Aluna é aprovada em Cinema na School of Visual Arts em NY

Bianca Rickheim, recém-formada junto com a turma de 2016,  recebeu a notícia no começo de fevereiro de que havia sido aprovada para a o curso de cinema da School of Visual Arts. A faculdade de artes visuais de Nova Iorque é, junto com a CalArts na Califórnia, uma das mais cobiçadas por alunos querendo estudar artes nos Estados Unidos.

aluna Bianca com o Prof. Pedro Leão

aluna Bianca com o Prof. Pedro Leão

Entre seus ex-alunos estão o artista plástico pop Keith Harring e o minimalista Sol Lewitt; o compositor Michael Giacchino, responsável pelas trilhas sonoras de Lost, Os Incríveis e Up – Altas Aventuras; animadores como Bill Plympton e Rebecca Sugar, criadora de Steven Universe e Hora da Aventura; além outros nomes de grande relevância na indústria cultural norte americana. Antes de conquistar a vaga na SVA, Bianca já havia recebido em janeiro a confirmação de outras duas faculdades americanas: o Eckerd College na Flórida, e a University of Iowa. Recentemente, foi aprovada também na Loyola Marymount University na Califórnia, e no curso de cinema da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) aqui em São Paulo, completando um total de cinco faculdades cobiçando a nossa ex-aluna. Ela ainda aguarda outros resultados de faculdades americanas em Março.

O caminho que Bianca trilhou em seus anos de Band não seria possível primeiramente sem o apoio e carinho de seus pais, Ana Lúcia Martucci e João Rickheim. Foi a mãe que postou orgulhosa na redes sociais as imagens dos e-mails de aceitação. Em 2015, a família enviou Bianca para sua primeira experiência em um curso de férias na SVA, onde ela experimentou trabalhar com outros adolescentes com aspirações semelhantes na produção de um curta-metragem, a comédia de situação intitulada Unfortunate. Seu primeiro contato com a SVA em 2015 sem dúvida serviu para criar um relacionamento com a instituição, e pode ter influenciado na sua aceitação para o curso de graduação em 2017.

Porém, mais do que isso, o sucesso de Bianca em assegurar uma vaga na faculdade se deve à construção de um portfólio de obras que ela apresentou à faculdade, demonstrando que ela já tinha interesse e experiência no assunto e precisava da orientação e aprimoramento da faculdade. Além de Unfortunate, fizeram parte de seu portfólio os curtas Zé Ninguém, produzido como parte do projeto Idade Mídia no Band; e The Juliet Paradox, um projeto pessoal escrito e dirigido por Bianca, gravado nas dependências do Colégio.

Para The Juliet Paradox, Bianca procurou conselhos e ajuda do professor Pedro Leão, da disciplina de Artes, na fase final do roteiro e para conseguir a permissão para gravar no Colégio durante o final de semana. Bianca teve aulas de Artes com o professor Pedro em 2013, quando cursava o 9º ano, nas quais estudou o começo da história do cinema e produziu dois outros curtas metragens com colegas de classe como parte dos exercícios de aula. Ela conta que as aulas do 9º despertaram nela o desejo latente de seguir essa carreira.

Segundo o professor Pedro Leão, a construção de portfólio é fundamental para quem quer seguir carreira nas artes, e deve começar o mais cedo possível. É um requisito que não faz parte da maioria das carreiras em outras áreas e é frequentemente esquecido pelos alunos, que começam a pensar nisso apenas no últimos anos do Ensino Médio. Foi pensando nisso e inspirado pelo caminho trilhado por Bianca, que o professor apoiou e orientou alunos do Ensino Médio com interesses semelhantes ao dela a organizarem o projeto CineBand, que acaba de ser aprovado pela diretoria e começará suas atividades em Março.

Como extensão das aulas sobre cinema no 9º ano, o projeto será aberto ao Ensino Médio, e visa juntar alunos focados em produção audiovisual para trabalharem em equipe na produção de obras para seus portfólios. O grupo deve se encontrar no Colégio aos sábados, e trabalhar em conjunto até o final do ano. Embora o projeto seja inteiramente encabeçado pelos alunos que o criaram (Alice Chiapetta, Carol Salem, Clara Hirata, Diego Hajjar, Guilherme Carvalho, Mariana Boger, Matheus de Almeida, Pedro Rosencrantz e Samuel Guterman), ele será acompanhado e assessorado pelo professor Leão.

