Maio Fotografia no MIS

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Em sua 4ª edição, a Maio Fotografia ocupa pelo 4º ano consecutivo todos os espaços no MIS (Museu da Imagem e do Som) com uma programação mensal que engloba quatro exposições principais, além de duas mostras e uma instalação interativa relacionados ao mundo da fotografia.

A ideia que permeia a curadoria geral da edição deste ano é a seguinte: “Se a linguagem fotográfica está cada vez mais aberta a novos olhares, a partir dos mais variados tipos de dispositivos − que vão de câmeras profissionais com lentes especiais a celulares com suas imagens em baixa resolução −, e percorre temas igualmente diversificados, é bastante apropriado que este mês voltado a sua exibição, discussão e reflexão abra ao público um leque de possibilidades de fruição“. Fonte: http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1849

Apresentam-se nesta edição as exposições: O mundo revelado de Vivian Maier (curadoria de Anne Morin); Lambe-lambe: os fotógrafos de rua na São Paulo dos anos 70, elaborada a partir do acervo do MIS (curadoria de Isabella Lenzi); Perto do rio tenho sete anos, do fotógrafo baiano André Gardenberg (curadoria de Diógenes Moura, Rastros 1 (Traces1) do holandês brasileiro radicado em Paris Roberto Frankenberg, entre outras.

Complementa a programação o IV Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia, que visa estreitar os distintos campos de atuação do fazer fotográfico e promover cada vez mais o entendimento sobre a fotografia inserida em debates de conteúdo informativo e reflexivo. O evento acontece entre os dias 28 e 31 de maio, com uma programação composta por sessões de discussão, entrevistas e relatos autorais, além de workshops e apresentações de artigos inscritos por meio de convocatória.

HORÁRIOS e LOCAL

21/04 a 14/06/15 – R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
TERÇAS a SÁBADOS das 12h às 20h
DOMINGOS e FERIADOS das 11h às 19h
Classificação: livre
Espaços variados
MIS – Av. Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo – (11) 55 2117-4777

Waking Up in News America – Robert Heinecken no MIS

Acontece no MIS de 4 de março à 12 de abril a instalação que estava fora do alcance do público há quase vinte anos, Waking Up in News America, do artista norte americano Robert Heinecken (1931-2006). O artista é mundialmente reconhecido por seu trabalho experimental e inovador. Concebida em 1986 sua obra ainda hoje levanta questionamentos sobre os efeitos dos meios de comunicação de massa, principalmente a televisão.

A instalação é uma sala sugestivamente doméstica, em que todas as superfícies – teto, parede, piso e todos os objetos – são cobertos por imagens captadas pela TV. Os visitantes tem a oportunidade de circular livremente pelo espaço experimentando a imersão pelo mundo saturado de imagens.

Heinecken foi pioneiro em explorar a saturação de imagens que somos submetidos diariamente. Diferente das tecnologias de hoje, o artista capturou imagens de forma artesanal, pressionando papel fotográfico na tela da televisão ligando e desligando o aparelho seguidamente. As imagens formadas embaçadas fazem alusão ao dadaísmo, permitindo que o material encontre por si só sua forma final.

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HORÁRIOS e LOCAL

04/03/15 a 12/04/15 – Entrada gratuita
TERÇAS a SEXTAS das 12h às 21h
SÁBADOS das 10h às 21h
DOMINGOS e FERIADOS das 11h às 20h

Espaço Expositivo Térreo

MIS – Av. Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo – (11) 55 2117-4777

Leia mais sobre o artista e a exposição em: http://tinyurl.com/pnaf3gq

Cor e Estrutura – Pinturas, desenhos e colagens de Renata Tassinari

Até domingo 29/03, O Instituto Tomie Ohtake, com curadoria de Tassia Palhares, reúne cerca de 50 trabalhos de Renata Tassinari datados desde meados dos anos 80 até 2013. As obras apresentam a trajetória da artista paulista com procedimento de colagem como fio condutor na formação de sua poética.

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Seguindo a característica da pintura da geração de 80, no início de sua carreira, Renata misturava elementos figurativos à gestualidade. Ao abandonar estes elementos a artista deu lugar a uma ampla pesquisa de cor, sendo até hoje marca de seus trabalhos. Utiliza elementos na superfície da tela, como lixas, madeiras, borracha, papelão e chumbo para a criação de diversas relações entre a cor e o suporte.

HORÁRIOS E LOCAL

06/02/2015 a 29/03/2015 – Entrada gratuita

TERÇA A DOMINGO das 11h às 20h.

