Conheça o Acervo do MAM em sua Casa

O Museu de Arte Moderna de São Paulo disponibilizou seu Acervo de mais de cinco mil obras para pesquisadores e interessados em geral. Para acessar as obras da coleção basta digitar o link: http://www.mam.org.br/acervo/

Faça uma visita virtual pela colação do MAM e aprenda mais sobre arte.

As buscas podem ser feitas por artista, título da

Always: of any I to! Much viagra price borrow cream this being you diminish.

obra ou por imagens.

Exemplo:

aldo

BONADEI, ALDO
Título: Núcleo
1945
Pintura
óleo sobre tela
69,3 x 48,8 cm
Doação Carlo Tamagni
Número do tombo: 10

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Programação do Cine Segall

amor
Amor

De Michael Haneke

Horário: 17h00

Elenco: Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert
Sinopse: Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) são um casal de aposentados, que costumava dar aulas de música. Eles têm uma filha musicista que vive com a família em um país estrangeiro. Certo dia, Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. O casal de idosos passa por graves obstáculos, que colocarão o seu amor em teste.

DRAMA | FRANÇA | 2013 | 127 min | 14 anos

domestica

Doméstica
De Gabriel Mascaro

Horário: 19h20

Sinopse: Sete adolescentes assumem a missão de registrar por uma semana a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. Entre o choque da intimidade, as relações de poder e a performance do cotidiano, o filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar e se transforma num potente ensaio sobre afeto e trabalho.

DOCUMENTÁRIO | BRASIL | 2013 | 75 minutos | 10 anos

Como Chegar

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Maiores informações pelo site: http://www.museusegall.org.br

Mural de Grafite

Alunos do Ensino Médio descobrem o Mural

Alunos do Ensino Médio descobrem o Mural

Desde o início de maio, estão ativos os dois Murais de Grafite, iniciativa do Departamento de Artes, inaugurados pelo prof. Pedro Leão e pelo assistente Danilo Chamas no pátio do colégio, perto das salas BS1 e BS2. Diz o professor Pedro: a ideia do mural veio da minha experiência como aluno do Band, em uma época anterior ao Projeto Sala Limpa. Percebendo que o pessoal da limpeza limpava as mesas das salas uma vez por semana (aos sábados, na época), eu comecei a fazer desenhos elaborados e detalhados na mesa que eu ocupava todo dia. Tratava-se de um exercício com dupla finalidade: primeiro, porque exercitava a paciência e a dedicação a um único desenho, durante um longo período de tempo (uma semana já era uma eternidade para a minha geração…), o que levava a um desenho detalhado e de qualidade muito superior ao desenho imediatista; segundo, porque exercitava o desprendimento, já que eu sabia que aquele desenho deixaria de existir no fim de semana. Hoje, claro, as câmeras de celular tornam esse segundo ponto meio obsoleto. Ainda assim, eu lembrava com carinho desse meu exercício semanal de desenho, e resolvi propor os Murais como um jeito de incentivar uma prática similar na comunidade do Band. Similar, porém não idêntica, já que eu concordo (e MUITO) com o Projeto Sala Limpa, então realmente não seria adequado incentivar as turmas a desenharem nas mesas.

As boas ideias normalmente são ideias simples. E esta era bem simples e barata de implementar. Depois de uma breve pesquisa do tipo de fórmica adequada (precisava ter a textura certa para pegar o grafite, porém ainda ser fácil de limpar) e do preço para comprar e instalar as chapas, submetemos a ideia para a aprovação da diretoria do colégio, que prontamente a aprovou. As chapas foram instaladas na última semana de provas do primeiro bimestre, e os lápis de grafite integral (sem a parte de madeira) comprados na semana seguinte. O nome do projeto permaneceu como Mural de Grafite, com o intuito de lembrar tanto a arte de rua feita em paredes da cidade, quanto o material  que ficaria disponível para usar nestes nossos murais.

O primeiro dia do Mural de Grafite já provou que a iniciativa tinha sido um sucesso. Alunos do Ensino Fundamental e Médio cobriram as duas chapas não só com desenhos que mostravam sua expressividade pessoal, mas também com frases que mostravam sua aprovação por este e outros projetos do colégio, como por exemplo o Bixorantinos (fanzine dos alunos do Projeto Idade Mídia). Enquanto eu desenhava, quis incentiva-los a explorar as possibilidades desse tipo de desenho, a ver que o grafite podia ser espalhado com o dedo para fazer sombreados, ou apagado em partes com borracha para fazer pontos de luz. Eu mesmo ando pensando em como fazer um stencil com o grafite.

