Telas do Prof. Pedro Leão em exposição

Estão em exposição desde o final do 4º bimestre, na sala dos professores, três telas de autoria do professor Pedro Leão, do departamento de Artes do Band. Produzidas com uma variedade de materiais que vão da tinta a óleo à aquarela, as telas têm uma coisa em comum: a figura da atriz italo-brasileira Nydia Lícia 

Nascida em Trieste, na fronteira entre a Itália e a Áustria, Nydia mudou-se com a família para o Brasil na década de 30, aos 13 anos de idade, fugindo do crescente fascismo italiano. Anos depois, viria a trabalhar no Ministério da Cultura e, sob o comando de Pietro Maria Bardi, integraria o grupo de profissionais que fundou o MASP. Ainda no Museu, conheceu artistas do porte de Di Cavalcanti, Oswald de Andrade, Flávio de Carvalho, Aldemir Martins, Marcelo Grassmann, Lasar Segall e Tarsila do Amaral, entre muitos outros. Mas o contato com uma geração jovem de artistas de diversos meios a levou ao que viria a ser sua paixão profissional: o teatro. Nydia participou dos primeiros grupos profissionais de teatro no Brasil. 

Eram grupos compostos de pessoas que ganhavam a vida no palco, ao contrário do teatro feito até então por amadores, que tinham outros empregos fixos durante o dia e encaravam o teatro como um passatempo nas horas vagas. Grupos como o TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) de Nydia estavam surgindo em muitas cidades grandes do país na época. E do encontro entre grupos de São Paulo e do Rio de Janeiro, Nydia conheceu o ator Sérgio Cardoso, que viria a ser seu marido. Juntos, fundaram a Compania Nydia Lícia – Sérgio Cardoso em um teatro no bairro da Bela Vista, em São Paulo. A Compania trabalhou com grandes atores da época como Cacilda Becker, Walmor Chagas e Maria Della Costa. O teatro da Compania é hoje conhecido como Teatro Sérgio Cardoso. O casal teve uma filha antes de se separar. Sérgio Cardoso morreu em 1972, quase dez anos antes de conhecer o primeiro de seus dois netos, Pedro Cardoso Leão, que hoje dá aulas de Arte no Band.

Já Nydia continuou a trabalhar no teatro por mais cerca de 40 anos, entre produções de teatro infantilparticipações na TV culturaou lecionando no Teatro Escola Célia Helena e na FAAP.  

Nydia Lícia faleceu há quase um ano, no dia 12 de Dezembro de 2015, aos 89 anos de idade. Além de sua intensa atuação nas artes, ela incentivava seus dois netos a trilharem seus próprios caminhos expressivos. Pedro interessou-se pelas artes plásticas, tornando-se professor do Band em 2012. Ele mantém até hoje seu ateliê na casa da avó. Seu irmão João desenvolve uma carreira como músico, tocando hoje na banda da cantora paulista Céu. Recebeu treinamento vocal da avó.  

A exposição marca esse período de um ano sem a atriz e comemora essa relação pessoal entre o professor Pedro e sua avó Nydia. As telas tomam como base para sua criação imagens do extenso arquivo de fotos de Nydia, assim como elementos de folhetos e programas das peças. As três telas representam as peças “A Raposa e as Uvas“, na qual Nydia aparece junto com Sérgio Cardoso; “Chá e Simpatia“, onde Pedro substitui o ator Jorge Fischer para colocar-se ao lado da avó ainda jovem; e “Entre Quatro Paredes“, na qual figuram Nydia, Sérgio e Cacilda Becker.  

As telas devem ficar na sala dos professores até o dia 21 de Dezembro. 

Exposição dos alunos no Memorial da América Latina: “Colores, Sabores y Ritmos”.

Entre os dias 24 de outubro e 4 de novembro, permaneceu no Memorial da América Latina a exposição de fotos Colores, Sabores y Ritmos: la poesia de los sentidos captada por jóvenes fotógrafos. A exposição apresentou 40 fotos de alunos do 8º ano do Colégio, selecionadas entre todas as turmas.

