Estrutura em Movimento – Gravuras de Iberê Camargo

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A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta de 30 de agosto a 31 de Janeiro 2015, no terceiro andar da Estação Pinacoteca, a mostra Estrutura em movimento – A gravura na obra de Iberê Camargo. Considerado um dos grandes nomes da arte brasileira do século 20, Iberê Camargo (1914-1994) é autor de uma obra extensa. Com curadoria de Carlos Martins e José Augusto Ribeiro, curadores da Pinacoteca, a exposição homenageia o centenário de nascimento do artista e apresenta cerca de 100 trabalhos, entre pinturas, desenhos, guaches e gravuras, realizados desde o período de formação do artista, nos anos de 1930 e 1940, até as suas últimas manifestações, no começo da década de 1990.

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SOBRE O ARTISTA

Iberê Camargo nasceu em Restinga Seca, interior do Rio Grande do Sul, Brasil, em 1914. Em 1927, iniciou seu aprendizado em pintura na Escola de Artes e Ofícios de Santa Maria. Em 1936, mudou- se para Porto Alegre, onde conheceu Maria Coussirat Camargo. E foi com tela e tintas dela, então estudante do Instituto de Belas Artes, que Iberê pintou seu primeiro quadro, às margens do Riacho, na Cidade Baixa – assim começou o namoro do casal e assim “começou o pintor”. Em 1939, Iberê e Maria se casaram. Em 1942, ano de sua primeira exposição, o artista e sua esposa mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde viveram por 40 anos.

Admirador e amigo de artistas brasileiros como Goeldi e Guignard, em 1948 viajou para a Europa (através de um Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, conquistado com sua obra Lapa, de 1947) em busca de aprimoramento técnico. Durante sua estada, visitou museus, realizou cópias dos grandes mestres da pintura e estudou gravura e pintura com Giorgio De Chirico, Carlo Alberto Petrucci, Leoni Augusto Rosa, Antonio Achille e André Lhote.

De volta ao Brasil, em 1950, Iberê conquistou inúmeros prêmios e participou de diversas exposições internacionais, tais como Bienal de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi no final dos anos 1950 que, devido a uma hérnia de disco que o obrigou a pintar no interior de seu ateliê, o artista desenvolveu um dos temas mais recorrentes em sua pintura: os Carretéis. São estes brinquedos de sua infância que o levaram, mais tarde, à abstração, e que estiveram presentes em sua obra até a fase final.
Na década de 1980, retomou a figuração. Mas, ao longo de toda sua produção, nunca se filiou a correntes ou movimentos. Em 1982, retornou a Porto Alegre, onde produziu duas de suas séries mais conhecidas: as Idiotas e os Ciclistas. Iberê Camargo faleceu em agosto de 1994, aos 79 anos, deixando um grande acervo de mais de 7 mil obras, entre desenhos, gravuras e pinturas. Grande parte desta produção foi deixada a Maria, sua esposa e companheira inseparável, cuja coleção compõe hoje o acervo da Fundação Iberê Camargo.

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“Mulher sentada”. Água-tinta. 1956.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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“Suite Manequins 2”. Gravura. 1986.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 2 – São Paulo, SP
 Estação Luz do Metrô – Tel. 55 11 3324-1000
Terça a Domingo das 10h às 18h.  Quintas das 10h às 22h. Bilheteria até as 17h30.

Estação Pinacoteca – Largo General Osório, 66 – São Paulo, SP – Tel. 55 11 3335-4990
Memorial da Resistência de São Paulo – Largo General Osório, 66 – São Paulo, SP
Terça a Domingo das 10h às 18h. Bilheteria até as 17h30.
Tel. 55 11 3335-4990 – Fale com a ouvidoria ouvidoria@cultura.sp.gov.br | Clique aqui e acesse o portal da transparência

Rivane Neuenschwander no MAM

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Rivane Neuenschwander em uma de suas instalações em cartaz no MAM São Paulo até dia 14 de dezembro de 2014.

