TERÇA A DOMINGO –  das 10h às 17h30, com permanência até as 18h.

QUINTAS – O museu fica aberto até às 21h30, com permanência até as 22h.

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Praça da Luz, 2  – 11 3324-1000 | Lg. General Osório, 66 – 11 3335-4990

Link: http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca-pt/default.aspx?c=exposicoes&idexp=1247&mn=537&friendly=Exposicao-Cristiano-Mascaro-e-a-serie-Bom-Retiro-e-Luz

Releituras estéticas da Barbie, instalação fotográfica e livro de fotografias são produtos da Oficina de Fotografia.

RENATA FUKE_640074_assignsubmission_file_RENATAFUKE_IMG_0057_TRATADAInstigadas a desenvolverem seu olhar para produção fotográfica, as alunas da Oficina de Fotografia expõem releituras estéticas da boneca Barbie, montam uma instalação com imagens e produzem um livro de fotografias. Esta foi a 2ª Edição da Oficina de Fotografia do Colégio Bandeirantes, coordenada pelo professor Waldir Hernandes, que tem como principal objetivo discutir a adolescência por meio da linguagem fotográfica. Durante o ano, os participantes realizam sessões de fotos em um estúdio fotográfico profissional, atuando como modelos, fotógrafos e como produtores de fotografia.

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Além disso, são desenvolvidas sessões de psicodrama, grupo focal e outras atividades. A edição deste ano contou com 20 alunas: Bianca Pinto, Clara Hirata, Giovana Rodrigues, Marina Maestre, Anna Drewanz, Beatriz De Marchi, Giovana Lima, Julia Bulhões, Marina Oliveira, Gabriela Baena, Erika Medeiros, Amanda Nakadaira, Beatriz Kosmiskas, Isabela Maria Clara, Sofia Alves, Clara Barelli, Juliana Choi, Mariana Boger, Renata Fuke e Melissa Lie Tsuzuki.

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A exposição reúne 6 vitrines com releituras estéticas da boneca Barbie e uma instalação com imagens das atividades desenvolvidas. Além disso, cada aluna recebeu um livro de fotografias.

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A professora de Artes Claudia Ayoub, responsável pela instalação de imagens, comentou: “A ideia era falar sobre o conhecimento em rede, do labirinto da identidade, que caracteriza a Oficina de Fotografia”.

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“Como nosso grupo só teve meninas, decidimos fazer o trabalho sobre adolescência utilizando a Barbie para discutir sobre os padrões de beleza”, comentou a estudante Amanda Nakadaira.

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“De acordo com essa concepção de projeto, os participantes decidem os caminhos a serem percorridos. Dessa forma, não teremos nunca os mesmos produtos. Isso garante a grande riqueza de ideias ao longo dos anos de trabalho em uma Oficina”, comentou o professor Waldir.

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O trabalho foi apresentado aos pais e outros convidados dos participantes da Oficina, onde o tema adolescência foi discutido. “Essa discussão é importante pois auxilia na administração de conflitos do dia a dia”, explica o professor Waldir.

Imagens da Adolescência

Como conclusão da Oficina de Fotografia do Band, curso optativo oferecido aos 8.os anos do Ensino Fundamental, os alunos expuseram os trabalhos desenvolvidos durante o ano para convidados, entre pais, amigos, familiares e professores. As fotomontagens podem ser conferidas no saguão de entrada do Colégio.

“O principal objetivo da Oficina é discutir a adolescência por meio da linguagem fotográfica”, explica o professor Waldir Hernandes, que acompanhou a evolução dos alunos no desenvolver da oficina; “Para isso, cada aluno é formado Jovem Fotógrafo, capaz de discutir técnicas relacionadas ao manuseio de equipamentos fotográficos, regulagens de máquinas profissionais e composição da iluminação”, completa.

