1º Prêmio de Vídeo do Band

Os alunos do 9º ano encontraram uma mensagem inusitada na última página da prova de Artes do 2º bimestre de 2016. Depois de uma questão da prova estabelecer um cenário hipotético de uma premiação por voto popular dos vídeos produzidos pelos alunos durante o primeiro semestre, os alunos foram instruídos a acessarem suas contas do Mosyle assim que voltassem para casa depois da prova. Lá estavam as instruções para o voto popular do 1º Prêmio de Vídeo do Band.

A iniciativa visa premiar os melhores vídeos do semestre em diversas categorias e incentivar a melhora constante das produções. As equipes de produção ganhadoras levaram neste ano pequenas estatuetas de papel do Oscar, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Para dar gosto ao prêmio, a base da cada estatueta era um brownie com gotas de chocolate belga da Lex’Rock Bakery. Além disso, os vídeos ainda serão divulgados por aqui no blog e no Facebook do professor Pedro Leão, com resenhas a respeito dos vídeos, gerando assim visibilidade para os trabalhos dos nossos jovens cineastas.

A proposta dos vídeos de primeiro semestre era refletir sobre as estratégias e dificuldades da produção de vídeos através de um exercício de criação totalmente livre a não ser pela exigência de que cada vídeo seguisse um de seis gêneros cinematográficos sorteados entre as equipes: ação, comédia, drama, ficção científica, musical e terror.

Veja abaixo os nossos premiados de 2016:

Melhor Vídeo de Ação
9B – AMI-Serviços Secretos
https://youtu.be/bY5W-161MbA

Melhor Vídeo de Comédia
9F – Nossa SP de Cada Dia
https://youtu.be/sJ_6kgBUDiU

Prêmio de Melhor Vídeo de Comédia: Pedro F., Henrique, Eric, João Vito, Pedro C., Rafael (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Comédia: Pedro F., Henrique, Eric, João Vito, Pedro C., Rafael (9F).

Melhor Vídeo de Drama
9D – De novo
https://youtu.be/yzuaQKgBN0o

Prêmio de Melhor Vídeo de Drama: Letícia, Julia, Taiza, Kyra, Nicole, Luana, Isabel (9D).

Prêmio de Melhor Vídeo de Drama: Letícia, Julia, Taiza, Kyra, Nicole, Luana, Isabel (9D).

Melhor Vídeo de Ficção Científica
9H – Universos Interligados
https://youtu.be/oYjO28Qd7pw

Prêmio de Melhor Vídeo de Ficção Científica: Tomas, Beatriz, Isabel, Emanuela, Nina, Ana Clara, Victoria (9H).

Prêmio de Melhor Vídeo de Ficção Científica: Tomas, Beatriz, Isabel, Emanuela, Nina, Ana Clara, Victoria (9H).

Melhor Vídeo Musical
9F – À Flor da Pele
https://www.youtube.com/watch?v=LkZGQcNxbEI

Prêmio de Melhor Vídeo de Musical: Diego, Giovanna, Flávia, Carolina, Ingrid, Simon (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Musical: Diego, Giovanna, Flávia, Carolina, Ingrid, Simon (9F).

Melhor Vídeo de Terror
9F – O Riso
https://youtu.be/73e5sFGZb-0

Prêmio de Melhor Vídeo de Terror: Bianca, Carolina K., Eduarda, Débora, Carolina H., Gabriela (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Terror: Bianca, Carolina K., Eduarda, Débora, Carolina H., Gabriela (9F).

Melhor Ator
9B – Dante Henryco di Fiori

Prêmio de Melhor Ator: Dante Henryco di Fiori (9B).

Prêmio de Melhor Ator: Dante Henryco di Fiori (9B).

Melhor Atriz (empate)
9H – Emanuela Padiglioni Rossini
9F – Carolina Mayumi Kunyi

Melhor Sonoplastia
9F – À Flor da Pele

Melhor Edição
9B – AMI-Serviços Secretos 

Melhor Locação
9D – A Casa da Perfeição
https://www.youtube.com/watch?v=1Yc34BDAaEg

Prêmio de Melhor Locação: Esther, Gabriela, Maria Clara, Lissa, Luíza, Rafaella, Joyce (9D).