Segundo Adriano Pedrosa a exposição mal-entendidos”  é a primeira exposição panorâmica no Brasil de Rivane Neuenschwander (Belo Horizonte, 1967), uma das principais figuras da geração dos anos 1990.

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Curador Adriano Pedrosa.

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A exposição reúne 24 trabalhos e séries feitos desde 1999. O título da mostra aponta os caminhos da exposição. O pequeno Mal-entendido consiste num ovo meio submerso num copo d’água, de maneira que sua parte inferior aparece ampliada pelo vidro que, com o líquido, funciona como uma lente de aumento. O que vemos é a imagem de um ovo fraturada, dupla e desencontrada. Não se trata tanto de um truque ótico, mas de uma demonstração de que mesmo materiais aparentemente transparentes como o vidro e a água podem distorcer nossa boa percepção da realidade. 

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A pergunta é: existe, de fato, uma boapercepção e representação da realidade? Essa é a indagação central de boa parte da arte e da ciência, e atravessa campos como a filosofia, a história, a antropologia, a psicanálise, a linguística, a semiótica, a fotografia. Colocado no plural e em minúsculas, o Mal-entendido entre o ovo, o vidro, a água e o olho humano encobre a exposição como uma névoa, e nos faz refletir sobre o estatuto daquilo que vemos.

Rivane Neuenschwander: mal-entendidos

Curadoria: Adriano Pedrosa
Local: Grande Sala
Abertura: 1º de setembro (segunda-feira), a partir das 20h
Visitação: de 2 de setembro a 14 de dezembro
Entrada gratuita

Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo
Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3)
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)

Tel.: (11) 5085-1300

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Estacionamento no local (Zona Azul: R$ 5 por 2h)
Acesso para deficientes
Restaurante/café
Ar condicionado

Prof. Gisele faz Curso de Curadoria no MAM e participa de exposição

Exposição – Vestígios: memória e registros de performance e site-specific

Orientado ao debate e ao desenvolvimento de um projeto de exposição na biblioteca do MAM, o curso apresentou questões relativas a curadoria experimental, numa perspectiva teórica e prática. No decorrer do programa, o curador e coordenador do projeto, Tobi Maier, orientou o grupo de alunos, do qual participou a professora de Artes Gisele Ottoboni, na elaboração, pesquisa de conteúdos, produção e montagem da mostra. A professora Gisele deverá participar também de uma publicação do MAM sobre os artistas da exposição.

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Tobi Maier foi um dos curadores-associados da 30ª edição da Bienal de São Paulo realizada em dezembro de 2012. Curador e crítico de arte, Maier esteve associado à Frankfurter Kunstverein e foi colaborador da Manifesta 7. Entre 2008 e 2011, trabalhou no Ludlow 38, espaço cultural do Goethe-Institut para arte contemporânea em Nova Iorque. 

O resultado do trabalho realizado junto com os alunos do Curso de Curadoria e Projeto pode ser conferido ao longo de seis meses, com inauguração em 02 de julho às 20 horas na Biblioteca do MAM.

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Uma das obras presente na mostra do artista Amilcar Packer. Still de vídeo sem título #32, 1998. fotografia em cores. 69,2 x 92,4 cm.

Curadoria e Projeto Exposição

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Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura

MAM apresenta mostra Diálogos com Palatnik com obras conceituais que ampliam o conceito de pintura com diversos artistas

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Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura, com curadoria de Felipe Scovino e Pieter Tjabbes, é a maior mostra já realizada do artista, consagrado pela criação de obras marcadas pela fusão entre o movimento, o tempo e a luz; na Sala Paulo Figueiredo, Scovino apresenta obras do acervo do museu que ampliam o conceito de pintura de diversos artistas em Diálogos com Palatnik.

