Aluna é aprovada em Cinema na School of Visual Arts em NY

Bianca Rickheim, recém-formada junto com a turma de 2016,  recebeu a notícia no começo de fevereiro de que havia sido aprovada para a o curso de cinema da School of Visual Arts. A faculdade de artes visuais de Nova Iorque é, junto com a CalArts na Califórnia, uma das mais cobiçadas por alunos querendo estudar artes nos Estados Unidos.

aluna Bianca com o Prof. Pedro Leão

aluna Bianca com o Prof. Pedro Leão

Entre seus ex-alunos estão o artista plástico pop Keith Harring e o minimalista Sol Lewitt; o compositor Michael Giacchino, responsável pelas trilhas sonoras de Lost, Os Incríveis e Up – Altas Aventuras; animadores como Bill Plympton e Rebecca Sugar, criadora de Steven Universe e Hora da Aventura; além outros nomes de grande relevância na indústria cultural norte americana. Antes de conquistar a vaga na SVA, Bianca já havia recebido em janeiro a confirmação de outras duas faculdades americanas: o Eckerd College na Flórida, e a University of Iowa. Recentemente, foi aprovada também na Loyola Marymount University na Califórnia, e no curso de cinema da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) aqui em São Paulo, completando um total de cinco faculdades cobiçando a nossa ex-aluna. Ela ainda aguarda outros resultados de faculdades americanas em Março.

O caminho que Bianca trilhou em seus anos de Band não seria possível primeiramente sem o apoio e carinho de seus pais, Ana Lúcia Martucci e João Rickheim. Foi a mãe que postou orgulhosa na redes sociais as imagens dos e-mails de aceitação. Em 2015, a família enviou Bianca para sua primeira experiência em um curso de férias na SVA, onde ela experimentou trabalhar com outros adolescentes com aspirações semelhantes na produção de um curta-metragem, a comédia de situação intitulada Unfortunate. Seu primeiro contato com a SVA em 2015 sem dúvida serviu para criar um relacionamento com a instituição, e pode ter influenciado na sua aceitação para o curso de graduação em 2017.

Porém, mais do que isso, o sucesso de Bianca em assegurar uma vaga na faculdade se deve à construção de um portfólio de obras que ela apresentou à faculdade, demonstrando que ela já tinha interesse e experiência no assunto e precisava da orientação e aprimoramento da faculdade. Além de Unfortunate, fizeram parte de seu portfólio os curtas Zé Ninguém, produzido como parte do projeto Idade Mídia no Band; e The Juliet Paradox, um projeto pessoal escrito e dirigido por Bianca, gravado nas dependências do Colégio.

Para The Juliet Paradox, Bianca procurou conselhos e ajuda do professor Pedro Leão, da disciplina de Artes, na fase final do roteiro e para conseguir a permissão para gravar no Colégio durante o final de semana. Bianca teve aulas de Artes com o professor Pedro em 2013, quando cursava o 9º ano, nas quais estudou o começo da história do cinema e produziu dois outros curtas metragens com colegas de classe como parte dos exercícios de aula. Ela conta que as aulas do 9º despertaram nela o desejo latente de seguir essa carreira.

Segundo o professor Pedro Leão, a construção de portfólio é fundamental para quem quer seguir carreira nas artes, e deve começar o mais cedo possível. É um requisito que não faz parte da maioria das carreiras em outras áreas e é frequentemente esquecido pelos alunos, que começam a pensar nisso apenas no últimos anos do Ensino Médio. Foi pensando nisso e inspirado pelo caminho trilhado por Bianca, que o professor apoiou e orientou alunos do Ensino Médio com interesses semelhantes ao dela a organizarem o projeto CineBand, que acaba de ser aprovado pela diretoria e começará suas atividades em Março.