A parceria entre os departamentos de Artes e Espanhol e o Memorial começou em 2008 e o projeto já está em sua 8ª edição.

Pais e alunos prestigiam a exposição no Memorial da América Latina.

Pais e alunos prestigiam a exposição no Memorial da América Latina.

As turmas de 8º ano começaram a trabalhar no projeto no segundo bimestre do ano, lendo textos de autores de língua hispânica como Frederico Garcia Lorca, Gabriel Garcia Marquez, Gabriela Mistral, José Martí, Laura Esquivel, Pablo Neruda, Ruben Dario e Sór Juana Inés de la Cruz. Após trabalhar a compreensão dos textos nas aulas de Espanhol, os alunos produziram fotografias neles inspiradas, usando exercícios de criatividade nas aulas de Artes. O resultado abrange diversos tipos de fotografias, de imagens emotivas, familiares e pessoais; até imagens abstratas de uma leveza incomum para a idade dos fotógrafos.

As fotos dos alunos foram selecionadas pelos professores das duas disciplinas entre os meses de agosto e setembro, e a exposição foi montada para ser aberta no dia 24 de outubro. O ponto alto do projeto é a noite de abertura da exposição. Com as fotos já expostas na Biblioteca Victor Civita, no Memorial da América Latina, a exposição conta com um coquetel de abertura e entrega de certificados para os alunos selecionados. Nesse ano, o coquetel ficou a cargo da Lex’Rock Bakery, e a abertura teve a participação dos músicos do grupo Soprando Cordas.

Professores encabeçam a entrega dos certificados aos alunos no Memorial da América Latina.

Alunos recebem o certificado referente à participação na exposição.

 

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Coquetel de abertura produzido pela Lex’Rock Bakery.

Minibrownies para adoçar…

 

Um dos quitutes temáticos do coquetel: chips de banana da terra com agliatta.

Além do aprendizado nas duas matérias, o objetivo do evento é oferecer aos alunos uma experiência mais próxima à de uma exposição profissional, proporcionando um contato diferente com uma importante instituição cultural e valorizando o trabalho dos alunos ao levá-lo para além do espaço do Colégio.

A equipe da Biblioteca Victor Civita e do Memorial, por meio do trabalho de Fernando Gamba, tem acolhido o projeto com gosto desde seu início, sendo o Bandeirantes o único colégio que desenvolve esse projeto no Memorial. Pais e alunos reconhecem esta como uma experiência única, um privilégio do Band.

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Oficina de Fotografia tem corpo e liberdade como tema

Os alunos aprovados no processo seletivo da Oficina de Fotografia tiveram a oportunidade de discutir a respeito da adolescência por meio de imagens. A Oficina tem duração de um ano e, em sua sexta edição, o tema central explorado pelos alunos foi “Meu Corpo, Minhas Regras”. O projeto busca cultivar o desenvolvimento de relações mais respeitosas e, dessa forma, aprimorar o clima escolar.

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Os jovens são desafiados a produzirem imagens em diferentes situações, atuando ora como modelo, ora como fotógrafo. Além do psicodrama, ocorrem atividades tais como leitura de poesias, montagem de mini estúdios, grupos focais e trabalhos com artes plásticas.

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A partir de um estudo dos aspectos de um editorial e técnicas relacionadas a fotografias de moda, os estudantes produziram seus próprios editoriais de moda. Ademais, ao final deste projeto, os integrantes foram certificados como jovens fotógrafos.

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Ao final do ano, cada um dos grupos de alunos expôs seu editorial em uma passarela-palco de 30 metros de comprimento. Pais e até alunos de outras escolas vieram ao Bandeirantes para esta apresentação.