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Pinturas, desenhos, estudos, objetos, móveis e esculturas compõem a exposição Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura, que o Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta de 2 de julho a 15 de agosto na Grande Sala, com curadoria de Felipe Scovino e Pieter Tjabbes, e patrocínio do Banco Safra. Ao unir estética à tecnologia, Palatnik utiliza movimento, luz e tempo como instrumentos para a criação de obras com grande potencial visual e poético, lançando os fundamentos de uma corrente artística que ficou conhecida como arte cinética, na qual as fronteiras entre pintura e escultura se confundem e se ampliam. Na Sala Paulo Figueiredo, Scovino apresenta a mostra Diálogos com Palatnik, reunindo 39 obras de 26 artistas do acervo do museu que repensam o conceito de pintura.

“Palatnik afirma que tudo o que faz é pintura. Nos objetos tridimensionais é a luz, a cor e o movimento que o interessam. Também surge a artesania com a reflexão sobre como o signo da pintura pode ser identificado para além de tinta sobre a tela ao adicionar pregos, barbante, adesivos, tecidos, tapeçaria e outros objetos,” explica Scovino. “A forma como cria as obras, que envolve sistemas eletrônicos produzidos de forma caseira – tendo parafusos e motores elétricos como complemento aos pincéis -, transmite a ideia do inventor e da manufatura em Palatnik,” completa o curador.

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Também há um grupo formado por artistas ligados às pesquisas de tendência construtiva que experimentaram a escultura e a fotografia como elementos. Com seis fotografias presentes na mostra, Geraldo de Barros nunca deixou de registrar, pensar e discursar sobre o mundo como um pintor. “A escolha por determinada perspectiva, o jogo entre luz e sombra, a técnica em permitir que a arquitetura não fosse um anteparo ou cenário para as fotos mas o próprio personagem são atitudes típicas de um artista que tem o pensamento pictórico como lema”, afirma o curador.

A exposição possui um núcleo de inventores, seguindo uma espécie de metodologia à la Palatnik. Destacam-se nesse grupo, o coletivo Chelpa Ferro e os artistas Guto Lacaz, Marcelo Silveira e Paulo Nenflidio, com trajetórias que não têm relação direta com as tendências construtivas e tampouco possuem signos geométricos nas obras apresentadas, porém flertam com a manufatura, o apuro técnico e a integração com a tecnologia, além de considerarem uma outra relação com o ateliê, variando entre uma semelhança com uma oficina ou um lugar multifacetado em que predomina o dado meticuloso no exercício da produção manual.

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Serviço:

Diálogos com Palatnik
Curadoria: Felipe Scovino
Local: Sala Paulo Figueiredo
Abertura: 2 de julho (quarta-feira), a partir das 20h

Visitação: até 15 de agosto
Entrada: R$ 6,00 – gratuita aos domingos

Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo

Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3)
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)

Tel.: (11) 5085-1300

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Estacionamento no local (Zona Azul: R$ 3 por 2h)
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Mais informações para a imprensa
Conteúdo Comunicação

Ana Livia Lima – analivia.lima@conteudonet.com – 5056-9812 / 96076-2747
Paula Vianna – paula.vianna@conteudonet.com – 5056-9838 / 96766-1548
Roberta Montanari – roberta.montanari@conteudonet.com – 99967-3292

Tel. (11) 5056-9800

 

Exposição Prorrogada no MUBA

A exposição “Memórias Gravadas: a história de Ruth” foi prorrogada no MUBA – Museu Belas Artes de São Paulo.

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Eu e minha mãe. Gravura em metal: água-forte e lavís.

A mostra reúne 60 gravuras da artista Ruth Sprung Tarasantchi, que rememora por meio das imagens, cenas de suas origens Iugoslavas, cenas da infância, personagens importantes da família, o período da II Guerra Mundial e a chegada ao Brasil onde constituiu sua família.

A mostra é uma homenagem pelos 80 anos de vida completados em outubro de 2013 e seguirá itinerante ao longo de 2014. Inaugurada em novembro de 2013 a exposição já passou pela Biblioteca Victor Civita na Fundação Memorial da América Latina, Biblioteca Guita e José Mindlin e agora em cartaz no MUBA Belas Artes até dia 21 de junho.

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A Família Sprung no dia da liberação do Campo de Concentração de Ferramonte, Itália, 1943. Raquel, Paula (mãe), Ruth e o Dr. Rodolfo Sprung.