Exposição dos alunos no Memorial da América Latina: “Colores, Sabores y Ritmos”.

Entre os dias 24 de outubro e 4 de novembro, permaneceu no Memorial da América Latina a exposição de fotos Colores, Sabores y Ritmos: la poesia de los sentidos captada por jóvenes fotógrafos. A exposição apresentou 40 fotos de alunos do 8º ano do Colégio, selecionadas entre todas as turmas.

A parceria entre os departamentos de Artes e Espanhol e o Memorial começou em 2008 e o projeto já está em sua 8ª edição.

Pais e alunos prestigiam a exposição no Memorial da América Latina.

Pais e alunos prestigiam a exposição no Memorial da América Latina.

As turmas de 8º ano começaram a trabalhar no projeto no segundo bimestre do ano, lendo textos de autores de língua hispânica como Frederico Garcia Lorca, Gabriel Garcia Marquez, Gabriela Mistral, José Martí, Laura Esquivel, Pablo Neruda, Ruben Dario e Sór Juana Inés de la Cruz. Após trabalhar a compreensão dos textos nas aulas de Espanhol, os alunos produziram fotografias neles inspiradas, usando exercícios de criatividade nas aulas de Artes. O resultado abrange diversos tipos de fotografias, de imagens emotivas, familiares e pessoais; até imagens abstratas de uma leveza incomum para a idade dos fotógrafos.

As fotos dos alunos foram selecionadas pelos professores das duas disciplinas entre os meses de agosto e setembro, e a exposição foi montada para ser aberta no dia 24 de outubro. O ponto alto do projeto é a noite de abertura da exposição. Com as fotos já expostas na Biblioteca Victor Civita, no Memorial da América Latina, a exposição conta com um coquetel de abertura e entrega de certificados para os alunos selecionados. Nesse ano, o coquetel ficou a cargo da Lex’Rock Bakery, e a abertura teve a participação dos músicos do grupo Soprando Cordas.

Professores encabeçam a entrega dos certificados aos alunos no Memorial da América Latina.

Alunos recebem o certificado referente à participação na exposição.

 

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Coquetel de abertura produzido pela Lex’Rock Bakery.

Minibrownies para adoçar…

 

Um dos quitutes temáticos do coquetel: chips de banana da terra com agliatta.

Além do aprendizado nas duas matérias, o objetivo do evento é oferecer aos alunos uma experiência mais próxima à de uma exposição profissional, proporcionando um contato diferente com uma importante instituição cultural e valorizando o trabalho dos alunos ao levá-lo para além do espaço do Colégio.

A equipe da Biblioteca Victor Civita e do Memorial, por meio do trabalho de Fernando Gamba, tem acolhido o projeto com gosto desde seu início, sendo o Bandeirantes o único colégio que desenvolve esse projeto no Memorial. Pais e alunos reconhecem esta como uma experiência única, um privilégio do Band.

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Alunos expõem obras tridimensionais no “Jardim dos Objetos”

“Jardim dos Objetos”: construções feitas pelos alunos do 6o ano nas aulas de Artes do 3o bimestre.

Inspirado no Jardim de Esculturas do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, ocupamos áreas verdes do colégio com trabalhos feitos pelos alunos do 6º ano nas aulas de Artes do 3o bimestre.

Exposição montada no pátio do colégio.

Exposição montada no pátio do colégio.

São construções com retalhos de madeira, argila, arame, barbante, pregos, palitos e uso de caneta 3D. Os alunos trabalharam em grupo e exploraram as possibilidades expressivas dos materiais e a tridimensionalidade criando simbologias, representações e metáforas com muita criatividade e bom humor. 

Aproveitem a manhã do próximo sábado, dia 24 de setembro, para conhecer o “Jardim dos Objetos” do 6º ano no pátio do Colégio Bandeirantes.