Dentre as atividades realizadas, destacam-se o psicodrama, grupo focal, rodas de discussão, montagem de cenas, análise da produção de fotógrafos consagrados, montagem de mini-estúdios e sessão de fotos em estúdio profissional. Algumas delas foram realizadas em parceria com o Departamento de Artes e de CPG.

Ao final da Oficina, cada aluno escolheu uma das fotomontagens para compor a exposição que se encontra no saguão de entrada do Colégio. No dia 23 de outubro, os alunos aproveitaram para convidar seus amigos e familiares para analisarem os portfólios enquanto participavam de um coquetel.

“Houve leitura de textos produzidos pelos jovens, projeção de um vídeo com as várias atividades desenvolvidas durante os encontros e um PowerPoint com as produções finais e com suas concepções a respeito da adolescência”, conta Waldir.

No final, o grupo de alunos comentou que a oficina os ensinou a prestar mais atenção nas fotografias, a olhar e perceber de que maneira elas foram feitas, além de aprofundar a relação das obras com os sentimentos dos seus autores.

Fotografando a adolescência

Alunos dos 8.os anos do Ensino Fundamental têm a oportunidade de participar, este ano, da 1.a Oficina de Fotografia do Band. Como forma de discutir a adolescência e elementos de fotografia ao mesmo tempo, por meio da linguagem fotográfica, as disciplinas de CPG e Artes trabalham em conjunto nesse projeto, organizado pelo professor Waldir Hernandes e com colaborações dos professores Pedro Leão (Artes), Rosiani Telles (CPG), Marina Ferreira (CPG) e Beatriz Camargo (CPG).

atividade de psicodrama

atividade de psicodrama

“A cada encontro são desenvolvidos jogos e brincadeiras que, por meio da fotografia, se relacionem com a temática da adolescência”, explica Waldir, que coordena o projeto. Tendo seus encontros semanais às quartas-feiras na sala E1, a oficina consegue abranger os conceitos discutidos em sala de aula nas duas disciplinas envolvidas: em Artes, o aluno explora um conteúdo aprofundado sobre fotografia, enquanto em CPG são discutidos os aspectos da adolescência na contemporaneidade. Durante a Oficina, cada participante pode utilizar a forma de registro que desejar, podendo ser máquina fotográfica, celular ou outro equipamento.

atividade de light paint

atividade de light paint

O projeto tem atividades programadas até o fim do ano e desde o ingresso na Oficina os alunos são considerados Jovens Fotógrafos, o que compreende seu processo de formação como tais. Dentre as atividades planejadas, já figuraram as colaborações do professor Pedro, da Disciplina de Artes, que desenvolveu atividade de light paint; e das professoras Rosiani, Marina e Beatriz (Disciplina de CPG) que desenvolveram atividade de psicodrama. Além disso, dentro do cronograma de atividades encontram-se até os planos de uma saída com os integrantes da Oficina. “Haverá uma saída para sessão de fotos em um estúdio fotográfico profissional. Os jovens fotógrafos atuarão como modelos, fotógrafos, iluminadores, produtores e diretores de fotografia” comentou Waldir.

Exposição na Galeria Marta Traba

315620_431848943577436_1232741178_nA exposição “Primeiro de Maio” fica em cartaz na Galeria Marta Traba, no Memorial da América Latina, até 2 de junho. Inaugurada em 26 de abril, celebra o mês do trabalhador no Memorial em torno da questão “Trabalho, Cultura e Sociedade”.

“Primeiro de Maio” é um recorte da iconografia de operários, suas condições de trabalho e lutas por melhoria de vida, democracia ou revolução. São fotos, desenhos, reproduções e vídeos alusivos ao proletariado brasileiro. Participam os fotógrafos João Roberto Ripper, Egberto Nogueira, Iatã Cannabrava, Ricardo Alves, Cristian Sepúlveda, Mayerling Garcia, Flávio Meyer, Renato Stocker, Livia Buchele e João Bittar.

Uma das paredes está tomada por imagens que retratam a realidade dos moradores da favela da Maré, no Rio, integrando o Projeto Agência Escola Imagens do Povo. Outro destaque é a participação do cartunista argentino Luiz Trimano.