Como extensão das aulas sobre cinema no 9º ano, o projeto será aberto ao Ensino Médio, e visa juntar alunos focados em produção audiovisual para trabalharem em equipe na produção de obras para seus portfólios. O grupo deve se encontrar no Colégio aos sábados, e trabalhar em conjunto até o final do ano. Embora o projeto seja inteiramente encabeçado pelos alunos que o criaram (Alice Chiapetta, Carol Salem, Clara Hirata, Diego Hajjar, Guilherme Carvalho, Mariana Boger, Matheus de Almeida, Pedro Rosencrantz e Samuel Guterman), ele será acompanhado e assessorado pelo professor Leão.

1º Prêmio de Vídeo do Band

Os alunos do 9º ano encontraram uma mensagem inusitada na última página da prova de Artes do 2º bimestre de 2016. Depois de uma questão da prova estabelecer um cenário hipotético de uma premiação por voto popular dos vídeos produzidos pelos alunos durante o primeiro semestre, os alunos foram instruídos a acessarem suas contas do Mosyle assim que voltassem para casa depois da prova. Lá estavam as instruções para o voto popular do 1º Prêmio de Vídeo do Band.

A iniciativa visa premiar os melhores vídeos do semestre em diversas categorias e incentivar a melhora constante das produções. As equipes de produção ganhadoras levaram neste ano pequenas estatuetas de papel do Oscar, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Para dar gosto ao prêmio, a base da cada estatueta era um brownie com gotas de chocolate belga da Lex’Rock Bakery. Além disso, os vídeos ainda serão divulgados por aqui no blog e no Facebook do professor Pedro Leão, com resenhas a respeito dos vídeos, gerando assim visibilidade para os trabalhos dos nossos jovens cineastas.

A proposta dos vídeos de primeiro semestre era refletir sobre as estratégias e dificuldades da produção de vídeos através de um exercício de criação totalmente livre a não ser pela exigência de que cada vídeo seguisse um de seis gêneros cinematográficos sorteados entre as equipes: ação, comédia, drama, ficção científica, musical e terror.

Veja abaixo os nossos premiados de 2016:

Melhor Vídeo de Ação
9B – AMI-Serviços Secretos
https://youtu.be/bY5W-161MbA

Melhor Vídeo de Comédia
9F – Nossa SP de Cada Dia
https://youtu.be/sJ_6kgBUDiU

Prêmio de Melhor Vídeo de Comédia: Pedro F., Henrique, Eric, João Vito, Pedro C., Rafael (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Comédia: Pedro F., Henrique, Eric, João Vito, Pedro C., Rafael (9F).

Melhor Vídeo de Drama
9D – De novo
https://youtu.be/yzuaQKgBN0o

Prêmio de Melhor Vídeo de Drama: Letícia, Julia, Taiza, Kyra, Nicole, Luana, Isabel (9D).

Prêmio de Melhor Vídeo de Drama: Letícia, Julia, Taiza, Kyra, Nicole, Luana, Isabel (9D).

Melhor Vídeo de Ficção Científica
9H – Universos Interligados
https://youtu.be/oYjO28Qd7pw

Prêmio de Melhor Vídeo de Ficção Científica: Tomas, Beatriz, Isabel, Emanuela, Nina, Ana Clara, Victoria (9H).

Prêmio de Melhor Vídeo de Ficção Científica: Tomas, Beatriz, Isabel, Emanuela, Nina, Ana Clara, Victoria (9H).

Melhor Vídeo Musical
9F – À Flor da Pele
https://www.youtube.com/watch?v=LkZGQcNxbEI

Prêmio de Melhor Vídeo de Musical: Diego, Giovanna, Flávia, Carolina, Ingrid, Simon (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Musical: Diego, Giovanna, Flávia, Carolina, Ingrid, Simon (9F).

Melhor Vídeo de Terror
9F – O Riso
https://youtu.be/73e5sFGZb-0

Prêmio de Melhor Vídeo de Terror: Bianca, Carolina K., Eduarda, Débora, Carolina H., Gabriela (9F).

Prêmio de Melhor Vídeo de Terror: Bianca, Carolina K., Eduarda, Débora, Carolina H., Gabriela (9F).

Melhor Ator
9B – Dante Henryco di Fiori

Prêmio de Melhor Ator: Dante Henryco di Fiori (9B).

