Ocupação João das Neves

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“Um Brasil enriquecido pela diversidade, permeado de conflitos sociais e políticos e iluminado pelas perspectivas poéticas do teatro é o que transparece na carreira de João das Neves, dramaturgo, ator, diretor e escritor que recebe uma Ocupação no Itaú Cultural, em São Paulo, de 26 de setembro a 8 de novembro de 2015.”

O Itaú Cultural apresenta a Ocupação João das Neves. A exposição mostra o percurso das principais trajetórias de João das Neves desde o combate à ditadura civil-militar – como membro do Centro Popular de Cultura (CPC) e do Opinião – até seu convívio com povos indígenas do Acre e os Congadeiros de Minas Gerais os quais reforçaram sua ligação com a tradição da arte genuinamente popular e influência em suas obras. No teatro, o artista possui grande inventividade, ressaltando a adaptação de Primeiras Estórias, adaptação do livro homônimo de Guimarães Rosa. No espaço expositivo o espetáculo é detalhado em um aplicativo interativo.

A cenografia, projetada por Rodrigo Cohen, conversa com o conteúdo. Elementos da cultura popular – peças de cerâmica, máscaras e mamulengos, instrumentos e mobiliário – são dispostos em ambientes sensoriais: o público caminha por terra batida, folhas secas, serragem e caquinhos de azulejo, sempre em referência aos universos com que o homenageado entrou em contato nas suas viagens.

O site da Ocupação apresenta diversas entrevistas, áudios, fotos e vídeos com parceiros de João e pesquisadores de seu trabalho. No fim de Outubro será lançado um documentário que acompanhou João em visita a diversos locais que o marcaram, como Rio de Janeiro, Acre e Minas Gerais.

joao-366x244Ocupação João das Neves
sábado 26 de setembro a domingo 8 de novembro de 2015
terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]
sábado, domingo e feriado 11h às 20h
Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP – Piso térreo
Gratuito

Infotmações de: http://novo.itaucultural.org.br/programe-se/agenda/evento/ocupacao-joao-das-neves/

Satyros Teen

A companhia de teatro Os Satyros possui dois projetos focados em adolescentes, Meu Mundo Preto e Branco (MMPB) e Na Real. As peças satyros (4)são baseadas no projeto alemão “Stay or Get Away”, desenvolvido pela instituição Interkunst, o qual O Espaço Satyros dirigiu entre os anos 2000 e 2005.
O projeto aqui é desenvolvido desde 2010 com jovens da rede pública de ensino. Os espetáculos são criados baseados em histórias e depoimentos pessoais, além de ter como objetivo a conscientização do próprio “eu” contribuindo para a formação de cidadãos que se empenhem para a evolução de nossa sociedade.

Meu Mundo Preto e Branco (MMPB)
SINOPSE
Meu mundo preto e branco é uma performance intensa, elaborada a partir das vivências significativas dos próprios integrantes do grupo de adolescentes que protagoniza a performance. De nossas histórias pessoais extraímos acontecimentos marcantes, tanto para o público quanto para o próprio elenco como experiências relativas a estupro, paixões, liberdade, fatos reais que transgridem as barreiras sócio-culturais impostas e se transformam em expressão artística.satyros (3)
Seja bem vindo ao Nosso Mundo.

SERVIÇO
Sábados, às 18h
Estação Satyros
(Praça Roosevelt, 134 – Consolação)
Ingresso: Pague quanto poder.
Temporada: 26/06 até 18/09

 

Na Real
O processo de montagem do espetáculo foi desenvolvido em processo colaborativo, onde os jovens faziam depoimentos sobre os seus problemas do dia-a-dia, suas angústias, seus satyros (2)desejos e frustrações. A partir destes depoimentos e de improvisações feitas pelos próprios adolescentes, o espetáculo foi roteirizado e montado. Situações como bullying, desintegração familiar, alcoolismo (especialmente paterno), drogas, desinteresse escolar, gravidez na adolescência e outros temas candentes surgiram naturalmente durante o processo.
SINOPSE
Na real é uma peça performática que tem em sua essência a intercessão de linguagens artísticas. Nossos adolescentes tinham contato com linguagens como a dança, música e circo dentro das fábricas de cultura de São Paulo. Nossa performance é o resultado dessa experiência, entrando no ritmo das vivências dos adolescentes, que doaram suas histórias para que o espetáculo se consumasse.