Veja abaixo algumas imagens do processo de construção dos objetos pelos alunos:

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Uso de caneta 3D pelos alunos durante o processo de construção.

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Ocupação dos jardins do colégio pelos objetos criados pelos alunos.

Primeiro contato dos alunos com seus trabalhos em exposição.

 

1º Prêmio de Vídeo do Band

Os alunos do 9º ano encontraram uma mensagem inusitada na última página da prova de Artes do 2º bimestre de 2016. Depois de uma questão da prova estabelecer um cenário hipotético de uma premiação por voto popular dos vídeos produzidos pelos alunos durante o primeiro semestre, os alunos foram instruídos a acessarem suas contas do Mosyle assim que voltassem para casa depois da prova. Lá estavam as instruções para o voto popular do 1º Prêmio de Vídeo do Band.

A iniciativa visa premiar os melhores vídeos do semestre em diversas categorias e incentivar a melhora constante das produções. As equipes de produção ganhadoras levaram neste ano pequenas estatuetas de papel do Oscar, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Para dar gosto ao prêmio, a base da cada estatueta era um brownie com gotas de chocolate belga da Lex’Rock Bakery. Além disso, os vídeos ainda serão divulgados por aqui no blog e no Facebook do professor Pedro Leão, com resenhas a respeito dos vídeos, gerando assim visibilidade para os trabalhos dos nossos jovens cineastas.

A proposta dos vídeos de primeiro semestre era refletir sobre as estratégias e dificuldades da produção de vídeos através de um exercício de criação totalmente livre a não ser pela exigência de que cada vídeo seguisse um de seis gêneros cinematográficos sorteados entre as equipes: ação, comédia, drama, ficção científica, musical e terror.

Veja abaixo os nossos premiados de 2016:

Melhor Vídeo de Ação
9B – AMI-Serviços Secretos
https://youtu.be/bY5W-161MbA

Melhor Vídeo de Comédia
9F – Nossa SP de Cada Dia
https://youtu.be/sJ_6kgBUDiU

Prêmio de Melhor Vídeo de Comédia: Pedro F., Henrique, Eric, João Vito, Pedro C., Rafael (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Comédia: Pedro F., Henrique, Eric, João Vito, Pedro C., Rafael (9F).

Melhor Vídeo de Drama
9D – De novo
https://youtu.be/yzuaQKgBN0o

Prêmio de Melhor Vídeo de Drama: Letícia, Julia, Taiza, Kyra, Nicole, Luana, Isabel (9D).

Prêmio de Melhor Vídeo de Drama: Letícia, Julia, Taiza, Kyra, Nicole, Luana, Isabel (9D).

Melhor Vídeo de Ficção Científica
9H – Universos Interligados
https://youtu.be/oYjO28Qd7pw

Prêmio de Melhor Vídeo de Ficção Científica: Tomas, Beatriz, Isabel, Emanuela, Nina, Ana Clara, Victoria (9H).

Prêmio de Melhor Vídeo de Ficção Científica: Tomas, Beatriz, Isabel, Emanuela, Nina, Ana Clara, Victoria (9H).

Melhor Vídeo Musical
9F – À Flor da Pele
https://www.youtube.com/watch?v=LkZGQcNxbEI

Prêmio de Melhor Vídeo de Musical: Diego, Giovanna, Flávia, Carolina, Ingrid, Simon (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Musical: Diego, Giovanna, Flávia, Carolina, Ingrid, Simon (9F).

Melhor Vídeo de Terror
9F – O Riso
https://youtu.be/73e5sFGZb-0

Prêmio de Melhor Vídeo de Terror: Bianca, Carolina K., Eduarda, Débora, Carolina H., Gabriela (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Terror: Bianca, Carolina K., Eduarda, Débora, Carolina H., Gabriela (9F).

Melhor Ator
9B – Dante Henryco di Fiori

Prêmio de Melhor Ator: Dante Henryco di Fiori (9B).

Prêmio de Melhor Ator: Dante Henryco di Fiori (9B).

