Autorretrato na Oficina de Fotografia

Com o tema de autorretrato, alunos da Oficina de Fotografia realizaram um dia de Portas Abertas, encerrando as atividades do ano. O evento interativo ocorreu no terceiro andar do Colégio com direito a vídeos, imagens impressas, estúdio fotográfico e apresentação no espaço do Studio 268.

aluna Helena Meirelles de Freitas

aluna Helena Meirelles de Freitas

A Oficina de Fotografia, idealizada pelo professor de Ciências e CPG, Waldir Hernandes, e desenvolvida com alunos do 8.o ano do Ensino Fundamental, ocorre há cinco anos no Colégio vinculada à disciplina de CPG, com o objetivo de discutir, por meio de fotografias, temas da adolescência.

aluno Nicholas Ladeira Bochio

aluno Nicholas Ladeira Bochio

Para o dia de “portas abertas” deste ano, a ideia foi refletir sobre a forma como desejamos ser vistos na sociedade e como as pessoas realmente nos enxergam. Para isso, os convidados foram caracterizados de Frida Kahlo ou Charles Chaplin, considerados pelo grupo como pessoas que souberam se expressar no mundo. Assim, todos foram fotografados e produzidos pelos alunos.

aluna Maria Silveira Réa

aluna Maria Silveira Réa

O professor Waldir explica que, durante todas as dinâmicas realizadas ao longo do ano, o aluno aprendeu a educar o próprio olhar. “Quando o jovem, por meio da lente, passa a enxergar o mundo, é algo transformador”, explicou ele.

aluno João Paulo Nascimento Silva

aluno João Paulo Nascimento Silva

“Eu pude aprender algumas técnicas de fotografia como exposição de luz e contraste. Pude aperfeiçoar a forma como quero me expressar no mundo e como quero ser visto por outras pessoas. Aprendi que posso mostrar como eu sou através de uma simples foto”, disse o aluno Nicholas Bochio, do 8.o ano do Ensino Fundamental.

fotografia1

(da esquerda para a direita) alunos Mariana Lisboa, Luís de Paula, Isadora Sales e Helena Meirelles

Durante o ano, junto ao professor Waldir, os alunos foram auxiliados por Denise Nonoya, psicodramatista, Stefano Alcântara, da Resource IT Solutions e por monitores – alunos que participaram da Oficina em outros anos.

Oficina de Fotografia tem corpo e liberdade como tema

Os alunos aprovados no processo seletivo da Oficina de Fotografia tiveram a oportunidade de discutir a respeito da adolescência por meio de imagens. A Oficina tem duração de um ano e, em sua sexta edição, o tema central explorado pelos alunos foi “Meu Corpo, Minhas Regras”. O projeto busca cultivar o desenvolvimento de relações mais respeitosas e, dessa forma, aprimorar o clima escolar.

fotografia4

 

Os jovens são desafiados a produzirem imagens em diferentes situações, atuando ora como modelo, ora como fotógrafo. Além do psicodrama, ocorrem atividades tais como leitura de poesias, montagem de mini estúdios, grupos focais e trabalhos com artes plásticas.

fotografia2

 

A partir de um estudo dos aspectos de um editorial e técnicas relacionadas a fotografias de moda, os estudantes produziram seus próprios editoriais de moda. Ademais, ao final deste projeto, os integrantes foram certificados como jovens fotógrafos.

fotografia3

Ao final do ano, cada um dos grupos de alunos expôs seu editorial em uma passarela-palco de 30 metros de comprimento. Pais e até alunos de outras escolas vieram ao Bandeirantes para esta apresentação.

fotografia6

“Acredito que Oficina cumpre seu papel de auxiliar os estudantes na reavaliação do papel do adolescente na contemporaneidade. Além disso, buscamos desenvolver um olhar para o universo imagético que faz o adolescente repensar posturas assumidas frente a assuntos tratados polêmicos. Por fim, vale ressaltar que a realização da Oficina foi pauta do Congresso de Psicodrama de 2016 ”, finalizou o coordenador Waldir Hernandes.

Oficina de fotografia se encerra com “portas abertas”

Os alunos 8.o ano e 9.o ano da oficina de fotografia, curso optativo oferecido pelo professor Waldir Hernandes, fizeram um “dia de portas abertas” para pais e colegas, como encerramento do curso. Este ano foi a 5.a edição da atividade, que propõe abordar temas da adolescência através da expressão artística.img_20150930_113042866_21812331956_o

A ideia do evento foi trazer pessoas de fora do curso para vivenciá-lo, incluindo encenações, projeções de vídeo e exercícios de fotografia conduzidos pelos jovens fotógrafos. Dentre a programação, foram abordados assuntos como homossexualidade e bullying por meio de um psicodrama dirigido pela professora Rosiani Telles e apoio da professora Beatriz Cury.