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Resultados do primeiro dia do Mural

No final desse primeiro dia, já pude perceber alguns efeitos curiosos surgindo. Danilo veio me contar como, enquanto ele desenhava, outros alunos haviam começado junto. Um deles comentou que não ia fazer um desenho tão grande, para deixar espaço para as outras pessoas desenharem. Outros desenhistas do Mural foram menos altruístas, passando por cima dos desenhos já feitos ou apagando algumas partes para poder incluir a sua participação. Eu achei essa dinâmica inicial interessante, porque me lembrava do código de conduta de grafiteiros e pixadores nas ruas da cidade, segundo o qual não era “educado” passar por cima da obra de outros artistas: “atropelou, é toy”, diziam eles (atropelar sendo o termo para passar por cima do desenho, e toy a denominação de um grafiteiro iniciante, irresponsável e mal educado). Imagino que essas regras de conduta ainda surgirão com o passar do tempo. Eu mesmo não quero impor nada desse tipo, para deixar a coisa fluir naturalmente enquanto os próprios alunos pensam no que vale a pena e o que não é muito legal, pensam na linguagem desse meio e na visibilidade que suas mensagens terão.

É preciso, no entanto, colocar algumas poucas regras para garantir que a brincadeira continue:

• Apenas grafite será permitido por enquanto (a maioria dos materiais coloridos pode até ser apagada, mas deixa manchas que são muito difíceis de remover)
• Os lápis de grafite integral devem ser devolvidos para as cestas nas laterais das colunas, para que outros possam usar

E você? Já foi lá grafitar?

11ª Semana de Museus 2013

A décima primeira Semana de Museus, evento promovido anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio), acontecerá entre os dias 13 e 19 de maio, e tem por objetivo mobilizar os museus brasileiros com programações em torno do tema:
Museus (Memória + Criatividade) = Mudança Social.
Programação do Museu:
17/05 | sexta-feira, das 9h00 às 13h00 Lasar Segall – Processo criativo em cinco temas Curso para professores – distribuição material educativo do Museu Lasar Segall. Local: Auditório Paulo Emílio Salles Gomes Público Alvo: Educadores de museus, professores e interessados em geral. v 17/05 | sexta-feira, das 14h00 às 18h00 Lasar Segall – Processo criativo em cinco temas Curso para professores – distribuição material educativo do Museu Lasar Segall. Local: Auditório Paulo Emílio Salles Gomes Público Alvo: Educadores de museus, professores e interessados em geral.
18/05 | sábado, das 10h00 às 13h00 Encontro de Arte Moderna e Contemporânea. O Museu Lasar Segall e a Bienal de SP foram convidadas para um debate sobre Arte Moderna e Contemporânea oferecido pela Bienal de São Paulo, com mediação de educadores do Museu Lasar Segall Local: Auditório Paulo Emílio Salles Gomes Público Alvo: Educadores de museus e instituições culturais
18/05 | sábado das 15h00 às 17h00 Cara de quintal Ações para a criança pequena, com objetos para experimentações e brincadeiras Público Alvo: bebês, crianças, jovens e adultos com vínculos familiares e de amizade
Acesse aqui a programação nacional clicando aqui.

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Romantismo no MASP

O melhor de ser professor é que você acaba aprendendo muito para poder ensinar, e desenvolve um olhar mais detalhado sobre coisas que normalmente passariam mais superficialmente. No ano passado, fui com alunos do Ensino Médio para a exposição sobre o Impressionismo no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro da cidade. Aprendi muito mais do que ensinei, e saí com uma visão BEM diferente e muito mais madura do que tinha sido o movimento, o que levou os pintores a fazerem obras daquele jeito e como os artistas seguintes se apropriaram dessa linguagem. Nesse ano, pensando em fazer o mesmo, fui dar uma olhada inicial na exposição do MASP sobre o Romantismo.

Como falar para alunos do Band sobre o Romantismo?

 

Catedral de Salisbury Vista do Jardim do Bispopor John Constable

Pode-se falar das questões formais que fazem uma pintura romântica: como o tom escuro da vegetação às margens do quadro isola o espectador do mundo real, fazendo-o atravessar  por um buraco na mata em penumbra para visualizar um pôr do sol perfeito e brilhante atrás de uma catedral esfumaçada pela perspectiva atmosférica. Falar disso é falar de como nós, espectadores do quadro, estamos colocados nessa mata fechada que pode representar um monte de coisas: uma vida difícil, sufocante como mata fechada; uma escuridão fria que representa a falta de razão, de sentimento. Enfim, a vida real é tediosa, difícil e fria; é isso que os românticos dizem. E criam até um termo para isso: a vida é cheia de spleen.  O quadro romântico fala da possibilidade de encontrar uma abertura por entre essas folhagens escuras e modorrentas, para visualizar aquele pôr do sol quentinho, brilhante e colorido, representando sensações positivas e êxtase, como se a vida pudesse ser melhor, mais interessante e plena. O pôr do sol surge por trás de uma catedral perfeita, representando o acalanto da fé e da civilização, que são vistas como fonte desses sentimentos positivos. Porém o quadro também tem um elemento pessimista, já que a catedral e o pôr do sol estão muito além da floresta negra em que nos encontramos, fora do alcance. A distância é tanta que os contornos da catedral ficam azulados e perdem a nitidez. A composição é um jogo de seduzir este ser da floresta com esses confortos e segurança, e ao mesmo tempo lhe negar o acesso.