Prêmio de Melhor Locação: Esther, Gabriela, Maria Clara, Lissa, Luíza, Rafaella, Joyce (9D).

Melhor Roteiro
9D – De novo 

Melhor Figurino
9E – Hellschool

Prêmio de Melhor Figurino: Giulia, Lucas, Julia, Carolina, Gabriela, Eduarda (9E).

Prêmio de Melhor Figurino: Giulia, Lucas, Julia, Carolina, Gabriela, Eduarda (9E).

Vídeo dos Alunos – Makulelê Miranda: O Homem que Enfrentou o Fascismo

A equipe formada pelo Arthur Miranda, Augusto Gonzales Leite, Diego “Di” Hajjar, Marcelo de Assis Lustosa, Matheus Almeida, Raphael Palumbo e Vitor Souza Amin teve problemas e soluções em igual grandeza. Para produzir seu ambicioso vídeo “Makulele Miranda – O homem que enfrentou o Fascismo”, o grupo mobilizou uma equipe ainda maior na produção, contando com a ajuda de alunos de outros grupos da sala e até de outras salas. A equipe de produção contava com cerca de vinte pessoas, incluindo até um colega que já havia saído do Colégio.

O filme tem um gosto de “prequel” muito mais bem produzido do filme de primeiro semestre de alguns dos integrantes do grupo. Conta a história de um rico comerciante de diamantes mestiço, tentando sobreviver à política racial do Fascismo de Mussolini. A produção demonstra que eles aprenderam a olhar para o próprio trabalho com muito mais seriedade, marcando a evolução no senso crítico e estético dos alunos.

O valor do filme está em todo o trabalho de pré-produção da equipe, que garimpou figurinos, negociou o uso de cenários e encontrou objetos de cena fundamentais para os momentos mais tensos e necessários do roteiro. Esse grupo levou a sério MESMO essa fase do projeto.

E apesar do trabalho todo, correndo contra o tempo, um problema técnico fez com que eles perdessem toda uma primeira versão da edição. O grupo entrou em contato com o professor, e mesmo sem poder participar da exibição para a turma no final do bimestre, virou noites para refazer a edição e entregar o trabalho, demonstrando verdadeiro comprometimento e paixão pela criação deles. Tanta paixão, que o vídeo estoura o limite de 5 minutos imposto aos alunos sem que os integrantes se importem com as consequências: eles preferiram o deleite de ter a obra completa (todos os 15 minutos dela), sem perder as cenas de impacto.

Eu consegui acompanhar parte do processo de trabalho através do grupo de Facebook que os alunos montaram, e no qual incluíram todos os professores. A experiência foi riquíssima, e me deu várias ideias para outros anos. Terminado o ano, os alunos foram para sua viagem de formatura, e voltaram postando no grupo do Face sobre a vontade de produzir uma continuação ambientada na Guerra Fria, e postando todas aquelas deliciosas ideias de brainstorming inicial para esse novo projeto.

Vídeo dos Alunos – Amélia

“Amélia” foi produzido pela equipe da Adriana Hall, Fernanda Toledo, João Fernando Ferreira, Maísa Rachman, Rafaela Livoratti e Richard Jin. O filme chamou bastante atenção não só pela qualidade da produção, mas também pelo tema forte e relevante para a faixa etária deles, tratado com a seriedade devida de um grupo que resolveu peitar o desafio de produzir um drama.

A história apresenta Amélia, uma garota frágil que é vista já na primeira cena tomando remédios. Convidada para uma HP na casa das garotas populares, Amélia aceita tudo o que lhe oferecem na festa, seduzida pela possibilidade de estreitar laços de amizade com as outras meninas. Caindo inconsciente pelo abuso de substâncias, ela acorda no dia seguinte desnorteada e com uma surpresa incrivelmente desagradável que vai lhe custar mais do que ela imaginava.