SERVIÇO
Domingos, às 17h30
Estação Satyros
(Praça Roosevelt, 134 – Consolação)
Sábado 18h até 16/05
Ingresso: Pague quanto poder.
Temporada: 27/06 até 19/09

Informações e sinopses de: http://www.satyros.com.br/os-satyros

http://www.satyros.com.br/blog/271-satyros-teens

Clube do Livro

Os alunos do 7o ano iniciaram o tão esperado Clube do Livro! Este ano, o projeto contou com a participação da equipe de Artes, que, juntamente com os alunos, preparou uma linda plaquinha para enfeitar a estante de livros. Os alunos adoraram participar de tudo e estão ansiosos para levarem os livros para casa!IMG_1827 IMG_1824 IMG_1829 IMG_1831

Virada Sustentável 2015

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Do dia 26 a 30 de Agosto acontece em diversos locais da cidade de São Paulo a Virada Sustentável 2015. Este é o maior evento de mobilização e educação para a sustentabilidade do Brasil. Durante esses quatro dias, as centenas de atividades que acontecerão tem como objetivo a sustentabilidade que inspire mudança de atitute a partir de um viés positivo e não por meio da culpa ou o medo.

Confira algumas atrações:

27/08 08h às 18h –Tecno Orixás

A instalação apresenta esculturas tridimensionais, inspiradas em divindades africanas do candomblé e em canções da Música Popular Brasileira (MPB).

Local: Parque Burle Marx
Endereço: Av. Doná Helena Pereira de Morães, 200

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Kandinsky: Tudo Começa num Ponto

 

No dia 7 de Agosto a exposição Kandinsky: Tudo Começa num Ponto teve início no Centro Cultural Banco do Brasil.
A exposição traz a trajetória de Wassily Kandinsky, grande percursor do abstracionismo. É composta por 153 obras e objetos do artista, seus contemporâneos e grandes influências. Além da co09/11/2014. Crédito: Gilberto Alves/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Pintura Improvisação nº 4, de Wassily Kandinsky, exibida na exposição Kandinsky: Tudo começa num ponto.leção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, o acervo conta com obras de museus da Rússia e coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França.
Kandinsky aborda diversos temas, entre eles em sua participação em Der Blaue Reiter – “O Cavaleiro Azul”, evidenciando as influências de tradições russas e o grupo de artistas que participaram da obra em 1911 Munique, Alemanha. Segundo o diretor-geral da exposição, Rodolfo Athayde, “A experiência com o xamanismo inspirou muito sua obra, não só espiritualmente, mas também esteticamente”, “É o turbilhão de sensações e de cores que Kandinsky sentia nesses lugares que ele quis pintar”.

kanKandinsky: Tudo Começa Num Ponto é uma exposição com caráter revelador para muitos do Ocidente, pois, além de jóias, cestos e trenós da arte popular do norte da Sibéria e de rituais xamãnicos, como tambores e vestimentas, é possível aprofundar no universo criativo e as referências iniciais do artista, colocando suas obras lado a lado a de seus contemporâneos.

Serviço – Kandinsky: Tudo Começa Num Ponto
Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo.
(11) 3113-3651/3652
8 de julho a 28 de setembro
Das 9h às 21h
Entrada gratuita

Informações de:
http://guia.folha.uol.com.br/exposicoes/2015/07/1650491-precursor-do-abstracionismo-wassily-kandinsky-e-tema-de-exposicao-em-sp.shtml
http://brasileiros.com.br/2015/07/ccbb-apresenta-exposicao-kandinsky-tudo-comeca-num-ponto/

 

Exposição Africa Africans

Exposição no Museu Afro Brasil sobre arte africana contemporânea
afrNo dia 25 de maio o Museu Afro inaugurou a exposição Africa Africans, a maior mostra de arte contemporânea africana já realizada no Brasil. Lá você vai encontrar instalações, pinturas, esculturas, vídeos e moda. No dia 26 de maio ocorreu um encontro internacional com sobre o tema da exposição com artistas convidados para debater com o público.
A exposição tem foco na criação de artistas africanos, nascidos e residentes no continente ou fora dele, assim como artistas de origem africana que, mesmo tendo nascido fora da África, dialogam com a pluralidade de experiências estéticas e sociais presente nas diversas regiões do continente.
No Brasil, os fios que nos unem ao continente e que durante muito tempo ficaram esquecidos e escondidos pelo racismo cordial característico da sociedade brasileira nos impelem a buscar uma África que é, muitas vezes, criada pelo imaginário. A imagem da África veiculada pela mídia brasileira é frequentemente miserabilista ou então sonhada e idealizada, aquela das práticas culturais originárias de uma África que já não corresponde à atual.