No link abaixo é possível obter mais informações sobre a mostra:

http://www.belasartes.br/site/acontece/noticias?n=1546&utm_source=muba&utm_medium=banner&utm_content=destaque-1546&utm_campaign=muba

MUBA

Sede Núcleo de Design
Rua José Antonio Coelho, 879 – Térreo – Vila Mariana – São Paulo – SP (11) 5576-7300

Tauromaquia no MAB FAAP

EXPOSIÇÃO TAUROMAQUIA: MOSTRA TRAZ OBRAS DE PICASSO, DALÍ E GOYA EM TORNO DAS TOURADAS

O espetáculo das touradas desde sempre inspirou artistas do mundo todo. Por conta deles, o touro ganhou lugar especial e significado em muitas das obras de grandes mestres e incontáveis artistas, que usaram a tauromaquia (combate a touros) como um instrumento para representar simbolicamente a luta contra o poder opressor. Costurando uma seleção entre a estreita relação da produção artística de Picasso, Dalí e Goya, o Museu de Arte Brasileira (MAB) da FAAP e a Produtora Mega Cultural apresentam, pela primeira vez, a exposição Tauromaquia.

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PABLO PICASSO (Málaga, Espanha 1881 – Mougins, França 1973) Picador II, 1961 Litografia original Galeria Fetzer, Alemanha © Succession Picasso 2014

Com curadoria de Monika Burian Jourdan e Serena Baccaglini, a mostra reúne diversas obras e séries. São cerca de 180 imagens, entre desenhos originais e gravuras das mais importantes personalidades da arte. Francisco Goya, Pablo Picasso e Salvador Dalí evidenciaram o fascínio pelo universo da corrida de touros e desenvolveram trabalhos consistentes e relevantes em torno do tema, tão intrinsecamente ligado à cultura ibérica. Muitas das obras trazidas ao Brasil para esta exposição foram raramente vistas antes. Dentre elas está o estudo de Picasso para Guernica, nas mesmas dimensões do painel original.

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PABLO PICASSO (Málaga, Espanha 1881 – Mougins, França 1973) “Le Cocu Magnifique” (O Magnífico), 1968 Gravura em metal, água-forte e água-tinta Art Camù, Coleção de Arte © Succession Picasso 2014

“Na maioria das civilizações o touro, tema central da exposição, é um símbolo místico que significa força, coragem e fertilidade. Esta força animal que os touros mostram é retratada de forma fascinante nas obras destes artistas”, explica Monika. “Para os artistas, a tourada não representa apenas um espetáculo. Para Goya, por exemplo, tauromaquia foi inicialmente uma ferramenta para expressar sua dissidência política. A exposição apresentará a série completa de gravuras Tauromaquia, de Goya, uma das suas séries mais famosas”.

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PABLO PICASSO (Málaga, Espanha 1881 – Mougins, França 1973) Corrida toros, 1954 Gravura em metal, água forte Coleção Particular © Succession Picasso 2014

Pablo Picasso foi influenciado por Goya. Baseou-se no uso do conhecimento do “chiaroscuro” (luz e sombra) de Goya para a produção de sua própria obra, utilizando-a como instrumento de protesto contra a ditadura do General Franco. Picasso e Goya utilizaram este tema para manifestar profundo sofrimento e resistência à opressão.

Nos anos 1966-67, Dalí transformou a famosa “Tauromaquia Suite” (1957-59), de Picasso numa extensão do diálogo artístico que os dois artistas mantiveram durante anos. Alguns desses trabalhos fazem parte das obras desta exposição.

Goya, por sua vez, usou a tauromaquia para expressar sua dissidência política contra os nobres, opressores do povo. Suas obras retrataram a tourada como uma arena mística, em que algo está sempre acontecendo. Esta exposição apresentará uma de suas mais famosas séries sobre este tema.