Melhor Atriz (empate)
9H – Emanuela Padiglioni Rossini
9F – Carolina Mayumi Kunyi

Melhor Sonoplastia
9F – À Flor da Pele

Melhor Edição
9B – AMI-Serviços Secretos 

Melhor Locação
9D – A Casa da Perfeição
https://www.youtube.com/watch?v=1Yc34BDAaEg

Prêmio de Melhor Locação: Esther, Gabriela, Maria Clara, Lissa, Luíza, Rafaella, Joyce (9D).

Prêmio de Melhor Locação: Esther, Gabriela, Maria Clara, Lissa, Luíza, Rafaella, Joyce (9D).

Melhor Roteiro
9D – De novo 

Melhor Figurino
9E – Hellschool

Prêmio de Melhor Figurino: Giulia, Lucas, Julia, Carolina, Gabriela, Eduarda (9E).

Prêmio de Melhor Figurino: Giulia, Lucas, Julia, Carolina, Gabriela, Eduarda (9E).

Vídeo dos Alunos – Makulelê Miranda: O Homem que Enfrentou o Fascismo

A equipe formada pelo Arthur Miranda, Augusto Gonzales Leite, Diego “Di” Hajjar, Marcelo de Assis Lustosa, Matheus Almeida, Raphael Palumbo e Vitor Souza Amin teve problemas e soluções em igual grandeza. Para produzir seu ambicioso vídeo “Makulele Miranda – O homem que enfrentou o Fascismo”, o grupo mobilizou uma equipe ainda maior na produção, contando com a ajuda de alunos de outros grupos da sala e até de outras salas. A equipe de produção contava com cerca de vinte pessoas, incluindo até um colega que já havia saído do Colégio.

O filme tem um gosto de “prequel” muito mais bem produzido do filme de primeiro semestre de alguns dos integrantes do grupo. Conta a história de um rico comerciante de diamantes mestiço, tentando sobreviver à política racial do Fascismo de Mussolini. A produção demonstra que eles aprenderam a olhar para o próprio trabalho com muito mais seriedade, marcando a evolução no senso crítico e estético dos alunos.

O valor do filme está em todo o trabalho de pré-produção da equipe, que garimpou figurinos, negociou o uso de cenários e encontrou objetos de cena fundamentais para os momentos mais tensos e necessários do roteiro. Esse grupo levou a sério MESMO essa fase do projeto.

E apesar do trabalho todo, correndo contra o tempo, um problema técnico fez com que eles perdessem toda uma primeira versão da edição. O grupo entrou em contato com o professor, e mesmo sem poder participar da exibição para a turma no final do bimestre, virou noites para refazer a edição e entregar o trabalho, demonstrando verdadeiro comprometimento e paixão pela criação deles. Tanta paixão, que o vídeo estoura o limite de 5 minutos imposto aos alunos sem que os integrantes se importem com as consequências: eles preferiram o deleite de ter a obra completa (todos os 15 minutos dela), sem perder as cenas de impacto.

Eu consegui acompanhar parte do processo de trabalho através do grupo de Facebook que os alunos montaram, e no qual incluíram todos os professores. A experiência foi riquíssima, e me deu várias ideias para outros anos. Terminado o ano, os alunos foram para sua viagem de formatura, e voltaram postando no grupo do Face sobre a vontade de produzir uma continuação ambientada na Guerra Fria, e postando todas aquelas deliciosas ideias de brainstorming inicial para esse novo projeto.

Vídeo dos Alunos – Amélia

“Amélia” foi produzido pela equipe da Adriana Hall, Fernanda Toledo, João Fernando Ferreira, Maísa Rachman, Rafaela Livoratti e Richard Jin. O filme chamou bastante atenção não só pela qualidade da produção, mas também pelo tema forte e relevante para a faixa etária deles, tratado com a seriedade devida de um grupo que resolveu peitar o desafio de produzir um drama.

A história apresenta Amélia, uma garota frágil que é vista já na primeira cena tomando remédios. Convidada para uma HP na casa das garotas populares, Amélia aceita tudo o que lhe oferecem na festa, seduzida pela possibilidade de estreitar laços de amizade com as outras meninas. Caindo inconsciente pelo abuso de substâncias, ela acorda no dia seguinte desnorteada e com uma surpresa incrivelmente desagradável que vai lhe custar mais do que ela imaginava.