Galeria Marta Traba, Memorial da América Latina.

Galeria Marta Traba, Memorial da América Latina.

Galeria Marta Traba – Memorial da América Latina

De terça à domingo, das 9h às 18h.

ENTRADA FRANCA

Acompanhe a programação completa pelo site: http://www.memorial.org.br/

Arte no Fundamental

O Ensino Fundamental do Band conta com um sofisticado programa de Arte que procura trabalhar conhecimentos, habilidades e competências de maneira não tradicional. Assim, dentro da grade curricular, as aulas passam por quatro temáticas diferentes, uma para cada ano. A equipe de Arte é composta pelo coordenador João Regis Lima, pelos professores Gisele Ottoboni, Paula da Silva Moraes, Pedro Leão e pela estagiária Claudia Ayoub.

No 6º ano, os alunos aprendem a pensar e realizar diversas modalidades de desenho. Uma das modalidades exploradas, além da expressão artística, é o registro científico; nesse contexto, trabalham com proporções, unidades de medida etc. “Existe a preocupação de fazer com que a disciplina artística reverbere sobre assuntos que estão aprendendo em outras matérias. O curso procura mostrar um modo de conhecimento todo particular, a arte, sem alienar os alunos das outras disciplinas e dos outros modos de ser e conhecer”, explicou o coordenador João Regis Lima.

Já no 7º ano, o tema é “Arte e Cultura Brasileira”. O desenho bidimensional, visto no ano anterior, ganha uma 3º dimensão. Algumas atividades fazem com que os alunos façam o projeto de um objeto, desenhando-o primeiramente, e, depois, o construam fora do papel. Nesse ano, os estudantes também trabalham com música, compondo uma marchinha de carnaval – tudo voltado para as manifestações folclóricas do Brasil.

Para o 8º ano, os professores preparam um curso voltado à fotografia. Dentro das aulas, os estudantes trabalham desde a história da imagem, passando pelas técnicas primitivas da fotografia até explorar os recursos técnicos, estilísticos e estéticos mais recentes. “As técnicas dadas em sala de aula, nem sempre no âmbito da fotografia digital, pretendem ser recursos expressivos diferentes. Os alunos passam a tirar fotos também com essas outras técnicas e o resultado visual é completamente diferente do usual. Ao aprender isso, o aluno poderá explorar muito mais a mensagem que ele quer passar com a foto”, conta Regis.

Para concluir a trajetória de arte, no 9º ano os alunos exploram a história e a estética do cinema. As fotos começam a ganhar movimento por meio de animações com desenhos. Diversas técnicas primitivas de como fazer cinema são conhecidas. Os alunos estudam os diretores, as escolas, produzem roteiros, aprendem a fazer storyboards, a produzir e editar pequenos vídeos de autoria própria.

“Sempre gostei de artes, e estou aprendendo novas formas de desenhar. Penso também que essas aulas podem ajudar muito nas carreiras de quem optar seguir pela arquitetura e engenharia”, acredita a aluna do 6º ano, Luiza Motta.

Fora do espaço físico do Colégio, o Band também oferece mais dois cursos de arte. O de pintura acontece no ateliê do MAM (Museu de Arte Moderna), no parque Ibirapuera. Já o de xilogravura acontece no ateliê do Museu Lasar Segall, dentro da própria casa do pintor. Cada curso é ministrado para 20 pessoas, sendo destinadas 10 vagas para alunos do Bandeirantes e outras 10, gratuitas, à comunidade e alunos de escolas públicas.

“Ainda este ano o Bandeirantes vai trazer uma novidade, no pátio, que será um grande estímulo no campo das artes”, adiantou o Prof. Regis, além de um workshop incrível para quem curte desenho animado, com profissionais que trabalham ou trabalharam na Disney e na Marvel. Que tal aprender a desenhar, com profissionais, seu herói favorito?