20150902_113842_22288014701_o

“O encerramento dá transparência ao projeto e também proporciona uma reflexão para os pais sobre temas da adolescência”, contou Waldir. “Foi bom ver os alunos interagindo com seus convidados de um jeito mais íntimo, dentro da nossa escola, que é, de fato, o espaço deles, pertence a eles”, completou.

foto11-giovana_22289481045_o

A oficina se mostrou importante para os alunos criarem uma nova perspectiva sobre o cotidiano deles e também possibilitou que eles expressassem ideias de maneiras diferentes. Foi o caso da aluna Ana Beatriz Drewanz, do 9.o ano, que declarou: “A oficina mudou meu olhar para o mundo, tanto na forma de fazer fotos quanto no modo de perceber as pessoas ao meu redor. Isso porque na Oficina exploramos nossos medos e outras situações pelas quais passamos. No caso do bullying, percebemos que tanto quem faz quanto quem sofre estão sofrendo e precisam de atenção”.

22118347659_7389b14746_oOs estudantes Lucas Fugita e Vitória Olyntho, do 8.o ano, também deram depoimentos após a atividade. “Na nossa idade passamos por inúmeras experiências que podem nos tocar. A Oficina ajuda a lidar com questões essenciais para o desenvolvimento do adolescente, mostrando como essa fase da vida é importante. Isso ajuda a lidar com temas delicados.

22142474804_6a2e63173e_o

A Oficina é capaz de mudar nossa forma de ver a vida”, afirmou Lucas. “O dia a dia da Oficina faz com que olhamos o mundo com outras perspectivas, colocando-me no lugar dos outros e compartilhando ideias. Dessa forma, consegui lidar melhor com os conflitos do dia a dia”, completou Vitória.

As inscrições para a Oficina 2016 irão ocorrer do dia 15 a 17 de fevereiro.

Professores visitam Bienal de Veneza

O Coordenador de Artes, Filosofia e Sociologia, João Régis Lima, e o professor de Artes, Pedro Leão, foram à 56.a edição da Bienal de Veneza, enviados pelo Bandeirantes. O evento é considerado o maior, mais antigo e mais importante, dentre as Bienais de Arte do Mundo e completou 120 anos em 2015.

Professores Pedro e Régis

A exposição era dividida em temas como “O jardim do Caos”, “Ao vivo: em Duração Épica” e “Lendo o Capital”, que traziam questões muito atuais da sociedade sob a ótica da arte. “A Bienal de Veneza é uma grande vitrine da produção artística contemporânea. Estar no evento é estar em contato com o que há de mais representativo surgindo agora”, contou Régis.

Dentre as obras expostas, uma que chamou a atenção dos dois professores foi a Rêvolution, no pavilhão francês. A instalação consistia em árvores acopladas a um sistema da rodas, que se moviam de acordo com a luz do local e o fluxo de seiva da planta. Além disso, o fluxo de seiva também compunha uma produção de som no pavilhão. “Esse projeto é muito interessante porque tem todo o espírito do STEAM e mostra muito bem como uma obra pode ter um caráter científico e poético”, declarou o Coordenador. “É a junção da estética com tecnologia, razão e subjetividade”, completou Pedro.

Para os professores, a presença na Bienal se faz importante em diversos aspectos, como por exemplo, a atualização do currículo de Artes. “Essas exposições nos fazem pensar em como ensinar Artes para além do conteúdo, chama para o desafio de ir para o lado da produção”, afirmou o professor.

Além disso, a Bienal traz assuntos que podem ser debatidos em outras disciplinas, como explica o Coordenador Régis: “Muitas obras que estavam na Bienal poderão ser utilizadas como provocação para levantar discussões no curso de Filosofia e de Sociologia, porque a arte também reflete questões políticas e sociais”.

Drácula sob novas perspectivas

Em homenagem ao Halloween, o professor Pedro Leão, de Artes, realizou uma palestra aberta a todos os alunos sobre o icônico Drácula. A apresentação contou com vídeos filmados por ele na Romênia e encenações interpretadas por ele e pelo aluno Leonardo Milani, da 1.a série.

12271492_1104136069605753_749170145_o

Este foi o 2.o ano consecutivo em que a palestra aconteceu e reuniu estudantes principalmente do 9.o ano. A ideia de realizar a atividade veio a partir dos estudos e pesquisa do famoso príncipe Romeno, que acabou por virar personagem de Bram Stoker, que o professor de artes fez durante seu mestrado na Inglaterra. “ Eu viajei para a Romênia, fui procurar os castelos dele e fiz uns vídeos sobre essa viagem”, contou Pedro. “Eu brinco até que eu fiz um mestrado em artes e outro em Drácula”, comentou.

