O Band e a Estética

Para quem, ano após ano, flana por corredores, salas de aula, pátios e áreas comuns do Band, é impossível não notar: o Colégio está cada dia mais bonito. E trata-se não de uma beleza meramente contemplativa, mas de um propósito estético que se encaixa com o próprio projeto educativo da instituição. “Trata-se de um grande projeto estético; aprendemos com o tempo: o Colégio precisa ser bonito, respirar arte. E, aos poucos estamos transformando cada ambiente do Bandeirantes”, explica Mauro de Salles Aguiar, diretor-presidente.

Desde o ano passado, por exemplo, o primeiro contato visual do visitante com o Colégio é a obra “A Fuga do Amarelo no Campo Azul”, do artista baiano Emanoel Araújo. Esta, junto com mais uma escultura e uma gravura feita especialmente para o Band, dão boas vindas a alunos, pais e funcionários. “A escolha do Emanoel é proposital. Além de grande amigo nosso ele é um dos maiores artistas brasileiros contemporâneos“, define Mauro.

As reformas anuais dos ambientes do Band também fazem parte desse projeto maior. Sob a direção do arquiteto e ex-aluno João Carlos Cauduro, o centro Administrativo, a Sala dos Professores , dentre outros espaços, vão ganhando nova roupagem. Para 2013, será o quarto andar que passará por uma reforma radical. “Buscamos espaços modernos, arejados, leves e que estejam sintonizados com uma educação moderna; por isso é um trabalho minucioso e sem pressa – não é simples, sobretudo quando pensamos nas bibliotecas e laboratórios”, acredita Mauro Aguiar.

Segundo ele, as experiências em escolas européias, americanas, além das brasileiras Santa Cruz e Porto Seguro, são as principais inspirações para as transformações estéticas que acontecem no Colégio. “Em breve, uma incrível inovação, que envolve arte e tecnologia, vai enriquecer a experiência daqueles que caminharem pelo pátio”, adianta o diretor, deixando todos muito curiosos.

Bienal: Encontro de Arte Contemporânea

O Educativo da Bienal, em parceria com o Colégio Bandeirantes, tem o prazer de convidá-lo para o Encontro de Arte Contemporânea.

Esse Encontro tem como principal objetivo refletir e discutir aspectos da contemporaneidade e os caminhos da arte contemporânea. Esta é também uma oportunidade de debater sobre o ensino da arte.

Data do Encontro: 21 de março de 2012

Horário:
 das 19h às 22h

Local: ColégioBandeirantes | Rua Estela, 268 São Paulo -SP

Clique aqui para realizar sua inscrição para o Encontro de Arte Contemporânea.

O número de participantes fica limitado ao preenchimento da sala. Caso não possa comparecer, nos avise com antecedência, para que possamos liberar a vaga para demais interessados.

O tempo e a arte na 54ª Bienal de Veneza

A Bienal de Veneza é a mais tradicional e uma das mais importantes exposições de arte do mundo. Nela, estão reunidas artistas de diversas partes do mundo, com trabalhos vanguardistas que chamam a atenção de centenas de milhares de visitantes. Entre esses visitantes, o professor de Filosofia e História da Arte do Band, João Regis Lima.

A experiência em Veneza foi tão enriquecedora para o professor que ele decidiu não restringir suas impressões aos alunos do curso optativo do 2º ano. Depois de organizar fotos e outros registros, o professor convida alunos, pais e professores para uma palestra sobre a Bienal, que homenageou o pintor maneirista Tintoretto e fez com que as obras de arte dialogassem com a cidade.

Vivendo a arte em Veneza

A mais tradicional e conhecida exposição de arte do mundo está acontecendo entre os dias 04 de junho e 27 de novembro. E quem esteve em Veneza para acompanhar 54ª edição da Bienal foi o professor de Biologia e História da Arte do Band, João E. Regis Lima – enviado pelo Colégio.

O evento acontece desde o século XIX e já foi visitado por 150 mil pessoas nos últimos três meses. Dividida em dois grandes espaços, Giardini e Arsenal, a exposição prestou uma homenagem ao pintor maneirista Tintoretto, escolha muito elogiada por Regis. “O Tintoretto era veneziano e a atitude dos maneiristas tem muito a ver com essa intenção transgressora da arte contemporânea.” O professor teve a oportunidade de ver ao vivo obras do artista como O roubo do corpo de São Marcos, Criação dos animais e A Última Ceia.

Nos Giardini localizam-se os pavilhões nacionais, uma marca da Bienal de Veneza. Artistas expõem suas obras em grandes casarões, exclusivos para cada país. Muitos criticam essa área de exposição por sua rigidez formal, que limita as possibilidades criativas. Regis conta que essas polêmicas são vistas de outra forma por quem participa da exposição. “Em um dia marcado, por exemplo, os visitantes podem fazer intervenções – grafites, inscrições nas paredes – e alguns deles autorizam que suas próprias obras recebam tais intervenções. É algo muito interessante de se presenciar”, contou .

Participar das Bienais, muitas vezes é a única forma de conhecer novos artistas, como a ucraniana Oksana Mas, cujo trabalho com ovos de madeira pintados que, juntos, formam grandes painéis, impressionou muito o Regis. “Cada obra e cada artista rende uma infinidade de interpretações e novas formas de apreciar a arte. Poderia dar uma aula inteira baseada em uma só composição”, conta o professor cheio de ideias, que irá promover um encontro com os pais no mês de outubro para dividir as experiências da Bienal de Veneza.