afrSERVIÇO: AFRICA AFRICANS

Exposição de Arte Africana Contemporânea
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO
25 DE MAIO – 19H
ENCERRAMENTO
30 DE AGOSTO
A entrada é gratuita e aberta para todas as idades.
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera – Portão 10
São Paulo / SP – 04094 050
Fone: 55 11 3320-8900
www.museuafrobrasil.org.br

Saiba mais em http://www.museuafrobrasil.org.br/programacao-cultural/exposicoes/temporarias/detalhe?title=%22Africa+Africans%22+

Roger Ballen no Museu de Arte Contemporânea da USP

É crucial para a minha estética que minhas iRoger-Ballenmagens existam na realidade ambígua; um lugar que não é definido nem por documentação nem por fantasia.– Roger Ballen

Em sua primeira exposição individual na América Latina, “Roger Ballen: transfigurações, fotografias 1968-2012″ chega a São Paulo depois de ter passado pelo Rio de Janeiro e por Curitiba. A mostra cobre grande parte da produção fotográfica do artista e tem como objetivo divulgar seu trabalho que é pouco conhecido por nós. Nascido em Nova York em 1950, mudou-se para a África do Sul, local que ficou por mais de 30 anos. Geólogo de formação, dedicou-se a fotografia impactado pela cultura local.
As fotografias de caráter restrospectivo de Ballen investigam a condição humana, funcionando tanto como um caderno de anotações rápidas, quanto para construções ballenelaboradas. Diferente do preto e branco sutil das fotografias clássicas, suas imagens contém uma peculiar aspereza, não havendo concessões de ordem estética ou sentimental.

Em uma jornada atemporal e paradoxalmente contemporânea, Ballen aborda diferentes temas como a natureza, a cultuballen3ra, o corpo, a animalidade e a loucura.

28 MAR 2015 – 27 SET 2015

Entrada Gratuita
MAC USP Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 – São Paulo-SP, Brasil
Horário de funcionamento:
Terça das 10 às 21; Quarta a domingo, 10 às 18 horas
Segundas: fechado

10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

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Na quarta, 29 de julho, foi exibido em première mundial o filme de Marcelo Masagão, “Ato, Atalho e Vento” na abertura do 10º Festival de Cinema Latino-AmericaATO FALHO FESTIVAL DO MINUTOno de São Paulo.
O filme é fruto do encontro de um livro e 143 filmes produzidos nos 4 ou 5 cantos do  planeta. O livro é o “Mal estar na Civilização”, escrito por Freud. Em 2014 o filme participou do X Festival de Roma e do IDFAFestival Internacional de Documentário de Amsterdam. No dia 30 de Julho o filme tem estréia comercial no Reserva Cultural. O diretor afirma que “As coisas não saíram como havíamos planejado”, tendo está como sinopse deste intrigante filme. “Ato, Atalho e Vento” conta com 2.223 atores, 5.041 locações em 722 cidades tendo sido realizados 4.891 cortes. Segundo o diretor “promover o encontro de planos concebidos por diversos diretores é um jogo de juntar pedaços de tempo e espaço, alargando e desfazendo  sentidos.  É um filme entre-planos. Ou, um filme junta-planos.”
Encontros inusitados ocorrem no filme. No início, combinam planos de Fellini (La Nave Va), Angelopoulus (Um olhar a cada dia) e WinWender (Pina), Lucrecia Martel (Pântano), Elia Kazan (Uma rua Chamada Pecado), Rene Clair (Entracte), entre outros.

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Vídeo dos Alunos – Amélia

“Amélia” foi produzido pela equipe da Adriana Hall, Fernanda Toledo, João Fernando Ferreira, Maísa Rachman, Rafaela Livoratti e Richard Jin. O filme chamou bastante atenção não só pela qualidade da produção, mas também pelo tema forte e relevante para a faixa etária deles, tratado com a seriedade devida de um grupo que resolveu peitar o desafio de produzir um drama.