Prêmio de Melhor Ator: Dante Henryco di Fiori (9B).

Melhor Atriz (empate)
9H – Emanuela Padiglioni Rossini
9F – Carolina Mayumi Kunyi

Melhor Sonoplastia
9F – À Flor da Pele

Melhor Edição
9B – AMI-Serviços Secretos 

Melhor Locação
9D – A Casa da Perfeição
https://www.youtube.com/watch?v=1Yc34BDAaEg

Prêmio de Melhor Locação: Esther, Gabriela, Maria Clara, Lissa, Luíza, Rafaella, Joyce (9D).

Prêmio de Melhor Locação: Esther, Gabriela, Maria Clara, Lissa, Luíza, Rafaella, Joyce (9D).

Melhor Roteiro
9D – De novo 

Melhor Figurino
9E – Hellschool

Prêmio de Melhor Figurino: Giulia, Lucas, Julia, Carolina, Gabriela, Eduarda (9E).

Prêmio de Melhor Figurino: Giulia, Lucas, Julia, Carolina, Gabriela, Eduarda (9E).

Filme Branco Sai, Preto Fica

Vencedor do Festival de Brasília em 2014, Branco Sai, Preto Fica, um filme de Adirley Queirós, é uma mistura de documentário com ficção científica. Retrata uma violenta ação policial ocorrida em 1986 em um baile black no Quarentão, em Ceilândia, periferia de Brasília.

A ordem de um dos policiais “Branco sai, preto fica” evidencia o racismo e o isolamento da periferia de Brasilia. Depois de quase 30 anos os dois personagens principais, Marquim do Tropa e Shockito relembram aquela noite. O primeiro está em uma cadeira de rodas e o segundo com uma perna mecânica. Os dois personagens são reais assim como seus depoimentos. A ficção surge com Dimas Cravalaças que veio do futuro para provar que o Estado brasileiro é responsável por atrocidades contra negros e pobres das periferias.

Em entrevista a Camila Moraes à El País, Queirós afirma que não queriam fazer um “documentário clássico. Queríamos uma coisa mais próxima do apocalíptico, de uma volta do futuro. Aí surge a ideia da ficção”.

Branco sai, Preto Fica está em cartaz nos cinemas:

Asista ao trailer do filme:

Informações de:

CINE OLHO – SESC BOM RETIRO

 

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O SESC Bom Retiro apresenta uma intervenção cinematográfica com trechos das primeiras exibições cinematográficas entre 1896 a 1930. Com três caixas com um pequeno furo, o público pode observar cenas inusitadas como: Os primeiros Beijos, Os Primeiros Monstros e os Primeiros Efeitos Especiais.

As turmas do 9º ano estão estudando a História do cinema nas aulas de Artes, como o os irmãos Lumière e o cinematógrafo (1895) e George Meliès com seus efeitos especiais como no filme Viagem à Lua de 1902.

A intervenção ocorre na Praça de Convivência.

Viagem à Lua de George Melière

Viagem à Lua de George Melière

Irmãos Lumière

Irmãos Lumière

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HORÁRIOS e LOCAL

03/02/2015 a 03/05/2015 – Entrada gratuita

SÁBADOS das 10h às 18h30

DOMINGOS das 10h às 17h30

TERÇAS, QUARTAS, QUINTAS E SEXTAS das 9h às 20h30.

Sesc Bom Retiro – Alameda Nothmann, 185, Bom Retiro

Link: http://www.sescsp.org.br/programacao/53201_CINE+OLHO

“O Artista” é exibido em sessão de Artes

O filme “O Artista” foi exibido para os alunos do 9.o ano na sessão de cinema produzida pelo Departamento de Artes e com o apoio dos Departamentos Cultural e de Esporte. A escolha do filme foi feita levando em conta que  retrata a mudança do cinema mudo para o falado, acontecimento que os alunos estão estudando na disciplina de Artes neste bimestre.