12315048_1104136059605754_872743886_o

O evento trouxe diferentes perspectivas tanto sobre o príncipe, que de fato existiu, quanto do vampiro criado pela Literatura. Nas falas, vídeos e interpretações do professor, foi abordado Artes, História, Geografia e Português. “ Isso gerou um interesse muito bom nos alunos, ficou um formato divertido para eles assimilarem um conhecimento”, declarou Pedro.

12299482_1104136066272420_1689756284_o

A expectativa é que todos os anos ocorra uma palestra relacionada ao Halloween para lembrar esta data, que segundo o professor pode ser muito explorada pelas Artes. Entre as sugestões dadas pelos alunos para as próximas edições estão o Frankenstein, personagem de Mary Shelley, e Zumbis.

Arte em coletivo

Alunos do 7.o ano, sob a mentoria do professor de artes, Pedro Leão realizaram uma intervenção artística no Colégio durante o horário de aula. Com a proposta de realizar uma atividade baseada no coletivo, os estudantes do 7E fizeram uma caminhada pelo Band.

IMG_7948 A ação fez parte de um projeto trabalhado em todos os 7.os sobre comunidades indígenas e a vivência em coletividade. Os alunos tinham, então, que pensar e executar uma atividade que focasse no coletivo que, no caso, era a sala de aula. Diante de tal proposta, Mariana Harada, do 7.o E sugeriu a realização de uma festa e um desfile da sala. “Eu achei uma ideia muito interessante e a classe gostou muito, então a gente decidiu fazer”, contou Leão.

IMG_7946Assim, no dia em que seria a avaliação dos projetos, a sala se reuniu no HUB para uma festa em que cada aluno trouxe uma contribuição e depois organizaram a saída, todos juntos. Com os rostos pintados e com um som baixo (para também não incomodar os outros estudantes que estavam em aula), a turma circulou pelo pátio e salas do Colégio. Coordenados pelo professor, em alguns momentos eles paravam e gritavam “7E” e continuavam caminhando.
IMG_7943_1

“A gente gostou bastante do resultado, apesar de ter criado uma dificuldade para planejar, já que foi na aula que seria de avaliação”, afirmou Pedro. “ É bom para eles perceberem que, se eles tiverem uma boa ideia, bem desenvolvida e apresentada como projeto, eu, professor, tenho capacidade de modificar a minha aula para encaixar o plano deles”, completou.

Mural do pátio está de cara nova

Dando início a 2015 com novo visual, o mural do pátio do Colégio foi repintado por alunos e professores de Artes. Durante todo o ano de 2014, o professor de Artes Pedro Leão e alunos voluntários das 1.as e 2.as séries participantes do curso de pintura trabalharam intensivamente no projeto.

painel5

Com apoio da Direção para a repintura, os estudantes e professores dividiram o projeto em duas partes: uma no primeiro semestre de 2014 e outra no segundo.

painel1

Como inspiração, o grupo buscou referências artísticas que se relacionavam com a questão da identidade dos alunos.

painel2

Entre elas, estavam os grupos britânicos Pink Floyd e The Beatles, que no mural tiveram seus álbuns “Another Brick In The Wall” e “Abbey Road” resignificados.

painel3

“O processo foi bem orgânico porque as decisões e ações aconteciam naturalmente”, contou Pedro Leão. “Todos os alunos participaram ativamente e, mesmo nas férias de julho, me perguntavam se poderiam ajudar de alguma forma”, completou.

Confira a galeria de imagens clicando aqui.

Aula de Inglês com toque de Artes

Valorizando o conhecimento como um elemento único e indivisível, os alunos das 2.as séries de Humanas tiveram uma aula com base na interdisciplinaridade entre Língua Inglesa e Artes. A professora de Inglês Sandra Braid  extrapolou a já conhecida aula teórica com base na histórias de pintores  – este ano os alunos partiram para a prática.

ingleseartes1

Com a ajuda do professor Pedro Leão, de Artes, os estudantes se aprofundaram na história do pintor Van Gogh, além de obras inspiradas por ele.

ingleseartes2

A música “Starry, Starry Night” de Don McLean, por exemplo, homenageia a obra Noite Estrelada do pintor neerlandês. Em um segundo momento,  puderam expressar a sua percepção das obras vistas por meio da pintura.

ingleseartes3

“Exploramos diversas técnicas de forma muito rápida e despojada – nos revezamos entre as quatro estações”, contou o professor Pedro. A aluna Amanda Sanches acha extremamente necessária encontros desse tipo. “Foi um momento felicidade para todos. Acho que essa atmosfera foi a parte mais legal”, relatou.

ingleseartes4

A professora Sandra Braid acredita que esse tipo de encontro revigora as aulas e deixa o clima muito descontraído. “É muito bom sair da rotina porque os alunos vivenciam a língua de outra forma”, comentou. “Este tipo de aula só foi possível devido ao espaço HUB”, completou.