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“Acredito que Oficina cumpre seu papel de auxiliar os estudantes na reavaliação do papel do adolescente na contemporaneidade. Além disso, buscamos desenvolver um olhar para o universo imagético que faz o adolescente repensar posturas assumidas frente a assuntos tratados polêmicos. Por fim, vale ressaltar que a realização da Oficina foi pauta do Congresso de Psicodrama de 2016 ”, finalizou o coordenador Waldir Hernandes.

Alunos expõem obras tridimensionais no “Jardim dos Objetos”

“Jardim dos Objetos”: construções feitas pelos alunos do 6o ano nas aulas de Artes do 3o bimestre.

Inspirado no Jardim de Esculturas do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, ocupamos áreas verdes do colégio com trabalhos feitos pelos alunos do 6º ano nas aulas de Artes do 3o bimestre.

Exposição montada no pátio do colégio.

Exposição montada no pátio do colégio.

São construções com retalhos de madeira, argila, arame, barbante, pregos, palitos e uso de caneta 3D. Os alunos trabalharam em grupo e exploraram as possibilidades expressivas dos materiais e a tridimensionalidade criando simbologias, representações e metáforas com muita criatividade e bom humor. 

Aproveitem a manhã do próximo sábado, dia 24 de setembro, para conhecer o “Jardim dos Objetos” do 6º ano no pátio do Colégio Bandeirantes.

Veja abaixo algumas imagens do processo de construção dos objetos pelos alunos:

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Uso de caneta 3D pelos alunos durante o processo de construção.

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Ocupação dos jardins do colégio pelos objetos criados pelos alunos.

Primeiro contato dos alunos com seus trabalhos em exposição.

 

1º Prêmio de Vídeo do Band

Os alunos do 9º ano encontraram uma mensagem inusitada na última página da prova de Artes do 2º bimestre de 2016. Depois de uma questão da prova estabelecer um cenário hipotético de uma premiação por voto popular dos vídeos produzidos pelos alunos durante o primeiro semestre, os alunos foram instruídos a acessarem suas contas do Mosyle assim que voltassem para casa depois da prova. Lá estavam as instruções para o voto popular do 1º Prêmio de Vídeo do Band.

A iniciativa visa premiar os melhores vídeos do semestre em diversas categorias e incentivar a melhora constante das produções. As equipes de produção ganhadoras levaram neste ano pequenas estatuetas de papel do Oscar, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Para dar gosto ao prêmio, a base da cada estatueta era um brownie com gotas de chocolate belga da Lex’Rock Bakery. Além disso, os vídeos ainda serão divulgados por aqui no blog e no Facebook do professor Pedro Leão, com resenhas a respeito dos vídeos, gerando assim visibilidade para os trabalhos dos nossos jovens cineastas.

A proposta dos vídeos de primeiro semestre era refletir sobre as estratégias e dificuldades da produção de vídeos através de um exercício de criação totalmente livre a não ser pela exigência de que cada vídeo seguisse um de seis gêneros cinematográficos sorteados entre as equipes: ação, comédia, drama, ficção científica, musical e terror.

Veja abaixo os nossos premiados de 2016:

Melhor Vídeo de Ação
9B – AMI-Serviços Secretos
https://youtu.be/bY5W-161MbA

Melhor Vídeo de Comédia
9F – Nossa SP de Cada Dia
https://youtu.be/sJ_6kgBUDiU

Prêmio de Melhor Vídeo de Comédia: Pedro F., Henrique, Eric, João Vito, Pedro C., Rafael (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Comédia: Pedro F., Henrique, Eric, João Vito, Pedro C., Rafael (9F).

Melhor Vídeo de Drama
9D – De novo
https://youtu.be/yzuaQKgBN0o

Prêmio de Melhor Vídeo de Drama: Letícia, Julia, Taiza, Kyra, Nicole, Luana, Isabel (9D).

Prêmio de Melhor Vídeo de Drama: Letícia, Julia, Taiza, Kyra, Nicole, Luana, Isabel (9D).