Instituto Tomie Ohtake –  Avenida Faria Lima, 201

Link: http://www.institutotomieohtake.org.br/programacao/exposicoes/cor-e-estrutura/

Saguão do Castelo Rá-Tim-Bum reabre ao público no MIS

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Entre os dias 12 de fevereiro e 5 de abril, o MIS (Museu da Imagem e do Som) reabre ao público o Saguão do Castelo Rá-Tim-Bum, ambiente que recriou o quarto do Nino e a árvore da Cobra Celeste.

A exposição, que aconteceu no museu em comemoração aos 20 anos do programa, marco infanto-juvenil da TV brasileira, aconteceu entre julho de 2014 e janeiro de 2015 e recebeu por volta de 410 mil pessoas, recorde absoluto de visitação no espaço.

HORÁRIOS e LOCAL

12/02/15 a 05/04/15 – R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia) – Terças-feiras: entrada gratuita
TERÇAS a SEXTAS das 12h às 21h
SÁBADOS das 10h às 21h
DOMINGOS e FERIADOS das 11h às 20h
MIS – Av. Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo – (11) 55 2117-4777
Link: http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1808

CINE OLHO – SESC BOM RETIRO

 

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O SESC Bom Retiro apresenta uma intervenção cinematográfica com trechos das primeiras exibições cinematográficas entre 1896 a 1930. Com três caixas com um pequeno furo, o público pode observar cenas inusitadas como: Os primeiros Beijos, Os Primeiros Monstros e os Primeiros Efeitos Especiais.

As turmas do 9º ano estão estudando a História do cinema nas aulas de Artes, como o os irmãos Lumière e o cinematógrafo (1895) e George Meliès com seus efeitos especiais como no filme Viagem à Lua de 1902.

A intervenção ocorre na Praça de Convivência.

Viagem à Lua de George Melière

Viagem à Lua de George Melière

Irmãos Lumière

Irmãos Lumière

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HORÁRIOS e LOCAL

03/02/2015 a 03/05/2015 – Entrada gratuita

SÁBADOS das 10h às 18h30

DOMINGOS das 10h às 17h30

TERÇAS, QUARTAS, QUINTAS E SEXTAS das 9h às 20h30.

Sesc Bom Retiro – Alameda Nothmann, 185, Bom Retiro

Link: http://www.sescsp.org.br/programacao/53201_CINE+OLHO

Jessica Lange: fotógrafa

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O MIS apresenta a exposição Jessica Lange: fotógrafa. Em 1967 Jessica Lange foi contemplada com uma bolsa de estudos da Universidade de Minnesota para estudar fotografia, mas as vicissitudes da vida de estudante a levaram para a Espanha e Paris, onde ela decidiu estudar artes cênicas e deixou a fotografia de lado. Foi então que embarcou na carreira de atriz, atuando em filmes emblemáticos e ganhou duas vezes o Oscar de melhor atriz, por seus papéis em Tootsie, em 1983, e outro por Céu Azul, em 1995.

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Só mais tarde, no início dos anos noventa, quando Sam Shepard, a presenteou com uma Leica M6, Jessica assumiu suas façanhas fotográficas novamente. As imagens foram capturadas em suas viagens e andanças – sua lente percorreu países como EUA, França, Finlândia e Itália, embora ela tenha uma queda especial pelo México, como ela mesma diz “por suas luzes e noites maravilhosas”.

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Coisas que eu vejo e México

Originalmente intitulada Unseen, a exposição é composta por 135 fotografias e 12 folhas de contato que dão conta de uma sensibilidade aguda e de uma mestria técnica excepcional de Jessica Lange. A coleção, formada por imagens feitas nos últimos 20 anos, é organizada em duas séries: Coisas que eu vejo e México.
México conta ainda com uma sub-série: Os cinco dias sem nome, Chiapas. Estas fotos foram feitas em 2012 nos vilarejos de Tenejape e San Juan Chamula, no estado de Chiapas. As imagens retratam o Carnaval, que é provavelmente a celebração mais importante de Chiapas e tem duração de 13 dias. O festival celebra os cinco dias perdidos do calendário maia. Os cinco dias sem nome, quando acreditam que o mundo vira de ponta cabeça. Acredita-se que seja um período desafortunado, ou até perigoso. As imagens, todas em P&B, retratam a preparação para o festival: homens se vestem de mulher, pessoas maquiadas, com suas fantasias rebuscadas, disfarçam-se de macacos, lobos e outros animais.
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SERVIÇO
exposição / fotografia
11fev a 05abr2015
terças a sextas, das 12h às 21h; sábados, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 11h às 20hexposições 1º andarR$ 6 (inteira) R$ 3 (meia)
O Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS – fica localizado na Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo – SP, Brasil. CEP 01449-000.Telefone: 55 11 2117 4777
Confira a programação completa no site:

MUBA – Museu de Belas Artes de São Paulo

Organizado em 2007 o Museu Belas Artes de São Paulo (MUBA) é vinculado ao Centro Universitário Belas Artes de São Paulo pela mesma mantenedora, a FEBASP Associação Civil.