Para conferir a galeria de imagens, clique aqui.

Releituras estéticas da Barbie, instalação fotográfica e livro de fotografias são produtos da Oficina de Fotografia.

RENATA FUKE_640074_assignsubmission_file_RENATAFUKE_IMG_0057_TRATADAInstigadas a desenvolverem seu olhar para produção fotográfica, as alunas da Oficina de Fotografia expõem releituras estéticas da boneca Barbie, montam uma instalação com imagens e produzem um livro de fotografias. Esta foi a 2ª Edição da Oficina de Fotografia do Colégio Bandeirantes, coordenada pelo professor Waldir Hernandes, que tem como principal objetivo discutir a adolescência por meio da linguagem fotográfica. Durante o ano, os participantes realizam sessões de fotos em um estúdio fotográfico profissional, atuando como modelos, fotógrafos e como produtores de fotografia.

JULIANACHOI_IMG_1786_TRATADA

Além disso, são desenvolvidas sessões de psicodrama, grupo focal e outras atividades. A edição deste ano contou com 20 alunas: Bianca Pinto, Clara Hirata, Giovana Rodrigues, Marina Maestre, Anna Drewanz, Beatriz De Marchi, Giovana Lima, Julia Bulhões, Marina Oliveira, Gabriela Baena, Erika Medeiros, Amanda Nakadaira, Beatriz Kosmiskas, Isabela Maria Clara, Sofia Alves, Clara Barelli, Juliana Choi, Mariana Boger, Renata Fuke e Melissa Lie Tsuzuki.

ANNABEATRIZDREWANZIMG_1709

A exposição reúne 6 vitrines com releituras estéticas da boneca Barbie e uma instalação com imagens das atividades desenvolvidas. Além disso, cada aluna recebeu um livro de fotografias.

IMG_6331

A professora de Artes Claudia Ayoub, responsável pela instalação de imagens, comentou: “A ideia era falar sobre o conhecimento em rede, do labirinto da identidade, que caracteriza a Oficina de Fotografia”.

ANNABEATRIZDREWANZIMG_1714[1]

“Como nosso grupo só teve meninas, decidimos fazer o trabalho sobre adolescência utilizando a Barbie para discutir sobre os padrões de beleza”, comentou a estudante Amanda Nakadaira.

IMG_6332

“De acordo com essa concepção de projeto, os participantes decidem os caminhos a serem percorridos. Dessa forma, não teremos nunca os mesmos produtos. Isso garante a grande riqueza de ideias ao longo dos anos de trabalho em uma Oficina”, comentou o professor Waldir.

IMG_6333

O trabalho foi apresentado aos pais e outros convidados dos participantes da Oficina, onde o tema adolescência foi discutido. “Essa discussão é importante pois auxilia na administração de conflitos do dia a dia”, explica o professor Waldir.

Estudantes realizam instalação cooperativa

Movimentando os corredores do Colégio, os alunos dos 6.os anos, orientados pelos professores Pedro Leão e Paula Moraes, realizaram uma instalação que contou com a cooperação do grupo. A atividade consiste na apropriação do espaço por meio da manipulação de objetos.

IMG_2738

Durante a aula, eles construíram uma teia, ou rede, a partir de barbante. “Este é um tipo de arte que o material continua o mesmo, mas tem o significado alterado dependendo de onde for colocado”, explicou Pedro Leão. Por isso, após a construção da teia, os alunos tiveram de leva-la da sala de aula para o pátio.

IMG_2745

No percurso do transporte, os estudantes, emaranhados, deveriam trabalhar em conjunto e se organizar para superar os desafios do caminho. “Eles gostaram muito do efeito dessa teia e o fato de eles estarem conectados entre si”, contou Pedro.

IMG_2766

“Foi muito legal porque a gente interage e não fica só dentro da sala de aula”, comentou a aluna Luísa Shida. “O que achei mais interessante da atividade de instalação é que não conseguimos mudar a forma dela, mesmo que a gente tentasse”, completou.

IMG_2735

“Nessas atividades, além do conceito da arte, trabalhamos a questão do respeito com o outro. Por exemplo, se alguém puxasse um lado, desmancharia o outro; e também foram trabalhadas a necessidade de organização e a coordenação”, comentou a professora Paula.