Durante o 1.o bimestre, os alunos estudaram o cinema mudo e, por isso, assistiram aos “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, que revela uma crítica ao cinema falado, apesar de ter sido produzido sete anos após a criação deste método cinematográfico. Também, no filme “O Artista”, o autor critica esta transição.

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“Queríamos mostrar esse conflito do cinema existente nesse período para que [a matéria] ficasse mais clara para eles”, comenta Pedrão Leão, professor de Artes. “Além disso, é um filme que eles não buscam espontaneamente, por isso é importante que a gente [professores de Artes] ofereça opções. Também, foi interessante ver os alunos fazerem analogias com os dois filmes exibidos”, completa a professora de Artes, Paula Moraes.

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O próximo filme exibido pelos professores será “2001 – Uma Odisséia no Espaço” do diretor Stanley Kubrick que, segundo os professores, será seguido de uma discussão.

“Tempos Modernos” para os 9.os anos

Com direito a pipoca, sucos e colchonetes, 120 alunos do 9.o ano do Ensino Fundamental participaram da sessão de cinema realizada pelo Departamento de Arte com o apoio do Departamento Cultural e de Educação Física. O filme exibido foi “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, que critica fortemente a cultura de trabalho operário depois da Revolução Industrial.

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A sessão foi programada para promover uma interação entre os alunos e, também, para exibir o clássico filme. “Queríamos facilitar a experiência dos alunos, já que eles teriam que alugar o filme”, explica Pedro Leão, professor de Artes. “Também quisemos que fosse um momento de descontração. Eles estão participando de uma tarefa, por isso tentamos transformá-la em um momento agradável como é uma sessão de cinema para eles”, completa a professora de Artes, Paula Moraes.

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“É importante ter um projeto de artes fora da classe, sair do ambiente natural da sala de aula e ir para um outro descontraído”, comenta Pietro de Camargo, aluno do 9.o ano. “Ter aulas de Artes é, além de estudar pro vestibular, aprender a ver o mundo de outra maneira”, completa.

A próxima sessão com o filme mudo “O Artista” acontecerá na próxima sexta, 11 de abril, para alunos do 9.o ano. Quem quiser participar, deve inscrever-se no Cultural, pois as vagas são limitadas.

Mostra Dostoiévski de 03 a 25 de Agosto

Exposição – Noites brancas: Dostoiévski ilustrado
Museu Lasar Segall – Rua Berta, 111. Vila Mariana.
De 27 de julho a 29 de setembro de 2013
Diariamente das 11h00 às 19h00
Fechado às terças-feiras
“Talvez Dostoiévski venha a ser para mim o que Dante foi para Michelangelo”, declarava Max Beckmann ao editor Reinhard Piper há pouco mais de um século, em agosto de 1912. Não poderia ter resumido de forma mais sucinta o lugar de Dostoiévski no universo intelectual do Expressionismo alemão: mais que um escritor entre outros, o romancista russo viu-se elevado à condição de profeta, devisionário da era moderna – digno, portanto, do esforço de tradução imagética a que Beckmann alude.O marco inicial dessa ambição coletiva foi justamente, naquele ano de 1912, uma série de desenhos de Beckmann sobre Recordações da casa dos mortos. A partir daí, dezenas de nomes ligados ao Expressionismo alemão contribuíram seu quinhão, maior ou menor, para esse veio de criação visual: Beckmann, Kubin, Heckel, Segall, Möller, Burchartz são apenas alguns dentre os muitos que se empenharam em dar rosto ao Raskólnikov de Crime e castigo, ao príncipe Míchkin de O idiota, à pobre heroína de Uma criatura dócil ou à multidão de personagens de Os irmãos Karamázov.

Reunindo desenhos, gravuras e livros, a exposição Noites brancasapresenta algumas das peças-chave dessa tradição em preto e branco, que se estendeu da Munique da década de 1910 ao Rio de Janeiro de 1944 – ano em que a editora José Olympio empreendia a publicação em português das Obras completas de Dostoiévski, em volumes ilustrados por artistas como Oswaldo Goeldi e Axl Leskoschek, e assim escrevia o inesperado epílogo brasileiro dessa história alemã.