Tem por objetivos documentar o desenvolvimento das Artes, da Comunicação, da Arquitetura e do Design mediante a organização de mostras e manutenção permanente de exposição relacionadas à arte contemporânea e àquelas de caráter histórico e, também, às atividades culturais viabilizando o contato do público com a arte, além de organizar, conservar e expor os elementos tradicionais relativos à memória da instituição.

Concebido também como museu universitário, o MUBA encontra na pesquisa um de seus grandes compromissos, envolvendo alunos, professores e pesquisadores e se reafirma como difusor de produção cultural, acadêmica e científica.

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A Galeria do Acervo destina-se a mostras de média duração voltadas para a apresentação do acervo do MUBA.

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Paulo Vergueiro Lopes de Leão (São Paulo – SP, 1889 – 1964). Sol matutino, s.d. Óleo sobre cartão, 45 x 54,5 cm.

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Galeria do Núcleo de Design. Localizada na unidade do Núcleo de Design, a Galeria, que leva o mesmo nome, é um espaço para mostras voltadas principalmente para a área de design e seus segmentos, gráfico, de produto, interiores e de moda.

muba1A Galeria Vicente Di Grado é destinada a exposições temporárias de arte, arquitetura e comunicação.

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A Galeria 13 é vinculado diretamente ao curso de Artes Visuais e se constitui como um laboratório didático para exercícios de mostras de trabalhos artísticos realizados pelos alunos ou artistas convidados, montagem, curadoria, crítica, programação visual, iluminação, entre outras atividades. As exposições favorecem a divulgação do trabalho dos alunos e fomentam a troca de conhecimentos para promover o amadurecimento profissional.

 

Horário
De segunda a sexta, das 10 às 20 horas e Sábado das 10 às 16 horas.

Sede
Rua Dr. Álvaro Alvim, 76 – Térreo – Vila Mariana – São Paulo – SP – (11) 5576-7300

Sede Núcleo de Design
Rua José Antonio Coelho, 879 – Térreo – Vila Mariana – São Paulo – SP

muba@belasartes.br

A MULHER NA REVOLUÇÃO DE 32

O MIS apresenta sua segunda exposição no Google Cultural Institute – plataforma na qual o site Google realiza parcerias com centenas de museus, instituições culturais e acervos históricos para hospedar online os patrimônios culturais do mundo.

A mulher na Revolução de 32 reúne, entre fotografias e arquivos de áudio, trocas de correspondências (exclusivas do acervo do MIS) relatando o dia a dia de voluntárias da Revolução. Os documentos revelam o papel da mulher no momento em que o Estado de São Paulo se rebelava contra o governo de Getúlio Vargas.

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A mulher paulista na Manifestação Cívica de 23 de maio de 1932. Autoria desconhecida | São Paulo | Museu da Imagem e do Som.

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Uma Companhia e a bandeira nacional, 1932. Autoria desconhecida | São Paulo | Museu da Imagem e do Som

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Senhora condecorando soldados, 1932. Autoria desconhecida | Museu da Imagem e do Som.

Essa é a segunda exposição do MIS na plataforma. O público também pode conferir Cinema paulista nos anos 70, uma mostra com fotos de cenas, bastidores de filmagens, vídeos com entrevistas exclusivas e equipamentos da produção cinematográfica na cidade de São Paulo entre os anos de 1968 e 1980.
Ambas as exposições podem ser conferidas no link: bit.ly/cultureinstitutemis
Horários de funcionamento geral: terças a sábados, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h.
Horários de funcionamento de exposições: clique aqui
Exposições | R$ 10 e R$ 5 (meia)
Às terças o ingresso para as exposições é gratuito
Aceitamos dinheiro e cartões de débito
Não aceitamos Vale Cultura
O atendimento prioritário é restrito à pessoa mais um acompanhante
Crianças até 5 anos não pagam

Como chegar

As seguintes linhas de ônibus servem à região do museu:

  • 107 T-10 Metrô Tucuruvi – Pinheiros
  • 930P- 10  Term. Pq D. Pedro II – Pinheiros
  • 908T- 10  Term. Pq D. PedroII – Butantã (circular)
  • 7181 -10 Cidade Universitária – Term. Princ. Isabel

Para mais informações sobre trajeto de ônibus consulte o SPTrans pelo telefone 156 ou acesse http://www.sptrans.com.br

O MIS também está próximo das estações Consolação (linha verde) e Faria Lima (linha amarela) do Metrô.