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PABLO PICASSO (Málaga, Espanha 1881 – Mougins, França 1973) Frente à estaca, 1960 Tinta sobre papel 47 X 72 cm Coleção Particular © Succession Picasso 2014

Vista como um confronto entre a liberdade e a força bruta, a tauromaquia pode também ser interpretada neste conjunto de obras como uma metáfora do poder opressor ou da capacidade para autoafirmação e emancipação. Em muitas civilizações, o touro, figura central desta mostra, tem o significado de força, bravura e fertilidade.

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SALVADOR DALÍ (Figueres, Espanha 1904 – 1989) Tourada No. 3, 1965 Litografia original Coleção particular

 
FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO – Museu de Arte Brasileira
Rua Alagoas, 903 – Higienópolis – São Paulo – SP
(11) 3662-7198 www.faab.br/museu

Turim 1911

TURIM 1911: VESTÍGIOS DE UMA EXPOSIÇÃO UNIVERSAL

DE 26.ABR A 10.AGO 2014

Mostra sobre a participação dos artistas brasileiros na Exposição Universal de Turim (Arthur Timótheo da Costa, Carlos Chambelland, Carlos Oswald, Eduardo de Sá, Eugênio Latour, João Timótheo da Costa, Lucílio de Albuquerque, Manuel Madruga, Oscar Pereira da Silva e Rodolfo Chambelland) propõe apresentar parte do que foi produzido pelos pintores brasileiros para aquele certame, algumas premiações obtidas pelo Brasil e, ainda, as diversas maneiras de divulgação de tais eventos, que procuram expor os principais produtos de cada país. Para tanto, a exposição pretende exibir alguns dos trabalhos produzidos por alguns desses artistas, placas e diplomas obtidos por instituições nacionais, medalhas, guias de visitação, cartazes, selos, cartões-postais, além da reprodução de fotografias, propagandas e outros materiais impressos relevantes.
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A historiadora Ruth Sprung Tarasantchi é a curadora desta mostra, resultado de uma de suas pesquisas a cerca da produção artística brasileira do século XIX. A exposição destaca o a documentação reunida pela pesquisadora na reconstrução desta história.
Professora Dra. Ruth Sprung Tarasantchi
Para saber mais acesse:
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 2 – São Paulo, SP
 Estação Luz do Metrô – Tel. 55 11 3324-1000

 

As meninas do quarto 28

curadora Roberta Sundfeld

Desenhos de meninas judias que viveram no Quarto 28, no campo de concentração nazista de Theresienstadt, são expostos pela primeira vez no Brasil

Mostra ficará em cartaz no MuBE, em São Paulo, entre os dias 23 de maio e 29 de junho de 2014 e receberá Vera Kreiner, uma das sobreviventes do Quarto 28, e Hannelore Brenner, autora do livro que deu origem à exposição

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Depois de passar por diversos países da Europa e por Israel, chega ao Brasil a exposição “As Meninas do Quarto 28”, chancelada pela ONU e adaptada do livro homônimo escrito pela jornalista alemã Hannelore Brenner e lançado recentemente no Brasil pela editora LeYa.

A exposição relata, através dos desenhos feitos por meninas judias que passaram pelo Quarto 28, o dia a dia de cerca de 50 crianças que viveram no campo de concentração de Theresinstadt, próximo à cidade de Praga, durante a Segunda Guerra Mundial.

Com mais de 35 desenhos e uma réplica de 18m² do quarto em que elas ficavam aprisionadas, além de painéis com detalhes históricos, a exposição foi escolhida pela União Europeia, em 2013, para a tradicional homenagem realizada anualmenteno Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) também selecionou a exposição para lembrar as vítimas do genocídio cometido pelos nazistas.

“O quarto, em escala real, mobiliado inclusive com beliches similares aos que elas dormiam, oferece aos visitantes a experiência de como foi a vida daquelas meninas. É emocionante ver desenhos tão coloridos e alegres dessas crianças, que viveram uma realidade tão difícil. A arte, realmente, tem um poder transformador”, afirma Karen Zolko, familiar de uma das meninas que habitou o Quarto 28 e representante da exposição no Brasil, junto com a amiga e sócia Dodi Chansky.