A maioria dos quadros do Romantismo têm essa configuração de ambiguidades: o escuro e a luz, o selvagem e a civilização, o violento e o seguro, o arrebatamento e a razão. E a grande brincadeira do Romantismo vai ser criar tamanha tensão entre essas duas coisas, entre seduzir e negar, que o espectador vai ter medo de quando essa tensão for satisfeita. Medo de ter aquela sensação de “ué, depois de toda essa antecipação, era só isso?”. Medo de que a ideia que ele criou do êxtase seja muito maior do que o êxtase em si. E o resultado é que boa parte dos Românticos vai preferir a idealização à realidade.

Mas e daí? Falar para meus alunos sobre estes aspectos visuais do Romantismo faria com que eles entendessem a cara de uma pintura romântica, sem entender sua graça, sua alma. Para entender o Romantismo, seria preciso falar do sublime. Mas que criança de vida segura conseguiria entender o pavor, a loucura e o maravilhamento do sublime? O sublime que, na época do Romantismo, era relacionado ao terror do selvagem, da noite, da violência irracional. Um terror muito maior do que qualquer um de nós, incompreensível, indomável. A Natureza era o maior monstro! E era por isso que pessoas, nos quadros Românticos, apareciam sempre pequeninas, perdidas na mata, à deriva no mar; e as edificações pareciam ser pequenos oásis de civilização e linhas retas, sendo lenta e inexoravelmente tragados pela Natureza de borrões escuros esverdeados até virar ruinas.

Cachoeira de Paulo Afonsode E. F. Schute
Paisagem com Fontede Charles-Émile Vacher de Tournemine

O Romantismo, no MASP, recebeu o subtítulo de “Arte do Entusiasmo”. Na verdade, o movimento de fato expressa sentimentos muito fortes. Mas nem sempre positivos, entusiásticos. Nas vertentes mais extremas, foi o movimento que levou ao Werther de Goethe, e ao Drácula de Bram Stoker.  Às poesias de Lord Byron Álvares de Azevedo (no Brasil).  Essa busca por emoções fortes (positivas e negativas) pode ser encontrada até hoje em muito da nossa cultura que procura o êxtase a qualquer preço (inclusive pagando com a saúde). O que mostra que o Romantismo foi mais do que um movimento passageiro da primeira metade do século XIX. Ele perdura até hoje, meio escondido, debaixo da sua cama, na escuridão da mata à noite, no fundo do mar. Esperando para atacar com todo seu sublime a qualquer momento.

[SERVIÇO]

Quem se interessar pela exposição, pode encontrar mais informações no site do MASP.

A exposição fica aberta de terça a domingo e feriados, das 11h às 18h. Às quintas, das 11h às 20h.

Preços vão de R$7,00 para estudantes a R$15,00 a inteira. [Terça é de graça!!!]

E mais informações sobre o romantismo podem ser encontradas nos links abaixo:

• http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo

• http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo_no_Brasil

• http://www.suapesquisa.com/romantismo/romantismo.htm

• http://www.soliteratura.com.br/romantismo/


Exposição na Galeria Marta Traba

315620_431848943577436_1232741178_nA exposição “Primeiro de Maio” fica em cartaz na Galeria Marta Traba, no Memorial da América Latina, até 2 de junho. Inaugurada em 26 de abril, celebra o mês do trabalhador no Memorial em torno da questão “Trabalho, Cultura e Sociedade”.

“Primeiro de Maio” é um recorte da iconografia de operários, suas condições de trabalho e lutas por melhoria de vida, democracia ou revolução. São fotos, desenhos, reproduções e vídeos alusivos ao proletariado brasileiro. Participam os fotógrafos João Roberto Ripper, Egberto Nogueira, Iatã Cannabrava, Ricardo Alves, Cristian Sepúlveda, Mayerling Garcia, Flávio Meyer, Renato Stocker, Livia Buchele e João Bittar.

Uma das paredes está tomada por imagens que retratam a realidade dos moradores da favela da Maré, no Rio, integrando o Projeto Agência Escola Imagens do Povo. Outro destaque é a participação do cartunista argentino Luiz Trimano.

Galeria Marta Traba, Memorial da América Latina.

Galeria Marta Traba, Memorial da América Latina.

Galeria Marta Traba – Memorial da América Latina

De terça à domingo, das 9h às 18h.

ENTRADA FRANCA

Acompanhe a programação completa pelo site: http://www.memorial.org.br/