Núcleo Educativo

Oferece, além de visitas educativas, diversas oficinas voltadas para o público infanto-juvenil, adulto e educadores.
Para agendamento clique aqui.

CEMIS

O Centro de Memória e Informação do MIS (CEMIS) é o núcleo do Museu da Imagem e do Som de São Paulo responsável pela documentação, conservação, difusão e pesquisa dos seus acervos museológico, arquivístico e biblioteconômico, que são compostos por mais de 200 mil itens.

Acervo

Mostras temporárias realizadas por curadores convidados a partir de itens do acervo permitem que os visitantes tenham acesso a essa importante coleção.

Midiateca

A Midiateca é o espaço de consulta e pesquisa às cópias de itens do acervo museológico do MIS e ao acervo biblioteconômico.
Horário – terças a sextas, das 10h às 12h; fechada aos finais de semana.
Ingresso – gratuito
Para mais informações e agendamentos de pesquisa midiateca@mis-sp.org.br

MAC USP Ibirapuera – Flieg fotógrafo

 

Flieg fotógrafo. Indústria, design, publicidade, arquitetura e arte na obra de Hans Gunter Flieg

029amp08Em cartaz até 29 MAR 2015
MAC USP Ibirapuera – 3º andar

Hans Gunter Flieg no Museu de Arte Contemporânea da USP

A história da fotografia moderna no Brasil ainda apresenta segmentos pouco estudados e mal conhecidos como é o caso da produção voltada à indústria, à arquitetura, ao design e à publicidade. O nome de Hans Gunter Flieg desponta nesse contexto por seu caráter pioneiro e pela excelência de sua contribuição para a profissionalização dessas áreas no Brasil nas quais atuou durante cerca de quatro décadas. Imigrante alemão de origem judaica, Flieg chegou ao Brasil em 1939, instalando-se na capital paulista, que nas duas décadas seguintes passaria por um processo de intenso desenvolvimento econômico e industrial. Foi, portanto, em um mercado de trabalho emergente que Hans Gunter Flieg deu início a suas atividades como fotógrafo, colocando-se a serviço de um empresariado que logo passaria a investir no campo da arte como forma de construir para si uma nova identidade cultural.

A prosperidade do pós-guerra no Brasil, especialmente no Estado de São Paulo, resultou na criação de importantes instituições culturais: Museu de Arte de São Paulo (1947), Museu de Arte Moderna de São Paulo (1948) e Bienal de São Paulo (1951). Não por acaso, Hans Gunter Flieg, que desde 1945 havia se estabelecido como fotógrafo profissional, seria comissionado para registrar também as atividades do circuito artístico paulistano na primeira metade da década seguinte. A documentação da primeira Bienal de São Paulo, que produziu a convite de Cicillo Matarazzo, foi seu primeiro trabalho na área. Destacam-se aqui os registros da demolição do belvedere do Trianon para dar lugar ao pavilhão da Bienal e dos espaços de exposição e obras, muitas das quais passariam mais tarde a integrar o acervo do MAC USP.

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O mesmo rigor com que fotografava peças e maquinários industriais foi aplicado por Hans Gunter Flieg ao registro daUnidade Tripartida, obra de Max Bill, premiada na primeira Bienal de São Paulo. A escolha precisa do ponto de vista, os contrastes de luz e sombra, as alternâncias entre reflexos e opacidades, permitem ao observador ter uma percepção quase tátil da escultura, em que pese o caráter bidimensional da cópia fotográfica. Não estamos diante de um simples registro, mas de uma interpretação da obra por meio da fotografia. Flieg nos ensina a deslizar os olhos pela superfície contínua da peça e enfatiza as conexões entre arte e tecnologia propostas por Bill, sem nos deixar esquecer da ligação indissociável que se estabelecera naquele momento no Brasil entre o capital industrial e o capital simbólico representado pelas artes.