Samuel Titan Jr.
Curador

Mostra Dostoiévski no Cine Segall
Os irmãos Karamazov.
Comentário de Patydias & Soniassrj.
Baseado na obra homônima de Fyodor Dostoievski, "Os Irmãos Karamázov" é um excelente filme. Escrito e dirigido
pelo cineasta Richard Brooks, o filme, ambientado na Rússia do século XIX, trata da tragédia que se abate sobre a família de um homem opressor, autoritário. A história é considerada a obra-prima de Dostoievski. Com um roteiro bem construído, repleto de diálogos inteligentes, o filme mantém o espectador interessado até o fim. A fotografia de John Alton está irretocável, os figurinos coerentes com a época, além de uma ótima trilha sonora. Vários números de dança cigana são apresentados. No elenco, os maiores destaques são Lee J. Cobb, Albert Salmi, Maria Schell e Yul Brynner.
Crimes e Pecados.
Comentário de Rafael Vespasiano.
O segundo melhor filme de Woody Allen, para mim fica atrás só de "A Rosa Púrpura do Cairo", um roteiro incrível, que mostra todos os sentimentos torpes do ser humano: ódio, vingança, rancor, etc., e outras características inerentes ao ser humano, como: tristeza, alegria, depressão, etc.; o título do filme, "Crimes e Pecados" faz referência ao clássico da literatura russa, "Crime e Castigo"; um filme altamente reflexivo sobre a alma e a consciência humanas, com elenco afiadíssimo (destaques para Landau, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante e, Mia Farrow) e diálogos muito bem elaborados por Allen, que são a grande chave da eficácia dessa reflexão cinematográfica sobre a condição dos sentimentos e da alma humana! Uma frase marcante da obra-prima de Woody Allen "Crimes e Pecados"("Crimes and Misdemeanors", 1989) é "Somos a soma de nossas escolhas“.
O Idiota.
Comentário de Carlos Cardoso Aveline.
Outra obra-prima de Kurosawa é "O Idiota", filme baseado no romance de Dostoievsky. O fato único deste filme é a
descrição vívida de como é tratada a alma espiritual – Buddhi, o Cristo interno – quando ela aparece com toda força na sociedade materialista.  Totalmente destituído de astúcia pessoal ou de mecanismos de auto-defesa emocional, o príncipe que personaliza Cristo, ou Buddhi, é tratado como idiota e débil mental.  A narrativa contém um estudo sobre a impossibilidade de um grande instrutor viver na atmosfera psíquica média da atual humanidade. É um filme de valor teosófico inestimável. No entanto, o final da narrativa tem um peso emocional excessivo, que arrasta para baixo o filme como obra de arte. Kurosawa não quis fazer no filme um final alternativo, que pudesse ser  menos infeliz que o modo como culmina o romance de Dostoievski.
Noites Brancas.
Comentário de Ensaios Ababelados
Noites Brancas de Luchino Visconti é um dos meus filmes preferidos. Baseado no livro homônimo de Dostoievski, conta a história de Mario (Marcello Mastroianni), um jovem funcionário que foi transferido para a pequena cidade de Livorno. Lá, o personagem vive uma existência bastante solitária, pois não conhece ninguém além da família de seu chefe e da senhoria de sua pensão. Essa rotina, no entanto, é quebrada quando Mario se encontra com Natalia (Maria Schell), uma moça bela e triste que aguarda ansiosamente pelo retorno de um misterioso homem. Mario, é claro, se apaixona pela moça e ambos passam a se encontrar, noite após noite, compartilhando as dores dessa espera agonizante.
O filme, além de contar uma bela história de amor, é importante pela sua inovação estética. Como se sabe, Luchino Visconti foi o cineasta que produziu algumas das mais importantes obras daquilo que convencionalmente foi chamado de “neo-realismo” italiano. Em linhas muito gerais, esses filmes eram marcados pelo esforço de representar com fidelidade a degradação da realidade social italiana em decorrência da guerra. Esse efeito era alcançado por meio de certos procedimentos: filmagens em espaços abertos, sem a construção de cenários; utilização de atores amadores; a temática preferencial era aquela que atentava para os modos de vida das classes operárias.
Com Noites Brancas, Visconti abandona esses procedimentos. A fotografia do filme, sobretudo, rompe com a forma usual, não utilizando nenhuma tomada em espaço aberto. Tudo é feito dentro de um estúdio, no qual foi construída uma Livorno fantasiosa e onírica. A cidade emana um ar decadente e melancólico. Tudo é muito triste. Os efeitos de luz deixam as ruas e as construções com um leve ar irreal. O mais interessante é que o aspecto da cidade vai se transformando de acordo com os sentimentos dos personagens. Aquele aspecto sombrio e triste vai dando lugar a uma cidade mais jovem e alegre. As luzes ganham vida e a neve, que começa a cair apenas no final do filme, criam uma nova Livorno. É nesse momento que a dolorosa espera é suspensa e a felicidade não parece algo tão distante.