Melhor Vídeo de Ficção Científica
9H – Universos Interligados
https://youtu.be/oYjO28Qd7pw

Prêmio de Melhor Vídeo de Ficção Científica: Tomas, Beatriz, Isabel, Emanuela, Nina, Ana Clara, Victoria (9H).

Prêmio de Melhor Vídeo de Ficção Científica: Tomas, Beatriz, Isabel, Emanuela, Nina, Ana Clara, Victoria (9H).

Melhor Vídeo Musical
9F – À Flor da Pele
https://www.youtube.com/watch?v=LkZGQcNxbEI

Prêmio de Melhor Vídeo de Musical: Diego, Giovanna, Flávia, Carolina, Ingrid, Simon (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Musical: Diego, Giovanna, Flávia, Carolina, Ingrid, Simon (9F).

Melhor Vídeo de Terror
9F – O Riso
https://youtu.be/73e5sFGZb-0

Prêmio de Melhor Vídeo de Terror: Bianca, Carolina K., Eduarda, Débora, Carolina H., Gabriela (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Terror: Bianca, Carolina K., Eduarda, Débora, Carolina H., Gabriela (9F).

Melhor Ator
9B – Dante Henryco di Fiori

Prêmio de Melhor Ator: Dante Henryco di Fiori (9B).

Prêmio de Melhor Ator: Dante Henryco di Fiori (9B).

Melhor Atriz (empate)
9H – Emanuela Padiglioni Rossini
9F – Carolina Mayumi Kunyi

Melhor Sonoplastia
9F – À Flor da Pele

Melhor Edição
9B – AMI-Serviços Secretos 

Melhor Locação
9D – A Casa da Perfeição
https://www.youtube.com/watch?v=1Yc34BDAaEg

Prêmio de Melhor Locação: Esther, Gabriela, Maria Clara, Lissa, Luíza, Rafaella, Joyce (9D).

Prêmio de Melhor Locação: Esther, Gabriela, Maria Clara, Lissa, Luíza, Rafaella, Joyce (9D).

Melhor Roteiro
9D – De novo 

Melhor Figurino
9E – Hellschool

Prêmio de Melhor Figurino: Giulia, Lucas, Julia, Carolina, Gabriela, Eduarda (9E).

Prêmio de Melhor Figurino: Giulia, Lucas, Julia, Carolina, Gabriela, Eduarda (9E).

Filosofia e História da Arte – Inscreva-se! Vai fazer Arquitetura, Artes, Direito FGV?

Se você gosta de arte e tem interesse em refletir sobre como ela tem sido produzida e pensada ao longo da história, não pode perder a oportunidade de se inscrever no curso de Filosofia e História da Arte, que acontece às quintas-feiras, das 13 às 14:30h. O curso prevê várias visitas a museus e ateliês de artistas e recebe músicos em concertos-aula exclusivos, seguidos de debate e reflexão sobre o que foi apreciado.

Se você vai fazer Direito da FGV, deveria dar uma atenção especial a esse curso, já que  nesse vestibular há uma prova de Artes Visuais. O mesmo vale para quem pretende seguir a carreira de arquiteto ou fazer faculdade de Artes ou Música. De qualquer maneira, ainda que vá seguir qualquer outra carreira, é sempre interessante ampliar horizontes e cultivar a sensibilidade apreciando e refletindo sobre arte de qualidade.

Para se inscrever, acesse o link:   http://goo.gl/forms/XBx4ZuqcMk

A gente se vê no curso!

Regis

Oficina de fotografia se encerra com “portas abertas”

Os alunos 8.o ano e 9.o ano da oficina de fotografia, curso optativo oferecido pelo professor Waldir Hernandes, fizeram um “dia de portas abertas” para pais e colegas, como encerramento do curso. Este ano foi a 5.a edição da atividade, que propõe abordar temas da adolescência através da expressão artística.img_20150930_113042866_21812331956_o

A ideia do evento foi trazer pessoas de fora do curso para vivenciá-lo, incluindo encenações, projeções de vídeo e exercícios de fotografia conduzidos pelos jovens fotógrafos. Dentre a programação, foram abordados assuntos como homossexualidade e bullying por meio de um psicodrama dirigido pela professora Rosiani Telles e apoio da professora Beatriz Cury.