Por fim, cabe mencionar que o edifício projetado por Oscar Niemeyer para as comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo, ocupado agora pelo MAC USP, é particularmente adequado para abrigar uma ampla retrospectiva de Hans Gunter Flieg, cujo acervo encontra-se hoje preservado no Instituto Moreira Salles, organizador com o MAC USP da presente exposição. O reencontro entre a produção fotográfica de Flieg e um dos lugares que melhor encarnou o ideário modernista na capital paulista é a oportunidade de refletirmos criticamente sobre o legado da fotografia moderna tomada, a um só tempo, enquanto atividade prática e projeção utópica.

Helouise Costa – Docente e curadora do MAC USP

 

Todas as exposições em cartaz acontecem no MAC USP Ibirapuera.

MAC USP Ibirapuera
Terça das 10 às 21 horas, quarta a domingo das 10 às 18 horas
Segunda-feira fechado
Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
04094-050 – São Paulo – SP – Brasil
55 11 2648.0254
Entrada gratuita

‘Não está no dicionário’ no MUBA

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Em cartaz até fevereiro de 2015, o público terá acesso no MUBA – Museu Belas Artes de São Paulo (MUBA), a produção do artista mineiro Luiz Martins.

Sob curadoria de Adriano Casanova, a mostra reúne desenhos, gravuras e escultoras do artista mineiro Luiz Martins, além de uma instalação, que reúne uma série de trabalhos criados com páginas de dicionário.

Nanquim, tinta óleo, metal, madeira, cera derretida e páginas de dicionário, são alguns dos materiais utilizados pelo artista nas 16 obras expostas, feitas entre 2008 e 2014.
Luiz Martins busca, na junção de materiais, que a princípio não se associam, novas maneiras de entender a linguagem dos seus trabalhos para resignificar a linguagem criada pelo homem.
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A exposição “Não está no dicionário”
Horário: segunda a sexta, das 10h às 20h; sábado, das 10h às 16h.
Museu Belas Artes de São Paulo (MUBA), na Unidade 1
Rua Dr. Álvaro Alvim, 76 – Vila Mariana.
Evento gratuito e aberto ao público.
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CRONOLOGIA

1970 – Luiz Martins nasce em Machacalis – Minas Gerais, ao 16 anos vai estudar na cidade de Teixeira de Freitas / Bahia, onde  começa fazer pequenos desenhos ilustrativos para trabalhos de escola.
Aos 17 anos vem para São Paulo onde reside atualmente.

1992 – inicia o curso de pintura e desenho no atelier dos artistas AdrianaRocha ,Luis
Sôlha, Renata Barros, Mo Toledo e outros ficando no atelier apenas dois meses, torna-se assistente da Adriana Rocha  e Renata Barros.

1994 – Torna-se assistente do Artista Zélio Alves Pinto ficando até 2006, nesse  período  começa a  freqüentar e visitar exposições e museus de São Paulo, Com o convívio inicia seus estudos referente a arte primitiva , a arte indígena e outras manifestações de povos primitivos do mundo como Oceania,África,Peru etc…

1995 – Participa de sua primeira exposição coletiva no Espaço Cultural Casper Líbero /SP
e no Centro Cultural São Paulo

1996 – Primeira exposição individual na Galeria União Cultural Brasil Estados Unidos / SP

1997 – Coletiva na Galeria Arlete Mello /SP
1998 – Individual no MUSEU BANESPA/ SP
1999 –Coletiva na Galeria Arte Aplicada /SP
Individual na Galeria Sala Mario Pedrosa / SP

2000 – Individual na Pinacoteca Municipal de Amparo / SP
-Galeria A Hebraica / SP

2002 – Exposição CORPO EM SILENCIO na Galeria Val de Almeida Jr. SP, resultado da  pesquisa e estudos sobre os Sítios Arqueológico da Pedra do Ingá/ Paraíba e São Raimundo Nonato.A mesma exposição torna se itinerante é montada na Galeria Stela Ferraz em Piracicaba, volta para São Paulo para o Espaço Cultural Unicid.

2003 – Coletiva  na Galeria do Forte em Chaves/Portugal.

2004 –Individual no Centro de Criatividade de Curitiba/ PR.
– Individual na galeria Art Lofts/SP.
– Coletiva na Galeria IBEU / RJ no PROJETO NOVOS NOVISSIMOS como ganhador do premio exposição individual.

2005 – Individual de gravura na galeria Graphias / SP
2006 – Individual no IBEU/RJ
Coletiva Quatro gravadores na galeria Art Lofts / SP
Individual em Viena / Áustria.