Por essa razão, alguém disse que a Livorno viscontiana é uma cidade metafísica, na qual a realidade está misturada com o sonho e com o desejo. Esse aspecto onírico consegue materializar o espírito dos personagens: solitários que precisam se abraçar com
força em seus próprios sonhos e desejos, aos quais a força da realidade é insuportável. É impossível não se comover com as lágrimas de Mastroianni. Lágrimas que trazem todo o peso da realidade, sempre mais forte que qualquer sonho ou desejo.
Partner.
Comentário de Ogata O’gara
Bernardo Bertolucci teve à capacidade de manusear uma obra cinematográfica, com excelentes diálogos, críticas à sociedade e ao próprio individuo, um roteiro filosófico expondo teorias do fetichismo de Marx, relacionando a  teoria de Freud, utilizando a dialética de Hegel, mostrando um pouco do cinema de Godard e contando com uma história à  Dostoiévski. O que falar desse filme ? Genial, obscuro, filosófico, confuso, niilista e principalmente inteligente.
 Roteiro extremamente crítico e bem elaborado, contando com um enredo “complicado” e uma excelente interpretação do ator principal(Pierre Clémenti). A interpretação pode vir como você quiser, mas é um filme com grande sentido, percepção e concepção.
Sendo um pouco pessoal, confesso que me apaixonei por essa obra. Ela expõe a teoria da alienação de Marx, o Fetichismo da mercadoria (cena dos detergentes), a dialética de Hegel, o método socrático( A indagação confusa em quase todo o filme), a teoria de Freud do Ego,Superego e ID, a questão da ontologia de Kant( Cena do qual ele fala à respeito do objeto), teoria da dupla personalidade, do instinto, e ainda por cima, conta com um conto de Dostoiévski. Uma trilha-sonora erudita, uma boa interpretação do ator e algumas frases, fazem com que esse filme esteja na minha lista de prediletos.
“Vamos tirar as máscaras!” – Teoria das máscaras. Criamos uma máscara diante da sociedade, por anseios às nossas necessidades e desejos.
“O teatro é uma das vias que conduzem o homem à realidade.”
“As coisas não são como nós vemos, nem como geralmente sentimos”- Teoria da crítica pura de Kant, teoria que pode ser vista também da dialética de Marx, ou em outra interpretação, Zizek com a visão em paralaxe.
“Porque?”
OBS: Deixei um pouco à “Grosso” modo à respeito das teorias filosóficas… (Propositalmente)
Nina.
Comentário de Marcelo Hessel
Parceria com outro destemido, o roteirista Marçal Aquino, Nina (2004) parte da mesma premissa do clássico russo. Nina (Guta Stresser, do humorístico global A grande família), como Raskolhnikov, vive num quarto insalubre com o pouco dinheiro tirado de empregos rasos. Não faz muito para mudar de vida, é verdade. Mas a vida também não faz por merecer. Tanto ela quanto ele se indignam, mesmo, com a fartura alheia. O russo assassinou uma velha rica a machadadas por causa disso – e ela nem havia lhe causado mal algum. Já Nina tem motivos vários para cair matando no pescoço de Dona Eulália (Myriam Muniz, excelente na caricatura que lhe cabe).
As diferenças começam aí. Não havia esse esboço de maniqueísmo no clássico. Dona Eulália, dona do apartamento onde Nina aluga um cômodo, ganha logo a antipatia do público por roubar-lhe as correspondências, escravizá-la com a limpeza doméstica, por negar-lhe comida até que receba o aluguel. O público toma imediatamente as dores de Nina, e isso periga comprometer a vocação crítica e imparcial do filme.
Dhalia atenua essas desvantagens com vigorosas opções estéticas. Nina pode ter poucos momentos de originalidade genuína – como a emblemática e genial passagem do cego, que inexiste no livro – mas as suas imagens são certamente memoráveis. Filmado nas locações capengas do centro da cidade, com objetos de cena reciclados ou "catados", o filme transpira sujeira. Transmite, assim, juntamente com as animações viscerais de Lourenço Mutarelli, mais emoção do que a limitada Guta Stresser é capaz.
Seria mais um produto da safra nacional tecnicamente impecável, mas inseguro na dramaturgia, se a porção final não reservasse gratas surpresas. No seu momento mais introspectivo, de tempos-mortos que traduzem o caos na cabeça de Nina, o filme consegue finalmente sair da sombra de Dostoievski. É, finalmente, a reinvenção prometida desde o começo. E não são precisas todas as horas que calcula Hitchcock.
O Grande Pecador.
Comentário de CCA
Com excelente reconstituição de época, roteiro inteligente e direção precisa de Siodmak, O Grande Pecador é um clássico fascinante.