A produção foi séria e primorosa! Da escolha perfeita dos atores a atrizes para os papéis, passando pelo uso cuidadoso de figurino e objetos de cena, a edição de imagens mostrando a vista embriagada de Amélia, até a ótima escolha e edição das músicas. Destaque para a cena em que Amélia espera por dias por um contato das meninas da festa, ao som da música “Vampire’s Kiss” do John Gold. A letra da música merece ser pesquisada, porque cai como uma luva com os sentimentos evocados pela cena. Outro momento ótimo do filme é a chegada de Amélia em casa, para ser confrontada pelo pai furioso, interpretado pelo próprio pai da atriz Rafaela Livoratti (ao som de “Creep”, do Radiohead, ótima escolha para uma cena de inocência perdida). Imagine como deve ter sido importante a experiência de produzir essa cena!

Pode-se argumentar que “Amélia” é um filme de alerta para o uso de drogas. Ou talvez que levanta o mesmo alarme relativamente conservador que tem aparecido por aí sobre as HPs. Porém, mais do que isso, eu acho que ele é um alerta maior sobre pressão de grupo. Sobre a ingenuidade de acreditar que amizade (e principalmente respeito) podem ser conquistados por esses meios. O resto que é retratado no filme aparece mais como consequência nefasta disso.

Uma produção que merece ser vista, e que chamou a atenção até da turma de CPG do Colégio.

Vídeo dos Alunos – Arabella

Eu queria começa a postar os vídeos do semestre com o “Arabella” da Julia Leitner, Laura Guaratini, Mariana Boger, Mariana Shizue e Sofia Salles . A equipe, composta por integrantes que são muito interessadas em cinema, trabalhou muito bem para montar uma espécie de videoclipe duplo de músicas da cantora americana Melanie Martinez. A primeira metade do vídeo é fortemente influenciada pela música “Dollhouse”, pegando até alguns dos elementos do videoclipe oficial, mas agregando vários toques de autoria das meninas. A segunda metade, baseada na música “Dead to Me” que ainda não tem clipe, foi inteira de criação das meninas.

O vídeo conta sobre esta revolta de uma boneca em um quarto de menina, e como ela vai assassinando uma a uma das garotas que vem brincar na “tea party”, até transformar a última delas em boneca também.

Há na escolha das músicas e nos gestos de agressão executados pelas meninas (os de autoria delas e não inspirados pelo clipe oficial), uma expressão muito forte de adolescência. De quem cansou de ser vista como menininha, bonequinha perfeita, e quer romper com esse rótulo. E isso é maravilhoso de se ver em um vídeo de 9º ano, porque isso é a expressão pessoal delas. Enquanto a maioria dos grupos fez vídeos tímidos e “seguros”, temendo se expor para os colegas, elas foram MUITO corajosas ao usar um exercício de colégio para botar pra fora algo sensível assim. E vejam bem: essa coragem encontra ressonância nos outros adolescentes que assistem ao vídeo. Eles se identificam com isso, enquanto dão de ombros e esquecem os vídeos “seguros”. É o que torna o vídeo tão popular (ele rendeu às meninas o maior número de curtidas no fórum onde os vídeos foram postados).

Quanto à agressividade do vídeo, não se preocupem: é uma “revolta saudável” e não há violência real aqui. As atrizes trataram as cenas dos assassinatos com um cuidado até excessivo, para que ninguém se ferisse de fato. É aqui que eu gostaria de ter estado ao lado delas nas gravações, para dar às cenas a agressividade necessária sem machucar ninguém.

A produção muito bem feita contou inclusive com rascunhos nos sketchbooks sobre maquiagem e cabelo das personagens, e rascunhos da estética geral que elas pretendiam ter no vídeo.

Na minha opinião, foi uma das melhores produções do semestre, entre as minhas turmas (não pude ver ainda os vídeos das turmas que não têm aula comigo).