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“O encerramento dá transparência ao projeto e também proporciona uma reflexão para os pais sobre temas da adolescência”, contou Waldir. “Foi bom ver os alunos interagindo com seus convidados de um jeito mais íntimo, dentro da nossa escola, que é, de fato, o espaço deles, pertence a eles”, completou.

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A oficina se mostrou importante para os alunos criarem uma nova perspectiva sobre o cotidiano deles e também possibilitou que eles expressassem ideias de maneiras diferentes. Foi o caso da aluna Ana Beatriz Drewanz, do 9.o ano, que declarou: “A oficina mudou meu olhar para o mundo, tanto na forma de fazer fotos quanto no modo de perceber as pessoas ao meu redor. Isso porque na Oficina exploramos nossos medos e outras situações pelas quais passamos. No caso do bullying, percebemos que tanto quem faz quanto quem sofre estão sofrendo e precisam de atenção”.

22118347659_7389b14746_oOs estudantes Lucas Fugita e Vitória Olyntho, do 8.o ano, também deram depoimentos após a atividade. “Na nossa idade passamos por inúmeras experiências que podem nos tocar. A Oficina ajuda a lidar com questões essenciais para o desenvolvimento do adolescente, mostrando como essa fase da vida é importante. Isso ajuda a lidar com temas delicados.

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A Oficina é capaz de mudar nossa forma de ver a vida”, afirmou Lucas. “O dia a dia da Oficina faz com que olhamos o mundo com outras perspectivas, colocando-me no lugar dos outros e compartilhando ideias. Dessa forma, consegui lidar melhor com os conflitos do dia a dia”, completou Vitória.

As inscrições para a Oficina 2016 irão ocorrer do dia 15 a 17 de fevereiro.

Professores visitam Bienal de Veneza

O Coordenador de Artes, Filosofia e Sociologia, João Régis Lima, e o professor de Artes, Pedro Leão, foram à 56.a edição da Bienal de Veneza, enviados pelo Bandeirantes. O evento é considerado o maior, mais antigo e mais importante, dentre as Bienais de Arte do Mundo e completou 120 anos em 2015.

Professores Pedro e Régis

A exposição era dividida em temas como “O jardim do Caos”, “Ao vivo: em Duração Épica” e “Lendo o Capital”, que traziam questões muito atuais da sociedade sob a ótica da arte. “A Bienal de Veneza é uma grande vitrine da produção artística contemporânea. Estar no evento é estar em contato com o que há de mais representativo surgindo agora”, contou Régis.

Dentre as obras expostas, uma que chamou a atenção dos dois professores foi a Rêvolution, no pavilhão francês. A instalação consistia em árvores acopladas a um sistema da rodas, que se moviam de acordo com a luz do local e o fluxo de seiva da planta. Além disso, o fluxo de seiva também compunha uma produção de som no pavilhão. “Esse projeto é muito interessante porque tem todo o espírito do STEAM e mostra muito bem como uma obra pode ter um caráter científico e poético”, declarou o Coordenador. “É a junção da estética com tecnologia, razão e subjetividade”, completou Pedro.

Para os professores, a presença na Bienal se faz importante em diversos aspectos, como por exemplo, a atualização do currículo de Artes. “Essas exposições nos fazem pensar em como ensinar Artes para além do conteúdo, chama para o desafio de ir para o lado da produção”, afirmou o professor.

Além disso, a Bienal traz assuntos que podem ser debatidos em outras disciplinas, como explica o Coordenador Régis: “Muitas obras que estavam na Bienal poderão ser utilizadas como provocação para levantar discussões no curso de Filosofia e de Sociologia, porque a arte também reflete questões políticas e sociais”.