Baseado no livro “O Jogador” do famoso escritor russo, Fyodor Dostoevsky, “O Grande Pecador” é um bom filme americano do final da década de 40. Roteirizado por Ladislas Fodor e Christopher Isherwood, e dirigido pelo cineasta alemão, Robert Siodmak, este filme da Metro-Goldwyn-Mayer apresenta uma história de sacrifício e redenção, procurando mostrar até onde pode chegar a vida de pessoas que se tornam viciadas compulsivas das mesas de jogo. A partir de um roteiro muito bem escrito, Siodmak realiza um grande trabalho de direção, mostrando mais uma vez o seu brilhante talento. Apenas o súbito final feliz, na última cena, me parece um pouco forçado, mas lamentavelmente não tive oportunidade de ler o livro. O compositor Bronislau Kaper, por sua vez, consegue
incorporar um bom número de clássicos em sua trilha sonora. O elenco é composto de atores de primeira linha como Gregory Peck, Ava Gardner, Melvyn Douglas, Ethel Barrymore, Agnes Moorehead, Walter Huston e Frank Morgan.
Pickpocket.
Comentário de
Rodrigo Carreiro
Curto e impactante, o filme ficou famoso pela longa seqüência que flagra Michel e mais dois parceiros batendo carteiras dentro de um trem. Coreografada e editada com precisão milimétrica por Bresson, a cena é uma verdadeira aula de como filmar de modo claro e objetivo, sem usar palavras, ações de difícil compreensão pelo espectador. Se filmada de modo errado, a técnica refinada de Michel poderia parecer forçada e artificial, e deixaria a platéia perdida, sem saber direito o que está vendo. Não é o caso: a seqüência é tão limpa que o espectador compreende de imediato como o protagonista está raciocinando, e o quanto sua técnica é brilhante.
É um balé cinematográfico de tirar o fôlego, e tão naturalista que a polícia francesa proibiu o filme durante dois anos, por medo que ladrões de verdade aprendessem a roubar apenas vendo a cena. Mesmo se “Pickpocket” não fosse maravilhoso, esta seqüência, sozinha, teria potencial suficiente para seduzir qualquer cinéfilo. Além de tudo, o final redentor, mesmo filmado com a habitual frieza de Bresson, é capaz de emocionar até uma pedra.
O francês Robert Bresson é um caso clássico de cineasta essencial, adorado por críticos e colegas de ofício, mas absolutamente ignorado pelo público comum. “Pickpocket – O Batedor de Carteiras” (França, 1959) é, junto com o polêmico “Diário de um Padre”, o filme mais conhecido e importante da carreira dele. Trata-se de uma obra desconcertante, que busca inspiração em Dostoievski e Camus para narrar uma história clássica de redenção, filmada de maneira gélida e completamente singular.
Em Bresson, a abordagem é tudo. O diretor era um homem profundamente católico, que seguia os ensinamentos de uma corrente religiosa chamada jansenismo. A doutrina prega a disciplina rígida de corpo e espírito para alcançar a iluminação, tendo semelhanças com o budismo. A partir de meados dos anos 1950, com a carreira já consolidada, Bresson se dedicou a transportar essa doutrina para o cinema. A operação revestiu os filmes dele de um rigor formal que poucos autores, antes ou depois, lograram conseguir. Uma vez que se conhece o estilo seco e objetivo de Bresson, é possível reconhecer um filme assinado por ele assistindo-se a apenas alguns minutos de projeção.
Algumas das regras de Bresson são semelhantes aos trabalhos do realismo italiano. O diretor francês não usava atores profissionais, e orientava todos os intérpretes a evitar expressões faciais, deixando o rosto sempre neutro, de forma que o espectador tivesse que prestar atenção aos sons e à composição visual para compreender a história. Os movimentos de câmera são raros, mas o diretor não era purista; se os italianos preferiam longas tomadas sem cortes, filmadas à distância, Bresson preferia uma narrativa mais ágil, com muitos planos fechados em partes do corpo e objetos. A soma de tudo isso gerou um estilo único. A habilidade do autor para contar a história fica evidente, mas há uma recusa muito nítida de atribuir significados emocionais – raiva, dor, ciúme, paixão – a ações dos personagens. Por isso, os filmes de Bresson passam à platéia uma sensação de distanciamento. A narrativa é sempre gélida, impessoal, contida ao máximo. Como era exatamente este o efeito pretendido pelo cineasta, é fácil afirmar que Bresson dominava perfeitamente a gramática do cinema. Ele podia não usá-la do mesmo modo que outros  diretores – de certa forma, Bresson é o oposto de Samuel Fuller, para quem tudo o que importa no cinema é  “emoção” – mas entendia-a perfeitamente.
Confira abaixo os horários das sessões:
Como chegar:

Cine Segall

meu pe de laranja lima

Meu pé de laranja lima
De Marcos Bernstein
Horário: 17h10
Elenco: João Guilherme Ávila, José Abreu, Caco
Ciocler.
Sinopse: Zezé (João Guilherme de Ávila) é um garoto de oito anos que,
apesar de levado, tem um bom coração. Ele leva uma vida bem modesta, devido ao fato de que seu pai está desempregado há bastante tempo, e tem o costume de ter longas conversas com um pé de laranja lima que fica no quintal de sua casa. Até que, um dia, conhece Portuga (José de Abreu), um senhor que passa a ajudá-lo e logo se torna seu melhor amigo.

Ficção /Brasil / 2013 / 100 minutos /
Livre

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Anna Karenina
De Joe Wright
Horário: 19h30
Elenco: Keira Knightley, Jude Law, Aaron
Taylor-Johnson
Sinopse: Século XIX. Anna Karenina (Keira Knightley) é casada
com Alexei Karenin (Jude Law), um rico funcionário do governo. Ao viajar para
consolar a cunhada, que vive uma crise no casamento devido à infidelidade do
marido, ela conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson), que passa a cortejá-la.
Apesar da atração que sente, Anna o repele e decide voltar para sua cidade.
Entretanto, Vronsky a encontra na estação do trem, onde confessa seu amor. Anna resolve se separar de Karenin, só que o marido se recusa a lhe conceder o divórcio e ainda a impede de ver o filho deles.

Drama / Inglaterra / 2012
/ 131 min / 14 anos