Há mais de meio século, entre os anos de 1942 e 1944, crianças de 12 a 14 anos moravam juntas no Quarto 28, em Theresienstadt, durante a ocupação da Checoslováquia pelos nazistas. Das 15 mil crianças do campo de concentração, apenas 93 sobreviveram. Entre estas, 15 são sobreviventes do Quarto 28.

Apesar da situação miserável, do racionamento de comida e do onipresente medo de ir para o “Leste” (Auschwitz-Birkenau), essas meninas puderam ter contato com professores, compositores e artistas – todos também prisioneiros do campo e judeus – que tentavam minimizar o sofrimento com atividades que as ajudariam a acreditar que aquela difícil situação seria transitória.

Nesse grupo de adultos determinado a proteger as crianças estava a artista plástica Friedl Dicker Brandeis que, deportada para Theresienstadt em 1942, levou poucos pertences pessoais e muitos materiais artísticos nas suas duas malas.

Friedl percebeu que a arte poderia ser uma importante ferramenta terapêutica para ajudar as crianças a superar as adversidades e a lidarem com os terríveis sentimentos de perda, medo e incerteza. Começou, então, a dar aulas técnicas de desenho e pintura para a ala infantil do campo de concentração. Ela contava histórias e pedia para que as crianças fizessem ilustrações. Como o objetivo era estimular a esperança naquele lugar, as narrativas eram sobre assuntos diversos e serviam como distração para tirá-las um pouco daquela triste realidade, tanto que as imagens não remetem em nada ao terror que elas vivenciavam.

Considerada hoje uma das precursoras da arteterapia, Friedl ficou por quase dois anos em Theresienstadt e conseguiu esconder os quase cinco mil desenhos de seus alunos em suas malas antes de ser levada para Auschwitz, em 1944. Esses desenhos foram achados 10 anos depois da guerra e levados para um museu em Praga, na República Tcheca. Das meninas que passaram pelo Quarto 28, foram encontrados cerca de 500 desenhos e 40 foram selecionados para fazer parte da mostra que viaja o mundo e chega ao Brasil pela primeira vez.

A história por trás da História – A relação do Brasil com As Meninas do Quarto 28

Não foi à toa que Hannelore Brenner, a idealizadora e detentora dos direitos da exposição e autora do livro “As Meninas do Quarto 28”, lançamento da Editora LeYa, incluiu o capítulo Ecos tardios do Brasil em sua obra. A relação entre o país e essa históriade amizade e amor à arte está intimamente ligada por conta de Erika Stránská, filha do primeiro casamento do judeu George Stransky.

Em 1938, a mãe deixou Erika aos cuidados do pai para sair em busca de melhores condições de vida na Inglaterra. George acabou se apaixonando por Valeria, então primeira bailarina do Teatro de Viena, com quem se casou e teve Monika, sete anos mais jovem que a meia-irmã. As duas costumavam brincar juntas até que Erika e seu pai foram levados para campos de concentração mantidos pelo regime nazista. Ele foi para um campo de trabalho forçado e Erika foi encaminhada para Theresienstadt, mais precisamente para o Quarto 28.

Enquanto a mãe e a filha mais nova se refugiaram na pequena Boskov, George conseguiu escapar do campo de trabalho e ir ao encontro delas. Após o final da guerra, ele começou a procurar Erika, chegando, inclusive, a ir até a Suíça atrás de uma pista de seu paradeiro. Mas, acabou descobrindo que sua filha mais velha tinha sido deportada para Auschwitz, onde foi morta numa câmara de gás.

Após a tragédia, a família tentou retomar a vida da maneira que podia e, em 1946, se mudou para São Paulo. Alguns anos depois, a caçula se casa com GregorioZolko e cria seu próprio clã: as filhas Sandra e Karen Zolko e os netos André, Adriana e Lara.

Em 1974, a família viaja para a Checoslováquia e, durante um passeio pelo Museu Judaico de Praga, visita uma exposição de desenhos de crianças feitos durante a Segunda Guerra no campo de concentração de Theresienstadt.