Vídeo dos Alunos – Makulelê Miranda: O Homem que Enfrentou o Fascismo

A equipe formada pelo Arthur Miranda, Augusto Gonzales Leite, Diego “Di” Hajjar, Marcelo de Assis Lustosa, Matheus Almeida, Raphael Palumbo e Vitor Souza Amin teve problemas e soluções em igual grandeza. Para produzir seu ambicioso vídeo “Makulele Miranda – O homem que enfrentou o Fascismo”, o grupo mobilizou uma equipe ainda maior na produção, contando com a ajuda de alunos de outros grupos da sala e até de outras salas. A equipe de produção contava com cerca de vinte pessoas, incluindo até um colega que já havia saído do Colégio.

O filme tem um gosto de “prequel” muito mais bem produzido do filme de primeiro semestre de alguns dos integrantes do grupo. Conta a história de um rico comerciante de diamantes mestiço, tentando sobreviver à política racial do Fascismo de Mussolini. A produção demonstra que eles aprenderam a olhar para o próprio trabalho com muito mais seriedade, marcando a evolução no senso crítico e estético dos alunos.

O valor do filme está em todo o trabalho de pré-produção da equipe, que garimpou figurinos, negociou o uso de cenários e encontrou objetos de cena fundamentais para os momentos mais tensos e necessários do roteiro. Esse grupo levou a sério MESMO essa fase do projeto.

E apesar do trabalho todo, correndo contra o tempo, um problema técnico fez com que eles perdessem toda uma primeira versão da edição. O grupo entrou em contato com o professor, e mesmo sem poder participar da exibição para a turma no final do bimestre, virou noites para refazer a edição e entregar o trabalho, demonstrando verdadeiro comprometimento e paixão pela criação deles. Tanta paixão, que o vídeo estoura o limite de 5 minutos imposto aos alunos sem que os integrantes se importem com as consequências: eles preferiram o deleite de ter a obra completa (todos os 15 minutos dela), sem perder as cenas de impacto.

Eu consegui acompanhar parte do processo de trabalho através do grupo de Facebook que os alunos montaram, e no qual incluíram todos os professores. A experiência foi riquíssima, e me deu várias ideias para outros anos. Terminado o ano, os alunos foram para sua viagem de formatura, e voltaram postando no grupo do Face sobre a vontade de produzir uma continuação ambientada na Guerra Fria, e postando todas aquelas deliciosas ideias de brainstorming inicial para esse novo projeto.

Drácula sob novas perspectivas

Em homenagem ao Halloween, o professor Pedro Leão, de Artes, realizou uma palestra aberta a todos os alunos sobre o icônico Drácula. A apresentação contou com vídeos filmados por ele na Romênia e encenações interpretadas por ele e pelo aluno Leonardo Milani, da 1.a série.

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Este foi o 2.o ano consecutivo em que a palestra aconteceu e reuniu estudantes principalmente do 9.o ano. A ideia de realizar a atividade veio a partir dos estudos e pesquisa do famoso príncipe Romeno, que acabou por virar personagem de Bram Stoker, que o professor de artes fez durante seu mestrado na Inglaterra. “ Eu viajei para a Romênia, fui procurar os castelos dele e fiz uns vídeos sobre essa viagem”, contou Pedro. “Eu brinco até que eu fiz um mestrado em artes e outro em Drácula”, comentou.

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O evento trouxe diferentes perspectivas tanto sobre o príncipe, que de fato existiu, quanto do vampiro criado pela Literatura. Nas falas, vídeos e interpretações do professor, foi abordado Artes, História, Geografia e Português. “ Isso gerou um interesse muito bom nos alunos, ficou um formato divertido para eles assimilarem um conhecimento”, declarou Pedro.

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A expectativa é que todos os anos ocorra uma palestra relacionada ao Halloween para lembrar esta data, que segundo o professor pode ser muito explorada pelas Artes. Entre as sugestões dadas pelos alunos para as próximas edições estão o Frankenstein, personagem de Mary Shelley, e Zumbis.