A produção foi séria e primorosa! Da escolha perfeita dos atores a atrizes para os papéis, passando pelo uso cuidadoso de figurino e objetos de cena, a edição de imagens mostrando a vista embriagada de Amélia, até a ótima escolha e edição das músicas. Destaque para a cena em que Amélia espera por dias por um contato das meninas da festa, ao som da música “Vampire’s Kiss” do John Gold. A letra da música merece ser pesquisada, porque cai como uma luva com os sentimentos evocados pela cena. Outro momento ótimo do filme é a chegada de Amélia em casa, para ser confrontada pelo pai furioso, interpretado pelo próprio pai da atriz Rafaela Livoratti (ao som de “Creep”, do Radiohead, ótima escolha para uma cena de inocência perdida). Imagine como deve ter sido importante a experiência de produzir essa cena!

Pode-se argumentar que “Amélia” é um filme de alerta para o uso de drogas. Ou talvez que levanta o mesmo alarme relativamente conservador que tem aparecido por aí sobre as HPs. Porém, mais do que isso, eu acho que ele é um alerta maior sobre pressão de grupo. Sobre a ingenuidade de acreditar que amizade (e principalmente respeito) podem ser conquistados por esses meios. O resto que é retratado no filme aparece mais como consequência nefasta disso.

Uma produção que merece ser vista, e que chamou a atenção até da turma de CPG do Colégio.

Vídeo dos Alunos – Arabella

Eu queria começa a postar os vídeos do semestre com o “Arabella” da Julia Leitner, Laura Guaratini, Mariana Boger, Mariana Shizue e Sofia Salles . A equipe, composta por integrantes que são muito interessadas em cinema, trabalhou muito bem para montar uma espécie de videoclipe duplo de músicas da cantora americana Melanie Martinez. A primeira metade do vídeo é fortemente influenciada pela música “Dollhouse”, pegando até alguns dos elementos do videoclipe oficial, mas agregando vários toques de autoria das meninas. A segunda metade, baseada na música “Dead to Me” que ainda não tem clipe, foi inteira de criação das meninas.

O vídeo conta sobre esta revolta de uma boneca em um quarto de menina, e como ela vai assassinando uma a uma das garotas que vem brincar na “tea party”, até transformar a última delas em boneca também.

Há na escolha das músicas e nos gestos de agressão executados pelas meninas (os de autoria delas e não inspirados pelo clipe oficial), uma expressão muito forte de adolescência. De quem cansou de ser vista como menininha, bonequinha perfeita, e quer romper com esse rótulo. E isso é maravilhoso de se ver em um vídeo de 9º ano, porque isso é a expressão pessoal delas. Enquanto a maioria dos grupos fez vídeos tímidos e “seguros”, temendo se expor para os colegas, elas foram MUITO corajosas ao usar um exercício de colégio para botar pra fora algo sensível assim. E vejam bem: essa coragem encontra ressonância nos outros adolescentes que assistem ao vídeo. Eles se identificam com isso, enquanto dão de ombros e esquecem os vídeos “seguros”. É o que torna o vídeo tão popular (ele rendeu às meninas o maior número de curtidas no fórum onde os vídeos foram postados).

Quanto à agressividade do vídeo, não se preocupem: é uma “revolta saudável” e não há violência real aqui. As atrizes trataram as cenas dos assassinatos com um cuidado até excessivo, para que ninguém se ferisse de fato. É aqui que eu gostaria de ter estado ao lado delas nas gravações, para dar às cenas a agressividade necessária sem machucar ninguém.

A produção muito bem feita contou inclusive com rascunhos nos sketchbooks sobre maquiagem e cabelo das personagens, e rascunhos da estética geral que elas pretendiam ter no vídeo.

Na minha opinião, foi uma das melhores produções do semestre, entre as minhas turmas (não pude ver ainda os vídeos das turmas que não têm aula comigo).