A história apresenta Amélia, uma garota frágil que é vista já na primeira cena tomando remédios. Convidada para uma HP na casa das garotas populares, Amélia aceita tudo o que lhe oferecem na festa, seduzida pela possibilidade de estreitar laços de amizade com as outras meninas. Caindo inconsciente pelo abuso de substâncias, ela acorda no dia seguinte desnorteada e com uma surpresa incrivelmente desagradável que vai lhe custar mais do que ela imaginava.

A produção foi séria e primorosa! Da escolha perfeita dos atores a atrizes para os papéis, passando pelo uso cuidadoso de figurino e objetos de cena, a edição de imagens mostrando a vista embriagada de Amélia, até a ótima escolha e edição das músicas. Destaque para a cena em que Amélia espera por dias por um contato das meninas da festa, ao som da música “Vampire’s Kiss” do John Gold. A letra da música merece ser pesquisada, porque cai como uma luva com os sentimentos evocados pela cena. Outro momento ótimo do filme é a chegada de Amélia em casa, para ser confrontada pelo pai furioso, interpretado pelo próprio pai da atriz Rafaela Livoratti (ao som de “Creep”, do Radiohead, ótima escolha para uma cena de inocência perdida). Imagine como deve ter sido importante a experiência de produzir essa cena!

Pode-se argumentar que “Amélia” é um filme de alerta para o uso de drogas. Ou talvez que levanta o mesmo alarme relativamente conservador que tem aparecido por aí sobre as HPs. Porém, mais do que isso, eu acho que ele é um alerta maior sobre pressão de grupo. Sobre a ingenuidade de acreditar que amizade (e principalmente respeito) podem ser conquistados por esses meios. O resto que é retratado no filme aparece mais como consequência nefasta disso.

Uma produção que merece ser vista, e que chamou a atenção até da turma de CPG do Colégio.

Vídeo dos Alunos – Arabella

Eu queria começa a postar os vídeos do semestre com o “Arabella” da Julia Leitner, Laura Guaratini, Mariana Boger, Mariana Shizue e Sofia Salles . A equipe, composta por integrantes que são muito interessadas em cinema, trabalhou muito bem para montar uma espécie de videoclipe duplo de músicas da cantora americana Melanie Martinez. A primeira metade do vídeo é fortemente influenciada pela música “Dollhouse”, pegando até alguns dos elementos do videoclipe oficial, mas agregando vários toques de autoria das meninas. A segunda metade, baseada na música “Dead to Me” que ainda não tem clipe, foi inteira de criação das meninas.

O vídeo conta sobre esta revolta de uma boneca em um quarto de menina, e como ela vai assassinando uma a uma das garotas que vem brincar na “tea party”, até transformar a última delas em boneca também.

Há na escolha das músicas e nos gestos de agressão executados pelas meninas (os de autoria delas e não inspirados pelo clipe oficial), uma expressão muito forte de adolescência. De quem cansou de ser vista como menininha, bonequinha perfeita, e quer romper com esse rótulo. E isso é maravilhoso de se ver em um vídeo de 9º ano, porque isso é a expressão pessoal delas. Enquanto a maioria dos grupos fez vídeos tímidos e “seguros”, temendo se expor para os colegas, elas foram MUITO corajosas ao usar um exercício de colégio para botar pra fora algo sensível assim. E vejam bem: essa coragem encontra ressonância nos outros adolescentes que assistem ao vídeo. Eles se identificam com isso, enquanto dão de ombros e esquecem os vídeos “seguros”. É o que torna o vídeo tão popular (ele rendeu às meninas o maior número de curtidas no fórum onde os vídeos foram postados).

Quanto à agressividade do vídeo, não se preocupem: é uma “revolta saudável” e não há violência real aqui. As atrizes trataram as cenas dos assassinatos com um cuidado até excessivo, para que ninguém se ferisse de fato. É aqui que eu gostaria de ter estado ao lado delas nas gravações, para dar às cenas a agressividade necessária sem machucar ninguém.

A produção muito bem feita contou inclusive com rascunhos nos sketchbooks sobre maquiagem e cabelo das personagens, e rascunhos da estética geral que elas pretendiam ter no vídeo.

Na minha opinião, foi uma das melhores produções do semestre, entre as minhas turmas (não pude ver ainda os vídeos das turmas que não têm aula comigo).