A enorme surpresa se deu quando Monika reconheceu a assinatura da sua irmã, Erika Stránská, em um deles. Começou, então, a busca por detalhes de como teria sido a sua vida. Mas, quase nada foi descoberto naquela época devido ao regime comunista que vigorava.

Em 2012, incentivada por um amigo, Karen Zolko resolve mais uma vez procurar informações sobre o paradeiro da meia-irmã de sua mãe.Com a dissolução da Checoslováquia e as facilidades da internet, a brasileira consegue entrar em contato com o diretor do museu e descobre que lá não estava apenas um desenho de Érika, mas sim 30 deles.

“Montar esse quebra-cabeça era um presente que eu queria dar para a minha mãe. Consegui 70 anos depois, com a ajuda fundamental de amigos e familiares”, conta Karen Zolko que, junto com Dodi Chansky, representa o projeto da exposição no Brasil.

Além de um link para acessar as imagens, o diretor do museu mandou uma lista de contatos de pessoas que poderiam ajudar com mais informações sobre a história. Uma delas era a jornalista Hannelore Brenner, que começa a trocar dados e documentos com a brasileira e mostra para a família que Erika era uma das meninas que morou no Quarto 28.

Dessa ligação surge uma amizade e a ideia de trazer a exposição para o Brasil. “Nosso objetivo agora é levá-la para mais capitais do país e, quem sabe, ajudar outras famílias a conhecer e finalizar suas histórias pessoais, como aconteceu com a minha”, revela Karen.

“Usando essa emocionante história como inspiração, queremos ajudar a difundir o poder da arte e da educação como ferramentas fundamentais para enfrentar as mais difíceis situações da vida. Para isso, incluímos na programação oficial um bate-papo com representantes de quatro instituições brasileiras que usam a arteterapia para auxiliar crianças que estão passando por momentos adversos”, explica Dodi, parceira no projeto da exposição e amiga da família há anos.

Programação:

23/05 –15h – Visita guiada seguida de palestra pela exposição com a curadora Roberta Sundfeld, a jornalista alemã Hannelore Brenner e Vera Kreiner

24/05 – 15h – Visita guiada com a curadora da exposição, Roberta Sundfeld

04/06 – 16h – Visita guiada com as arte-terapeutas Selma Ciornai e Gladys Ajzenberg e com o coordenador de projetos educativos do MuBE , Murilo Kammer

04/06 – 19h – Mesa-redonda coordenada por Selma Ciornai com profissionais de quatro instituições brasileiras especializadas em arteterapia: Claudia Vidigal, do Instituto Fazendo História (SP); Fabiana Geraldi, do projeto social Eu Sou (RJ); SirleyTanure, do Hospital oncológico GPAEAV/UFPB (PB); Michelle Barros e Bruna Domenico, do CNRVV/Butantã (SP)

Serviço

Curadoria: Roberta Alexander Sundfeld
Data:23 de maio a 29 de junho (terça a domingo)
Horário: 10h às 19h
Museu Brasileiro da Escultura
Avenida Europa, 218 – São Paulo (Estação de metrô mais próxima: Consolação)
(11)2594-2601
mube@mube.art.br

Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

Leia mais

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Carlos Ari Sundfeld – Professor da Direito GV, autor de “Direito Administrativo para Céticos”

As meninas do quarto 28: direito à justiça e à verdade

http://www.brasilpost.com.br/carlos-ari-sundfeld/as-meninas-do-quarto-28_b_5273095.html?utm_hp_ref=fb&src=sp&comm_ref=false

Hoje – Arte Terapia em Mesa-redonda no MUBE

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A exposição “As meninas do quarto 28″, em cartaz no MUBE – Museu Brasileiro da Escultura até dia 29 de junho, apresenta em sua programação duas atividades imperdíveis no dia 04 de junho.

04/06 – 16h – Visita orientada com as arte-terapeutas Selma Ciornai e Gladys Ajzenberg e com o coordenador de projetos educativos do MuBE , Murilo Kammer.

04/06 – 19h – Mesa-redonda coordenada por Selma Ciornai com profissionais de quatro instituições brasileiras especializadas em arteterapia: Claudia Vidigal, do Instituto Fazendo História (SP); Fabiana Geraldi, do projeto social Eu Sou (RJ); SirleyTanure, do Hospital oncológico GPAEAV/UFPB (PB); Michelle Barros e Bruna Domenico, do CNRVV/Butantã (SP).

Atividades gratuitas

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Erika Stranska, uma das meninas judias que viveram no Quarto 28, em fotografia do álbum da família poucos meses antes da guerra.

Colagem de Erika Stránská, garota presa em campo de concentração nazista (Foto: Divulgação)

COLAGEM DE ERIKA STRÁNSKÁ, GAROTA PRESA EM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NAZISTA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Inscrições: producao@mube.art.br ou 2594-2601 ramal 20

Visitas orientadas com a Ação Educativa

23/05 – 10h às 12h
Visita orientada com EducaMuBE
Máximo 20 pessoas

Inscrições: producao@mube.art.br ou 2594-2601 ramal 20

24/05 – 10h às 12h
Visita orientada com EducaMuBE
Máximo 20 pessoas

Inscrições: producao@mube.art.br ou 2594-2601 ramal 20

04/06 – 10h às 12h
Visita orientada com EducaMuBE
Máximo 20 pessoas

Inscrições: producao@mube.art.br ou 2594-2601 ramal 20

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Colagem e guache de Erika Stranska, 1928.

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Colagem e guache produzido por Erika Stranska, 1928.

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Aquarela de Erika Stranska, 1928.

                                                                                           

Serviço

Curadoria: Roberta Alexander Sundfeld
Data:23 de maio a 29 de junho (terça a domingo)
Horário: 10h às 19h
Museu Brasileiro da Escultura
Avenida Europa, 218 – São Paulo (Estação de metrô mais próxima: Consolação)
(11)2594-2601
mube@mube.art.br

Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

Projeto aprovado pela Lei Rouanet – Pronac 13203-3 – artigo 18 publicado no Diário Oficial no dia 28 de maio de 2013.

Informações para a imprensa:

FSB Comunicações – (21)3206-5050
Carolina Sales – carolina.sales@fsb.com.br
Suzana Wester – suzana.wester@fsb.com.br

Saiba mais sobre a exposição

http://mube.art.br/expos/as-meninas-do-quarto-28/

http://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2014/05/desenhos-de-criancas-que-viveram-em-campo-de-concentracao-nazista-sao-exibidos-em-sp.html?fb_action_ids=10154148332350346&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%2210154148332350346%22%3A691228927593663%7D&action_type_map=%7B%2210154148332350346%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

Hoje Coquetel de Abertura

Em sua terceira edição a itinerância da exposição que homenageia a professora Ruth Sprung Tarasantchi, ex-aluna do Band, seguirá para o MUBA – Museu Belas Artes de São Paulo.

A abertura será dia 23 de abril as 20h00. Contamos com sua presença!

A exposição “Memórias Gravadas: a história de Ruth” foi inaugurada em dezembro de 2013 na Biblioteca Victor Civita na Fundação Memorial de São Paulo, em fevereiro de 2014 a Biblioteca Guita e José Mindlin recebeu a mostra, que agora seguirá para o MUBA onde serão expostas apenas as gravuras do álbum central “A história de Ruth”.

Com curadoria de Gisele Ottoboni, professora de Arte do Colégio Bandeirantes, a mostra reúne gravuras do álbum “A história de Ruth”, que ilustram a trajetória de vida da artista.

A abertura será no dia 23 de abril das 20h às 22h, na Rua José Antônio Coelho, 879 – Vila Mariana. A exposição permanece em cartaz até dia 31 de maio, de segunda a sexta das 9h às 20h e nos sábados das 9h às 13h.

Contamos com sua presença!

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“Eu e minha mãe”, Água-forte e lavis sobre papel, 2007.

Imagem da montagem da exposição “Memórias Gravadas: a história de Ruth” na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin na USP. Foto de Juliana Cesar Mileo.
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